Membro da Fifa critica sugestão de Copa 2022 no inverno

Chuck Blazer, membro do comitê executivo da Fifa, criticou a sugestão de mudança da data de realização da Copa do Mundo de 2022, no Qatar. O torneio seria disputado em janeiro, ao invés de junho e julho, como é tradicional.
Blazer representa os Estados Unidos na Fifa, país que também era candidato a sedir o torneio de 2022 e ficou em segundo na votação. Para ele, o torneio exige dez semanas dos jogadores afastados do futebol de clubes, o que “irritaria o mundo do futebol”.
“Se você olhar o momento de alguns desses anúncios, pronunciamentos imediatamente depois da votação de [Franz] Beckenbauer e [Michel] Platini e todo mundo mais e um depois do outro, eu tenho certeza que essas ideias foram discutidas antes”, disse Blazer à agência Reuters.
“Essa questão do calor nunca foi assoaciada à candidata… Há uma certa incongruência para mim que há pessoas que realmente estão dedicadas aos seus times e ao esporte que não tiveram dificuldades com a ideia de jogar nesse nível de calor durante o torneio”, disse Blazer. “Eles foram muito rápidos, depoisdo fato [votação], fazendo essas declarações dizendo 'oh, sim, vamos mudar'. Eu tenho uma certa dificuldade com isso”.
O dirigente norte-americano ainda explicou o problema de mudar a data de realização do torneio, o que geraria problemas no calendário internacional de clubes. “Não é apenas uma questão de tirar quatro semanas do inverno e dizer que haverá uma Copa do Mundo. É mais uma questão, no caso, de tirar dez semanas do inverno e dizer que estamos esculpindo todo um novo verão para ter a preparação adequada para os times”, disse Blazer.
Após a escolha do Qatar, alguns dirigentes e membros do mundo do futebol sugeriram que a Copa do mundo fosse realizada no inverno, o que incomoda os clubes, que teriam que paralizar a temporada na metade para a disputa do torneio.


