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Mundial sub-20: Os 24 participantes

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Grupo A

Canadá
Se a seleção profissional fica longe de obter resultados significativos, a equipe sub-20 do Canadá demonstra força e, como sede do evento, contará com motivação extra para ter boas atuações. Nos últimos seis Mundiais da categoria, os Canucks se classificaram para cinco edições. A equipe aposta em seis jogadores que se salvaram da campanha de 2005, quando nem passou da primeira fase. Entre eles, os destaques vão para o defensor David Edgar e o meia Jaime Peters, ambos com carreira no futebol inglês. Dale Mitchell, treinador dos Rouges, fez parte da seleção de 1986, na primeira e única participação do Canadá na Copa do Mundo. Após o torneio sub-20, ele assumirá o comando do time principal. Jonathan de Guzman, irmão de Julian, defensor do La Coruña, é a grande ausência no elenco. Atleta do Feyenoord, ainda não definiu se atua pela seleção de seu país-natal ou então defenderá a Holanda. [RE]

Áustria
Fora da elite do futebol mundial há muito tempo, a Áustria tenta provar no Canadá que pode voltar a fazer um bom papel em breve. De volta ao Mundial sub-20 depois de 24 anos, a equipe de um dos anfitriões da próxima Eurocopa assegurou presença no torneio ao chegar às semifinais o Europeu sub-19.
Dentro de campo, todas as atenções estarão voltadas para o atacante Erwin “Jimmy” Hoffer, principal esperança da equipe. Integrante da seleção austríaca principal, o jogador do Rapid Viena é conhecido por seu espírito de artilheiro –marcou quatro dos seis gols do time no Europeu da categoria. [RR]

Chile
José Sulantay, treinador da equipe, está satisfeito com o grupo que tem. Espera repetir a melhor campanha do Chile, que foi um 4ºlugar em 87. Para isso, deposita sua confiança na habilidade do atacante Sanchez e do polivalente Arturo Vidal – negociado com o Leverkusen. Pode pintar como zebra da competição. [GDP]

Congo
Como resultado de um trabalho iniciado pelo treinador francês Eddie Hudanski há mais de dois anos, Congo assegurou, além de sua primeira participação numa edição do Mundial sub-20, o segundo título de sua história. Antes do Campeonato Africano da categoria, ele havia conquistado apenas a Copa Africana de Nações de 1972. Os “Diables Rouges Juniors” mantiveram a mesma base campeã continental para o Mundial. Desse modo, Hudanski apostará, mais uma vez, no atacante Fabrice Ondama, do La Mancha. Bastante veloz, ele é comparado com o nigeriano John Utaka. O alvo de interesse de clubes como PSG contará com o apoio do ponta-esquerda Saide Nkounga, que, assim como Tchilimbou, se aproximará do atacante formando uma linha de três avantes na frente. O cerebral Filanckembo, por sua vez, será o responsável por municiar o trio e impedir, ainda, que a fraca defesa congolesa seja ameaçada. Recomendado pelo vice-presidente do Auxerre, Gerard Bougoin, Hudanski pode conduzir Congo a mais uma façanha inesperada pelos adversários. [MA]

Grupo B

Espanha
Última equipe européia a conquistar o Mundial sub-20, a Espanha surge novamente como uma das favoritas ao título do torneio. Vencedora da última edição do seu campeonato continental sub-19, que lhe valeu vaga na competição do Canadá, a equipe treinada por Ginés Meléndez se destaca pelo alto número de jogadores promissores, com qualidade técnica acima da média.
No sistema defensivo, o zagueiro e capitão Gerard Piqué, titular do Zaragoza em boa parte da última temporada, faz boa dupla com Marc Valiente, do Barcelona. Os dois são auxiliados pelo competente lateral-direito Antonio Barragán. Mas é no ataque que a Espanha coloca sua maior esperança. Juan Mata e Alberto Bueno, do Real Madrid Castilla, compensam a pouca potência física com muita velocidade, criatividade e oportunismo. [RR]

