“Na Inglaterra há muito contato”

Vindo de sua primeira temporada no badalado futebol inglês, onde defendeu o Birmingham City, o defensor Rafael Schmitz, ex-Malutrom, do Paraná, falou conosco sobre sua experiência nos ‘blues’ do oeste da Velha Albion. Também revela o que o zagueiro Martin Taylor, seu companheiro de clube, lhe disse a respeito da violenta entrada que quase destruiu a carreira do brasileiro Eduardo da Silva, do Arsenal.
Depois desta temporada de estréia, como você avalia o futebol inglês e como estava o ambiente dentro do plantel do Birmingham depois deste ano, onde o time caiu para a segunda divisão?
O Campeonato Inglês é o que tem mais contato físico, e é bem diferente do Campeonato Francês. O ambiente dentro do plantel é bem diferente também, os jogadores são bem mais fechados, estranhei muito.
Onde foi que o Birmingham errou?
Erramos em alguns jogos, perdemos alguns pontos preciosos que não poderíamos ter perdido, essa foi a causa do rebaixamento.
Vai continuar ou retornará ao Lille, da França? Qual é sua vontade?
Independente de qualquer coisa, voltarei para o Lille, mas minha vontade seria permanecer na Premier League.
Você foi utilizado tanto no miolo da defesa quanto na lateral-esquerda. Onde você se sentiu mais a vontade e quais foram os problemas para se adaptar ao estilo de jogo inglês?
Me senti bem nas duas posições, a maior dificuldade foi o contato físico, porque sou um jogador que procuro desarmar sem o contato físico, e lá isso era muito difícil, mas consegui me adaptar rápido e estou muito contente com essa experiência.
O treinador Alex McLeish sempre trabalhou na Escócia e esta foi a primeira temporada dele na Inglaterra. Quais são as características dele como comandante?
É um treinador tranquilo, que valoriza o contato físico…
E como foi trabalhar com o técnico Steve Bruce, que começou a temporada?
Foi uma experiência formidável, ele é boa pessoa, juntamente com Eric Black, são caras sensacionais.
Martin Taylor ganhou má fama mundial após o incidente com Eduardo da Silva, do Arsenal. O que ele falou pra você sobre o lance?
Falou que estava muito arrependido com o que aconteceu e que nunca passou por sua cabeça fazer aquilo..
Que tipo de profissional ele é? Ele se dá bem com todos no plantel?
Um profissional exemplar, se dá muito bem com todo mundo
Como é o derby contra o Aston Villa? Existe algo de especial que você ainda não tinha visto ou sentido em outros clássicos?
É um jogo especial, muito bom de se jogar, a torcida não para um minuto, mas em geral é como os outros clássicos que tinha conhecido.
Qual é o segredo dos bons resultados do técnico Claude Puel no Lille?
Seu rigor, e o grupo de jogadores que ele tem…
O técnico Ricardo Gomes disse que a influência africana deixa o jogo muito 'amarrado' no futebol francês, concorda? Pelo que você viveu nos campos franceses, o que torna o Lyon tão superior?
As partidas do Campeonato Francês são muito disputadas, e é um campeonato onde predomina a tática, e isso torna os jogos amarrados. O Lyon é superior aos outros por causa do seu poder financeiro.
Falta de recursos para trazer craques é o único motivo dos times franceses não conseguirem ir longe na Champions League?
Sim, a França possui uma taxa muito elevada de impostos e com isso fica difícil trazer jogadores de nome.
Quais os atacantes mais difíceis que você marcou nesses anos de Europa?
Van Nistelrooy, Forlán, Pauleta, Inzaghi, entre outros…


