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Na Concacaf, o México quer reagir

A derrota por 2 a 1 para El Salvador, na estreia do técnico Javier Aguirre, não facilitou as coisas para o México, no Hexagonal Final das Eliminatórias da Concacaf para a Copa do Mundo de 2010. Com o revés, La Tri ocupa, atualmente, com quatro rodadas já disputadas, a quinta e penúltima posição, com apenas três pontos.

Não espanta, portanto, que o time esteja ansiando pela reação na partida desta quarta-feira. O cenário ajuda: jogando no Estádio Azteca, o time enfrentará Trinidad e Tobago, justamente os lanternas do Hexagonal, com dois pontos.

Mesmo tendo iniciado o trabalho com a derrota, que ampliou o pessimismo na torcida e na imprensa, Javier Aguirre procura manter a calma, mesmo criticando a tabela, que, nas próximas duas partidas, ainda colocará os mexicanos contra os dois atuais ponteiros da chave, Costa Rica e Estados Unidos: “Estou convencido de que estaremos na Copa de 2010. Mas a tabela não ajuda, não é boa de se ver. Caso não vençamos em casa, ficaremos por um fio. É difícil para qualquer time vencer fora. Mas ainda há tempo. Receberemos os times em casa, temos chance de recuperação. O que é claro é que nos restam seis jogos, quatro deles em casa, e temos de ganhá-los.”

Na outra partida do Hexagonal Final da Concacaf, um confronto coloca frente a frente dois rivais que lutam pelo terceiro lugar, última vaga direta na Copa (o quarto lugar leva à repescagem contra o quinto colocado da América do Sul). No Olímpico Metropolitano de San Pedro Sula, jogarão Honduras e El Salvador. Motivados pela vitória contra o México, os salvadorenhos, comandados por Carlos de los Cobos, procuram a segunda vitória consecutiva, que lhes manteria a terceira posição.

O zagueiro Alex Escobar mostra-se animado para o jogo: “A vitória contra o México nos encheu de alegria, e agora podemos nos impor metas mais altas. Estamos em terceiro, e nossa chance [de classificação à Copa] é real. É o sonho de todos, e o jogo contra Honduras é o próximo passo.”

Do lado dos Catrachos, o técnico colombiano Reinaldo Rueda reconhece que um tropeço aumentaria a pressão já existente sobre Honduras: “Jogaremos contra um rival muito difícil, que está em alta, após vencer o México. Não ganhamos nenhum ponto no último sábado [derrota por 2 a 1 para os Estados Unidos], então estamos sob pressão. Mas temos as mesmas chances de classificação que eles têm.”

Ásia: a Arábia no encalço da Coreia do Norte

Já nas Eliminatórias da Zona Asiática, que teve três de seus quatro classificados diretos à Copa definidos na última rodada, o duelo mais importante da penúltima rodada fica para o grupo B. Com a folga da Coreia do Norte, vice-líder da chave, a Arábia Saudita tem a chance de tomar o posto nesta quarta. Entretanto, o adversário dos sauditas é justamente a Coreia do Sul, já garantida no Mundial.

Mesmo assim, o técnico português José Peseiro mantém confiança no time, para a partida a ser jogada em Seul: “Lutaremos para ganhar o máximo de pontos possível, nestas duas últimas partidas, para assegurar a classificação. E o time tem o talento necessário para cumprir a tarefa.”

Por outro lado, um tropeço permitiria que os sauditas fossem alcançados, na terceira posição do grupo B, pelo Irã, que, motivado após o empate sem gols contra a Coreia do Norte, enfrentará, em Teerã, os Emirados Árabes Unidos, já sem chances de ir à Copa.

No grupo A, já na Copa, a Austrália receberá o Bahrein, em Sydney. Os barenitas só precisam de um empate para garantirem a terceira posição, que lhes daria o lugar na repescagem do continente, para definir o adversário da Nova Zelândia, campeão da Oceania. O treinador da equipe, Milan Macala, advertiu: “Está tudo em nossas mãos. Não queremos esperar nosso último jogo contra o Uzbequistão.” Também classificado para o Mundial, o vice-líder Japão enfrentará o Catar.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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