Uruguai
Demonstrou um grande futebol nas eliminatórias sul-americanas. Pode pintar como zebra da competição. A base vem sendo formada desde o Sub-17 de 2005. Seu melhor resultado foi um vice-campeonato em 97, quando perdeu para a Argentina. O atacante do Palermo, Edinson Cavani, artilheiro do sul-americano é esperança de gols do treinador Gustavo Ferrin. Briga com a Espanha pelo primeiro lugar do grupo. [GDP]

Zâmbia
Quarta colocada no Africano Sub-20, Zâmbia centrará suas esperanças de cumprir uma boa campanha no Mundial em dois nomes – Clifford Mulenga e Sebastian Mwansa. Como meio-campistas, eles serão os responsáveis por preparar os ataques zambianos, que, se bem construídos, podem resultar numa surpreendente classificação para a fase seguinte. Mulenga, em especial, colocará seu talento à prova na competição. Bastante experiente se comparado aos demais companheiros, ele defende os Chipolopolos desde os dezessete anos e atraiu recentemente o interesse do futebol francês em seu futebol. As comparações com o maior ídolo do esporte no país, Kalusha Bwalya, não são à toa. O técnico George Lwandamina é um dos que acredita que ele pode vir a superar Bwalya. Cedo ou não, seria bom Mulenga mostrar no Canadá o porquê dessa crença. [MA]

Jordânia
A Jordânia surpreendeu ao eliminar a China nas quartas-de-final do torneio asiático, conquistando assim sua classificação. O time é formado apenas por jogadores que atuam no país, o que levanta um ponto de interrogação sobre a experiência do grupo. O meio-campista Addallah Salim e o atacante Loiy Al Zaideh são nomes a observar. [LB]

Grupo C

México
Outra equipe que disputou o Mundial sub-17. Não só disputou como faturou o título. Seu treinador, Ramirez, esteve até cogitado para assumir a seleção principal. Os destaques daquele time Giovanni dos Santos e Carlos Vela estão de volta. Não será nada do outro mundo, se esse time vencer a competição. Deverá ficar com o primeiro lugar do grupo. [GDP]

Portugal
Não espere muito de Portugal no Mundial sub-20. Apesar de ser um dos principais centros de formação de jovens jogadores desse início de século, o time lusitano de jogadores nascidos em 1987 sofreu para assegurar presença no Mundial do Canadá e tem uma queda significativa em relação à safra de 86, que revelou João Moutinho, Manuel da Costa e Nani, entre outros.
A maior esperança portuguesa para conseguir um bom resultado na América do Norte é o Fábio Coentrão. O meia-atacante, que recentemente trocou o Rio Ave pelo Benfica, vive grande momento na seleção sub-19: marcou cinco gols em seis jogos pela fase eliminatória do Europeu. O lateral-esquerdo Antunes, que é titular da equipe sub-21, é outra aposta do técnico Carlos Dinis. [RR]

Gâmbia
Assim como no Africano Sub-20, Gâmbia contou com o apoio financeiro de diversas autoridades do país para poder reunir recursos suficientes para disputar o seu primeiro Mundial da categoria. Após esse incentivo, os “Young Scorpions” chegam ao Canadá com a expectativa de surpreender os adversários, como fizeram no Mundial Sub-17 realizado há dois anos no Peru. Naquela oportunidade, no entanto, eles foram desclassificados ainda na primeira fase por causa do critério de saldo de gols. A base da seleção que superou o vice-campeão Brasil em 2005 estará no Canadá. À exceção do excelente defensor Saja Leigh, que, do mesmo modo dos outros nomes cortados durante a preparação, acompanhará os convocados na competição. O atacante Ousman Jallow, principal estrela, estará presente no ataque mais uma vez. O treinador Bonu Johnson ainda contará com peças importantes como o arqueiro Joseph Gomez e o meio-campista Abdoulie Mansally para derrubar os favoritos desta feita. O comandante da seleção principal, o espanhol Jose Martinez, avisou que estará atento a tudo. [MA]

