Nada de extremismos

Há quem pense que só há dois extremos para se fazer uma análise. O Arsenal, provavelmente sem títulos, não terminará a temporada no céu. Mas colocá-lo no inferno não é nada prudente. Criticar a política do clube e de Arsène Wenger; questionar quando o time do técnico francês vai amadurecer, é ser ácido demais. É não se atentar para alguns pontos cruciais.
Mesmo caindo nas quartas e perdendo o título inglês na reta final, o Arsenal já faz uma temporada de altíssimo nível. Os crescimentos nítidos de jogadores como Fàbregas, Hleb, Clichy, Flamini e Adebayor dão respaldo ao treinador. Aliás, ao renovar com Wenger, a própria direção se mostra satisfeita com a política vigente no Emirates Stadium.
Não se pode descartar as lesões de Eduardo da Silva, Rosicky e Robin van Persie, que ainda não voltou a ser o mesmo do início da temporada. Não se pode esquecer que, nos últimos anos, o Arsenal não tem a mesma bala dos três concorrentes na Premier League – até o Tottenham tem investido mais.
Há de se aguardar novos vôos dos Gunners e de Fàbregas. Afinal, deixar o Milan de Kaká e Maldini para trás não é pouca coisa. Perder para o Liverpool, em Anfield, pelejando até o fim, é mais do que normal. E deve ser reconhecido.
Link: de Gustavo Vargas sobre o Arsenal, hoje no Olheiros.


