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Mundial sub-20: Promessa de talentos

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As ausências e os desfalques aos times brasileiros

Maradona, Figo, Henry, Riquelme, Ronaldinho, Kaká, Messi. O que estes nomes têm em comum? Todos eles já participaram do Mundial Sub-20 da Fifa, que chega neste ano a sua 16ª edição. A disputa é restrita a jogadores nascidos a partir de 1º de janeiro de 1987 – e um deles pode se tornar o próximo nessa seleta lista.

Representantes das seis confederações continentais se juntam ao anfitrião Canadá naquela que se tornará a maior competição mono-esportiva da história do país, em número de espectadores. Antes da abertura, quase 1 milhão de ingressos já haviam sido vendidos para as partidas, que se dividem entre seis sedes: Toronto (que receberá a final, em 22 de junho), Edmonton, Montreal, Ottawa, Victoria e Burnaby. A principal novidade é o uso de gramados sintéticos.

A história da competição mostra uma supremacia sul-americana, com nove títulos, sendo cinco para a Argentina (1979, 1995, 1997, 2001 e 2005) e quatro para o Brasil (1983, 1985, 1993 e 2003), A Europa ficou com as outras conquistas, divididas entre Portugal (1989 e 1991), União Soviética (1977), Alemanha Ocidental (1981), Iugoslávia (1987) e Espanha (1999).

O domínio de argentinos e brasileiros pode se explicar pela maior experiência em alto nível de seus jogadores. Enquanto a maioria dos integrantes das seleções européias ainda joga nas categorias de base dos clubes ou ocupa posições periféricas nos times de cima, os sul-americanos – muito por causa do êxodo de jogadores – assumem logo de cara o protagonismo em suas equipes. Basta lembrar que, desde 1993, apenas a Espanha levou o troféu para o Velho Continente.

O eventual “intruso” de outro continente na decisão tem se mostrado freqüente nos últimos tempos, como provam o Japão, finalista em 1999, Gana, em 2001, e a Nigéria, em 2005. No entanto, a força de brasileiros e argentinos coloca os dois rivais novamente na condição de favoritos ao título. É verdade que ausências como Anderson e Lucas, na verde-e-amarela, e Higuaín, na Albiceleste, podem ser sentidas, mas ambas as seleções têm valores de sobra para confirmar as altas expectativas.

Uruguai e Chile, os outros dois representantes da América do Sul, podem sonhar com boas campanhas. Os uruguaios contam com o forte atacante Edison Cavani, que foi o artilheiro do Sul-Americano e já se transferiu para o Palermo, onde teve um início promissor. O Chile também tem jogadores que pisam – ou pisarão em breve – os gramados europeus, casos do zagueiro Arturo Vidal, do atacante Mathias Vidangossy e do meia Alexis Sánchez, este último já nos planos da seleção principal.

Da Europa, a principal candidata parece ser a Espanha, com uma base forte de jogadores que pertencem a grandes clubes e que, se por um lado jogam menos do que gostariam, por outro crescem com os treinamentos ao lado de alguns dos melhores jogadores do mundo. Uma das poucas exceções é o zagueiro Gerard Piqué, que na última temporada jogou emprestado pelo Manchester United ao Zaragoza.

As 24 seleções estão divididas em seis grupos de quatro. Avançam às oitavas-de-final as duas primeiras colocadas de cada grupo, além das quatro melhores terceiras colocadas.

Como chegaram ao Mundial

País-sede – 1 vaga
Canadá

Ásia – 4 vagas
Asiático sub-20 (out/nov de 2006, na Índia)
Coréia do Norte (campeã), Japão (vice), Coréia do Sul (3ª) e Jordânia (4ª)

África – 4 vagas
Africano sub-20 (jan/fev de 2007, no Congo)
Congo (campeão), Nigéria (vice), Gâmbia (3ª) e Zâmbia (4ª)

Concacaf – 4 vagas
Eliminatórias da Concacaf, grupo A (jan de 2007, no Panamá)
Estados Unidos (1º) e Panamá (2º)

Eliminatórias da Concacaf, grupo B (jan de 2007, no México)
México (1º) e Costa Rica (2º)

América do Sul – 4 vagas
Sul-Americano sub-20 (jan de 2007, no Paraguai)
Brasil (campeão), Argentina (vice), Uruguai (3º) e Chile (4º)

Oceania – 1 vaga
Campeonato sub-20 da Oceania (jan de 2007, na Nova Zelândia)
Nova Zelândia (campeã)

Europa – 6 vagas
Europeu sub-19 (jul de 2006, na Polônia)
Espanha (campeã), Escócia (vice), República Tcheca (semifinalista), Áustria (semifinalista), Polônia (3ª no grupo A) e Portugal (3º no grupo B)

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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