Nova Zelândia
Os neozelandeses lamentam ter caído em um grupo tão difícil logo em sua primeira participação no Mundial Sub-20. A equipe, formada por atletas amadores e inexperientes, está ao lado de Portugal e México, dois concorrentes de peso. Para piorar, os All Whites perderam seu principal jogador. Chris James, meia do Fulham, voltou para casa poucos dias antes do início do torneio por problemas pessoais. Dessa forma, o técnico Stu Jacobs deposita suas fichas em Craig Henderson para coordenar o meio-campo da seleção. Para os Kiwis, conquistar um ponto na competição será seu troféu. [RE]

Grupo D

Brasil
Eterno favorito, com quatro títulos mundiais na categoria, o Brasil é o atual campeão sul-americano e chega recheado de jogadores habituados a grandes responsabilidades em times principais. Na ausência do meia Anderson, que foi à Copa América com a seleção maior e acaba de se transferir para o Manchester United, o astro do time é Alexandre Pato, que ocupa os holofotes nacionais e internacionais desde sua meteórica ascensão no Internacional, no fim do ano passado.
Pato terá a seu lado o atacante Jô, que teve uma ótima primeira temporada no CSKA Moscou, com números melhores que os de Vágner Love, atual titular de Dunga. O técnico Nelson Rodrigues não tem o volante Lucas, recém-transferido para o Liverpool, por motivo de lesão, mas não pode lamentar escassez de talento, como provam jogadores como Renato Augusto, Willian e Leandro Lima, hoje indispensáveis a suas equipes. [LB]

Coréia do Sul
Participante habitual do torneio. Teve seu melhor resultado quando foi semifinalista em 1983 – antes de os jogadores do time atual nascerem. Terminou em terceiro lugar na classificação asiática, depois de cair diante do Japão nos pênaltis na semifinal. O atacante Shim Young-Sung foi o artilheiro do time nas eliminatórias, com 5 gols, e deve carregar a responsabilidade de marcar no Mundial. [LB]

Polônia
As posibilidades polonesas no Mundial-20 estão intimamente ligadas ao desempenho de David Janczyk no Canadá. O atacante do Legia Varsovia é o maior, se não o único, destaque do elenco de Michal Globisz.
Aos 19 anos, Janczyk é a maior esperança do futebol polonês na atualidade. Atacante técnico e veloz, marcou três dos quatro gols da vitória por 4 a 1 sobre a Bélgica. Esse triunfo, o único do time no Europeu sub-19 do ano passado, assegurou a presenta da equipe no Mundial.
Completam a lista polonesa de atletas com certo potencial o goleiro Przemyslaw Tyton, titular do Gornik Leczna na última temporada, e o zagueiro Jaroslaw Fojut, aposta do Bolton para o futuro. [RR]

Estados Unidos
Classificados pela sexta vez consecutiva para o Mundial Sub-20, os Estados Unidos se preparam para ir além do desempenho de 2003, quando alcançaram as quartas-de-final. Sem dúvida, as atenções estarão voltadas para o desempenho de Freddy Adu. O meia, capitão da equipe, tornou-se o segundo jogador da história a participar de três edições do Mundial Sub-20. No entanto, o atleta, considerado um prodígio, tenta enfim justificar tantas expectativas colocadas em suas costas. Outro destaque vai para Michael Bradley. O meia, filho de Bob Bradley, treinador da seleção principal, esteve na última edição da Copa Ouro, vencida por seu país. Ele é um dos poucos jogadores do time que atuam fora dos EUA e viveu uma boa temporada no Heerenveen. O atacante Johann Smith ficou de fora da competição na última hora. Com uma lesão no quadril, ele foi substituído por Preston Zimmerman, do Hamburg. [RE]

Grupo E

Argentina
Equipe mais vezes campeã com cinco títulos, a Argentina é a detentora do troféu. Conta com os gols de Aguero, jogador habituado à seleção principal e, a liderança do meia Banega, campeão da Libertadores com o Boca Juniors. O time treinado por Hugo Tocalli é o principal candidato ao título. [GDP]

