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Na prorrogação, Shakhtar Donetsk leva Copa Uefa

A decisão da última Copa Uefa terminou com o primeiro campeão ucraniano, pós-colapso da União Soviética, na história do torneio, que dará lugar à Liga Europa. A honra de erguer o troféu coube ao Shakhtar Donetsk, que, após um empate por 1 a 1 no tempo normal, conseguiu marcar o gol do título e assegurar a vitória por 2 a 1 sobre o Werder Bremen, na prorrogação. O herói do título foi o meia brasileiro Jádson, que anotou o tento decisivo, aos seis minutos da primeira etapa do tempo extra. Outros dois brasileiros haviam marcado os gols do empate no tempo normal: Luiz Adriano, pelo time ucraniano, e Naldo, pela equipe germânica.

O começo de partida mostrou uma ligeira vantagem para a equipe ucraniana, que, aos seis minutos, teve a primeira chance real do jogo: pelo meio, Jádson passou a bola a Luiz Adriano, que, livre na grande área, acabou desperdiçando a chance, chutando à direita do gol de Wiese. No minuto seguinte, o Werder respondeu timidamente, com Frank Baumann aproveitando rebote da zaga e chutando fraco, para fora.

Aos poucos, a equipe alemã foi se assentando e passando a criar algumas chances, como num chute de Fritz, aos 18 minutos. Mesmo assim, era pouco para o maior volume ofensivo do Shakhtar. E, após contra-ataque frustrado do Werder Bremen, aos 25 minutos, o placar foi aberto pelo time de Mircea Lucescu: pouco depois da linha intermediária, pela esquerda, Razvan Rat lançou a bola para a frente. Após leve desvio de Jádson, Luiz Adriano, na meia-lua, se livrou dos dois defensores, que marcavam em linha, entrou pela esquerda e tocou na saída de Wiese, marcando seu terceiro gol no torneio e abrindo o placar da decisão.

Desde então, a partida ganhou mais movimentação. Logo aos 27, Luiz Adriano quase marcou seu segundo gol na partida, mas tocou à esquerda de Wiese. Mais três minutos, e nova chance que o Shakhtar teve para ampliar, em chute de Willian. Todavia, em falta próxima à área, cometida por Fernandinho, sobre Rosenberg, o Werder conseguiu o empate, aos 35 minutos. Naldo executou a cobrança, e o goleiro Pyatov falhou ao tentar agarrar a bola diretamente, permitindo que ela fosse para as redes. O primeiro tempo terminou com dois lances agudos.Aos 39, após cruzamento, Pyatov saiu mal do gol, que ficou aberto para Pizarro, mas o peruano cabeceou para fora. Um minuto depois, Lewandowski arriscou chute de longe, para grande defesa de Wiese.

Na segunda etapa, o Shakhtar começou procurando de modo mais efetivo o gol que o levaria novamente à frente. Aos três minutos, Srna cobrou falta, pela direita, e Wiese espalmou. Dois minutos depois, após falta de Prödl, Jádson cobrou e o goleiro do Werder Bremen foi ao canto baixo direito para espalmar novamente. Os comandados de Thomas Schaaf, por sua vez, começaram a responder aos dez minutos, quando, em cobrança de falta pela direita, Frings arriscou um chute rasteiro, mas a bola sai pelo lado do gol de Pyatov.

O Werder pressionaria mais nos próximos instantes. Aos 13, Rosenberg recebeu a bola na área, mas não conseguiu dominar a tempo para o chute, e, aos 16, após escanteio, Naldo dominou a bola na grande área e rolou para Özil. O turco-alemão, que vinha na corrida, acabou chutando para fora.

Com o decorrer da etapa complementar, os dois times começaram a se resguardar para uma eventual prorrogação. Mesmo assim, jogadas perigosas surgiam aqui e ali, dos dois lados. Aos 20, após jogada do Shakhtar pela direita, Luiz Adriano recebeu a bola, já na grande área, dominou, mas, quando armava o chute, Prödl chegou e conseguiu travar a tentativa, desviando a bola para a lateral. Os ucranianos fariam nova jogada aos 30, quando, aproveitando bola sobrada de escanteio, Jádson arriscou de primeira, vindo pela direita. Porém, Wiese defendeu sem dificuldades.

O Werder Bremen, por sua vez, apareceu aos 23 minutos. Pela meia-esquerda, Özil arriscou mandar a bola para a área, em cobrança de falta, mas Pyatov saiu bem do gol e socou a bola para fora da área, espantando o perigo. Mas a melhor oportunidade ocorreria aos 32: completando cobrança de falta para a área, Pizarro escorou a bola de cabeça, mas Pyatov estava atento e fez grande defesa. No rebote, Hunt, que acabara de entrar no lugar de Rosenberg, tentou mandar para o gol, mas tocou para fora. E não houve maneira de evitar que a decisão fosse para a prorrogação.

Como na segunda metade dos 90 minutos, o Shakhtar começou o tempo extra atacando. Logo no primeiro minuto, Srna arriscou de longe e Wiese, assustado, espalmou para o meio da grande área, mas ninguém aproveitou para finalizar. Não demorou muito, e, mais uma vez, um jogador brasileiro apareceu numa hora importante do jogo. Aos seis minutos, o capitão Srna progrediu com a bola pela direita e cruzou rasteiro para a grande área. Nela estava Jádson, que, com um toque de chapa do pé direito, escorou. Wiese falhou e não conseguiu segurar a bola, que morreu no fundo das redes. Era o gol do 2 a 1, novamente marcado por um brasileiro. O Shakhtar ficava novamente à frente.

Em desvantagem, o Werder sequer esperou um minuto para voltar à carga. Em indecisão da defesa, Pizarro aproveitou e chutou para boa defesa de Pyatov. No penúltimo minuto da primeira etapa, o Shakhtar teve boa chance para ampliar: Willian recebeu a bola, livre, pela esquerda, e arriscou um toque para encobrir Wiese, mas a bola passou sobre o travessão.

O segundo tempo da prorrogação trouxe a necessidade de atacar ao Werder Bremen, que voltou a trazer perigo real aos cinco minutos. Tziolis, que entrou no lugar de Niemeyer, arriscou chute rasteiro que passou rente à trave esquerda de Pyatov. No penúltimo minuto, um alarme falso para os Papagaios: Pizarro conseguiu aproveitar sobra de bola, na área, e tocou na saída de Pyatov. Porém, o auxiliar já marcara falta do atacante, que segurara o braço de Chygrynskiy. Já não restava tempo para muita coisa, e pouco depois Luis Medina Cantalejo trilou o apito final que deu início aos festejos do Shakhtar Donetsk.

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Equipe Trivela

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