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Man Utd, 1968, campeão europeu

Foi há 40 anos, mas o presente quis repetir o passado. Em 2008, o Manchester United conquistou sua terceira Liga dos Campeões, no entanto, a gloriosa história do clube na competição começou, efetivamente, em 1968. Se hoje vivemos a era Alex Ferguson, naqueles tempos quem dava as cartas eram os Busby Babes.

Os Red Devils vinham de sua sétima conquista do Campeonato Inglês, na temporada 1966/67, e tinham em campo dois de seus maiores ídolos – se não os dois maiores até hoje: George Best e Bobby Charlton. Do outro lado, o adversário merecia todo respeito, principalmente por seu camisa 9, de 22 anos, chamado Eusébio, que já mostrara seu potencial na Copa do Mundo de 1966.

Para completar, aquele ano marcava os dez anos do “Desastre de Munique, quando o avião que transportava o Manchester United caiu e vitimou 23 das 44 pessoas a bordo, incluindo alguns jogadores.

A campanha nas fases anteriores da Copa dos Campeões da Europa de 1967/68, como ainda era conhecida a competição, foi complicada, apesar dos adversários. Primeiro eliminou com tranquilidade o Hibernians, de Malta, com uma goleada por 4 a 0 na Inglaterra e um empate em 0 a 0 fora. Na sequência, sofreu para eliminar Sarajevo (Bósnia, na época Iugoslávia) e Górnik Zarbze (Polônia) – ambas decisões com placar agregado de 2 a 1.

Nas semifinais, um confronto épico com o Real Madrid. Na primeira, em Old Trafford, vitória por 1 a 0. Na partida de volta, em um Santiago Bernabéu lotado, um fantástico empate em 3 a 3 e a tão esperada vaga na final. Ao todo, nenhuma vitória fora de seus domínios.

O palco da decisão não podia ser melhor para os britânicos: Wembley. Em 29 de maio de 1968, os Busby Babes, liderados por Matt Busby no banco e Best e Charlton em campo, enfrentaram a experiente equipe portuguesa do Benfica.

O jogo foi complicado desde o início, com as duas equipes criando diversas chances de gol. O primeiro tempo terminou 0 a 0, mas logo no começo da segunda etapa, Bobby Charlton abriu o placar. Porém, faltando quinze minutos para o término do jogo, Jaime Graça empatou para as águias.

A partida foi para a prorrogação, e diferentemente do tempo normal de jogo, os gols saíram aos montes. Com apenas três minutos, George Best fez o segundo do Manchester; na sequência, Kidd marcou o terceiro e Bobby Charlton, novamente, fez o quarto com apenas nove minutos na prorrogação: 4 a 1 Red Devils, diante de 100 mil espectadores. Finalmente o Manchester conquistava a Europa.

Em um ano que ficou marcado mundo afora pelas manifestações políticas, protestos estudantis e um marco cultural na sociedade moderna, o Manchester United deu seus primeiros passos como gigante europeu.

Hoje, passados 40 anos daquela conquista, o clube se mantém no topo, mais forte do que nunca. Curiosamente, com um time marcado por jogadores com longa carreira no clube (Giggs, Scholes, Brown) e um treinador que é uma lenda viva em Old Trafford. E todos cientes da importância desse título de 1968 e do legado de pessoas como Matt Busby, George Best, Bobby Charlton e tantos outros.

Para não ficar apenas em palavras este relato da inesquecível final da Copa dos Campeões da Europa de 1968, quando o Manchester United bateu o Benfica por 4 a 1, na prorrogação, os leitores da Trivela podem ver os melhores momentos desse épico jogo.
 

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Equipe Trivela

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