Coréia do Norte
Depois de alcançar as quartas-de-final do Mundial Sub-17 em 2005, perdendo apenas na prorrogação para o Brasil, a Coréia do Norte chega ao Canadá credenciada pelo título asiático sub-20. Além do atacante Kim Kum-Il, autor de quatro gols na competição continental, também merecem atenção o goleiro Ju Kwang-Min e o meio-campista Ri Chol-Myong. [LB]

República Tcheca
A República Tcheca foi ao Campeonato Europeu sub-19 do ano passado na condição de segunda principal favorita ao título, atrás apenas da Espanha, que se sagraria campeã. No entanto, o time comandado por Miroslav Soukup não conseguiu corresponder às expectativas e caiu nas semifinais daquele torneio.
Ao contrário dos espanhóis, que primam pelo seu furor ofensivo, é na defesa que está o ponto forte dos tchecos. O zagueiro Marek Suchy, do Slavia Praga, é considerado o principal nome do setor. Quem responde pelas ações do ataque é o jovem Thomas Pekhart, de apenas 18 anos, que brilhou no Europeu sub-17 de 2006 e atua nas categorías de base do Tottenham. [RR]

Panamá
Terceira participação da equipe panamenha na competição. É treinada por um dos maiores jogadores de seu país, Julio Dely Valdez. O ex-atacante passou pelo futebol espanhol, italiano, entre outros. Seu principal jogador é o veloz atacante Josué Brown. [GDP]

Grupo F

Costa Rica
Sexta participação da Costa Rica no Mundial sub-20. Espera passar das oitavas de final, seu melhor desempenho. Para isso aposta no conjunto que disputou o sub-17 em 2005 e no talento do meia Solorzano. [GDP]

Japão
Os japoneses já têm certa tradição na categoria. Passaram da primeira fase em cinco das seis últimas edições do Mundial, e em três delas alcançaram as quartas-de-final. Em 1999, ficaram com o vice-campeonato, perdendo a final por 4 a 0 para a Espanha e revelando jogadores como Junichi Inamoto, Shinji Ono e Naohiro Takahara. Apesar da perda do título asiático para a Coréia do Norte, o atual time é considerado o melhor desde aquele que chegou à decisão. O meia Tsukasa Umesaki já estreou na seleção principal, e nomes como Yosuke Kashiwagi, Yohei Fukumoto, Atsuto Uchida e Atomu Tanaka podem acompanhá-lo em breve se fizerem um bom Mundial. [LB]

Nigéria
É consenso na Nigéria que essa seleção que disputará o Mundial Sub-20 é mais fraca do que a que conquistou o vice-campeonato na última edição. Mesmo sem contar com nomes de peso como Taye Taiwo e John Obi Mikel, os “Flying Eagles” partem para o Canadá como favoritos ao título. Nem a ausência dos atacantes Simon Zenke e Emmanuel Sarki e a recusa de Victor Anichebe, do Everton, em aceitar a chamada para a competição parecem capazes de abalar a confiança do técnico Ladan Bosso. Sucessor de Musa Abdullahi, que deixou a equipe em virtude problemas de saúde, ele apostará no centroavante Ezekiel Bala como principal referência ofensiva, a ser assistida pelo promissor Solomon Owello, que, inclusive, despertou o interesse do Manchester United recentemente. [MA]

Escócia
A Escócia surpreendeu a todos ao terminar o Campeonato Europeu sub-19 do ano passado na segunda colocação. O resultado classificou os britânicos para o Mundial-20. No Canadá, o time dirigido Archie Gemmil tenta surpreender novamente e aposta na mescla do seu antigo futebol, baseado na força física e na garra, com um novo estilo, com mais trocas de passes e inteligência.
Dentro dessa nova escola escocesa, merecem destaque os atacantes Callum Elliot, do Heart of Midlothian, e Steven Fletcher, do Hibernian, que costumam protagonizar todas as ações ofensivas da equipe. Na defesa, o time conta ainda com a segurança do capitão Scott Cuthbert, que, apesar de não estar fora da equipe principal do Celtic, é o homem de confiança do treinador Gemmil. [RR]

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

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