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Man Utd é campeão em decisão dramática

Em um epílogo incrível, o Manchester United conquistou a Liga dos Campeões nesta quarta-feira ao vencer o Chelsea por 6 a 5, nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação. Na sétima cobrança dos Blues, o goleiro Edwin van der Sar defendeu e deu o título aos Red Devils, que repetem os títulos europeus de 1968 e 1999. Assim como na última conquista, o time de Alex Ferguson terminou invicto.

Os gols da partida saíram no primeiro tempo. Cristiano Ronaldo colocou o Manchester United em vantagem, mas o Chelsea chegou ao empate com Frank Lampard antes do intervalo. Nos pênaltis, Ronaldo teve sua cobrança defendida por Petr Cech, mas o capitão do Chelsea, John Terry, falhou quando tinha a chance de definir o título.

O jogo

As duas equipes foram modificadas em relação à rodada de volta das semifinais. No Manchester United, com o zagueiro Nemanja Vidic recuperado de contusão, Wes Brown retornou à lateral-direita e Owen Hargreaves recuperou seu lugar no meio-campo. O sul-coreano Park Ji-sung, que vinha sendo titular, não ficou nem entre os reservas.

O técnico Alex Ferguson optou por um 4-4-2, com Wayne Rooney e Carlos Tevez na frente, e Cristiano Ronaldo caindo pela esquerda do meio-campo. Avram Grant manteve o 4-3-3 do Chelsea, mas com Florent Malouda começando no lugar do marfinense Salomon Kalou.

A primeira metade da etapa inicial transcorreu com muito equilíbrio tático e um pouco mais de iniciativa por parte do United, mas sem oportunidades claras de gol. O clima esquentou aos 21 minutos, quando uma dividida pelo alto entre Claude Makélélé, do Chelsea, e Paul Scholes, do Man Utd, resultou em cartão amarelo para ambos. Scholes saiu com o nariz sangrando.

Aos 27 minutos, o United abriu o placar. Após uma cobrança de lateral próxima à linha de fundo, Brown tabelou com Scholes e cruzou para Cristiano Ronaldo, atrás da marcação de Michael Essien, cabecear para as redes.

O Chelsea teve uma boa chance de empatar aos 34 minutos, quando Didier Drogba escorou um cruzamento de Lampard e Rio Ferdinand, na tentativa de se antecipar a Michael Ballack, obrigou o Edwin van der Sar a fazer grande defesa para escanteio.

No minuto seguinte, foi a vez de Petr Cech trabalhar. O goleiro do Chelsea salvou o time na cabeçada de Tevez, após cruzamento de Ronaldo, e na seqüência da jogada impediu o gol de Michael Carrick de fora da área.

Apesar do domínio dos Red Devils, o Chelsea não se abateu e esperou pela melhor oportunidade. Aos 43 minutos, Lampard partiu com a bola dominada e foi derrubado perto da área por Rio Ferdinand, que recebeu cartão amarelo. Na cobrança, Ballack errou o alvo.

O gol dos Blues chegaria dois minutos depois, com uma dose de sorte. Em um chute despretensioso de Essien, a bola desviou nos dois zagueiros do United – primeiro Vidic, depois Ferdinand – e sobrou limpa para Lampard tocar para as redes, marcando no único chute a gol do Chelsea no primeiro tempo.

Antes do intervalo, Ricardo Carvalho cometeu falta dura em Cristiano Ronaldo e levou cartão amarelo.

Os times retornaram sem alterações para a segunda parte. O controle das ações mudou de lado, e o Chelsea se mostrou mais presente no ataque, mas sem incomodar Van der Sar nos primeiros 20 minutos. No Manchester United, Rooney passou a atuar mais recuado, pela direita, com Hargreaves deslocado para o meio e Tevez isolado na frente.

Malouda reclamou de pênalti aos 31 minutos, após cair na área em um leve contato com Ferdinand, mas o árbitro eslovaco Lubos Michel decidiu corretamente mandar o jogo seguir. Dois minutos depois, a melhor chance do segundo tempo: Drogba bateu colocado da entrada da área e acertou a trave.

A primeira alteração da partida só foi feita aos 42 minutos, com a saída de Scholes para a entrada de Ryan Giggs, que chegou a 759 aparições pelo United e se tornou o novo recordista, superando a marca de Bobby Charlton.

No início da prorrogação, debaixo de chuva, Malouda foi substituído por Kalou. Aos 4 minutos, o Chelsea teve uma grande oportunidade para a virada. A boa troca de passes no ataque terminou com a bola nos pés de Lampard, que girou e bateu de pé esquerdo para acertar o travessão.

Grant fez a segunda alteração no Chelsea aos 9 minutos. Joe Cole deixou o campo com cãibras e deu lugar a Nicolas Anelka.

Logo em seguida, foi a vez de o Manchester United chegar perto do segundo gol. Patrice Evra fez ótima jogada individual pela esquerda, invadiu a área e deixou Giggs com o gol aberto para marcar, mas a finalização do galês foi desviada de cabeça para escanteio por John Terry. Rooney, em noite apagada, foi substituído por Nani antes do intervalo na prorrogação.

A segunda etapa corria sem que os dois times assumissem grandes riscos até que, aos quatro minutos do final, houve uma confusão generalizada sobre uma devolução de bola de Tevez após paralisação para atendimento médico. No meio do tumulto, Drogba deu um tapa no rosto de Vidic e foi expulso. Tevez e Ballack levaram cartões amarelos.

Pensando nos pênaltis, os dois técnicos gastaram as últimas alterações antes do apito final: Belletti no lugar de Makélélé, no Chelsea, Anderson no de Brown, no United.

Tevez e Carrick, pelo United, Ballack e Belletti, pelo Chelsea, converteram as duas primeiras cobranças. Cristiano Ronaldo deu uma “paradinha” antes de bater, mas Cech esperou a decisão do português e defendeu no canto direito. Seguiram-se gols de Lampard, Hargreaves, Ashley Cole e Nani, até Terry perder o quinto pênalti do Chelsea de forma inacreditável, escorregando e batendo para fora.

Anderson e Kalou marcaram na sexta cobrança, e Giggs, coroando sua noite histórica, fez 6 a 5 antes que Anelka visse sua cobrança defendida por Van der Sar.

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Equipe Trivela

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