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“Na Guatemala se paga em dia”

A Liga da Guatemala (Apertura) está entrando em suas fases decisivas e neste final de semana acontece a última rodada que definirá dois dos semifinalistas. A Trivela procurou o atacante brasileiro Israel Silva (foto ao lado), do Club Social y Deportivo Municipal, vice-líder e equipe de maior expressão no país, para falar da atualidade do futebol ‘chapín’. Nas linhas abaixo, veja como foi esse contato com o 6º maior goleador do mundo em 2007!

Como surgiu a oportunidade de ir para Guatemala e porquê aceitou?
Joguei dois anos no México e a franquia do clube foi vendida (Venados, de Yucatán), e as inscrições tinham acabado no país. Nisso, pintou a oportunidade de vir para Guatemala através de um amigo. 

Depois de ser um dos maiores goleadores do mundo em 2007, não seria hora de se transferir para um país de maior expressão? Quais as propostas que você teve antes de acertar com o CSD Municipal?
Tive uma oferta do Metalurg Donetsk, da Ucrânia. Mas o clube não aceitou a proposta e não deixou eu ir…  

Comunicaciones e o seu CSD Municipal estão no topo da tabela e praticamente garantidos nas semifinais. O título deve ficar entre os dois, não?
São sempre candidatos ao título. São grandes e tem bons plantéis. 

Você sentiu que a pressão é muito maior no Municipal pelo fato de ser a ‘equipe do povo’?
Não é nada. Não vinha tendo oportunidades com o treinador argentino que saiu (‘El chino’ Benitez). Semana passada chegou outro técnico argentino. Vamos ver se terei mais chances de jogar. 

O que achou da chegada do novo treinador, Horácio Cordero? O que o plantel falou dele?
É bom técnico e já me conhece das outras equipes que eu joguei aqui na Guatemala. ‘El chino’ era um bom treinador também, mas estava pressionado a colocar jogadores velhos para jogar, por isso, ele renunciou (Os concorrentes de Israel no ataque são Juan Carlos ‘Pin’ Plata, 37 anos, e Mario Acevedo, 38). 

Com exceção do clássico Comunicaciones e Municipal, não se vê enchentes de estádios. Porquê o campeonato da Guatemala tem tão poucos torcedores freqüentando os jogos? O futebol não empolga?
Difícil. Mas, talvez o fato do país ter só 15 milhões de habitantes… 

Carlos Ruiz, o maior jogador do país atualmente, jogou no Municipal antes de ir para os EUA. As pessoas aí no clube ainda falam dele? Ele é tão bom quanto dizem?
Quase não se fala mais dele, pois já são 5 anos que ele está fora do país. Ele é diferente dos outros jogadores daqui, poderia atuar em qualquer parte do mundo. 

O que falta para a seleção da Guatemala ‘aparecer mais’ e ter seu espaço?
Falta mais trabalho nas categorias de base. Só assim poderá ter uma seleção mais forte no futuro.  

O salário dos jogadores na Guatemala é pago em dia? Se ganha melhor que numa equipe pequena do Brasil?
Aqui se paga em dia! Também se paga melhor que numa equipe modesta no Brasil. A Guatemala é o lugar onde se paga os melhores salários na América Central. 

Tem algo engraçado que aconteceu ou que você observou nos treinos ou no comportamento dos jogadores e dos torcedores locais? Conte-nos algum..
Eles são bastante fanáticos e querem ver futebol a todo custo e muitos almoçam ou jantam nos estádios! Trazem o ‘rango’ e comem nas arquibancadas! (risos).

Sobre a comida local, tem algum prato que se destaca e que você gostou muito?
Gosto muito de caldo de rãs e tacos, que é um prato muito comum por aqui.

O que existe de mais bonito para ser visitado na Guatemala? O que você recomenda?
As ruínas deixadas pelos maias, os vulcões e os lagos.

 

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Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

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