Mundiais sub-20 de 1981 e 83

1981 – AUSTRÁLIA

Participantes: 16
Gols: 87
Campeão: Alemanha
Vice: Catar
Terceiro: Romênia
Quarto: Inglaterra
Artilheiro: Mark Koussas (AUS), Taher Amer (EGI), Ralf Lose (ALE), Roland Wolfarth (ALE), Romulus Gabor (ROM), 4 gols
Destaques: Jorge Burruchaga (ARG), Sergio Goycochea (ARG), Romulus Gabor (ROM), Carlos Aguilera (URU), Enzo Francescoli (URU) e Roland Wohlfarth (ALE)

A terceira edição do Mundial teve o domínio dos europeus. Três seleções entre as quatro primeiras. A outra não foi uma seleção sul-americana. Foi a seleção do Catar, considerada até hoje, uma das maiores zebras da história dos Mundiais. O país chegou à segunda colocação. Sem muita tradição no futebol, os asiáticos chegaram à decisão depois de terem passado por equipes tradicionais do futebol, como Brasil (3 a 2) e Inglaterra (2 a 1), porém na final, disputada em Brisbane, num campo encharcado, o país foi totalmente dominado, perdendo de goleada por 4 a 0.

Não foi apenas Catar que surpreendeu, a seleção romena também fez bonito. Classificou para as quartas de final, num grupo onde os favoritos eram Brasil e Itália. Eliminou o Uruguai nas quartas, mas não conseguiu superar a Alemanha, que mesmo não fazendo uma boa campanha nos primeiros jogos se recuperou depois, e foi a campeã. O resultado romeno não foi a toa, já que o melhor jogador da competição foi o atacante, Romulus Gabor, ex-jogador do Corvinul – único clube em que atuou. Depois ele esteve presente na Eurocopa de 84.

1983 – MÉXICO

Participantes: 16
Gols: 91
Campeão: Brasil
Vice: Argentina
Terceiro: Polônia
Quarto: Coreia do Sul
Artilheiro: Geovanni Silva (BRA), 6 gols
Destaques: Franck Farina (AUS), Toni Polster (AUT), Tab Ramos (EUA) e Marco van Basten (HOL)

Pela primeira vez as duas principais forças sul-americanas decidiram o torneio sub-20. Os brasileiros, enfim, deram show e venceram a competição. O gol do título foi marcado por Geovanni, ex-Vasco, maestro da seleção e destaque do torneio. Naquela época, Dunga, Bebeto e Jorginho despontavam para o cenário internacional. A Argentina estava invicta até a final. Havia ganhado todos os jogos e sofrido apenas um gol, contra a Holanda, nas quartas-de-final, mas não foi páreo para o Brasil. O público, até então, fraco nas últimas edições, compareceu na final, com mais de 100 mil espectadores.

Se a final entre brasileiros e argentinos era esperada antes do início da competição, o terceiro lugar conquistado pela Coreia do Sul foi a grande surpresa. Mesmo não tendo classificado como campeão asiático, os guerreiros de Taeguk chegaram com status de mero figurante. Errando pouquíssimos passes e com um time bem entrosado arrebataram a quarta colocação. Perderam para a Polônia por 2 a 1, na disputa do terceiro lugar. Nas “semis” caiu diante do Brasil.

Primeira parte – 1977 e 1979

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