Luís Fabiano: “A Espanha é a grande favorita”

O atacante Luís Fabiano deu entrevista coletiva nesta sexta-feira na sede da Seleção Brasileira, em Joanesburgo, e afirmou que considera a Espanha a maior favorita à vencer a Copa do Mundo.
O jogador do Sevilla, há cinco anos morando na Espanha, acredita na força da Fúria. “Espanha é a grande favorita, porque está jogando muito bem, tem muita confiança. Depois, Espanha é como Brasil, tem alegria, é um país que tem muita festa. É a grande favorita para mim”, disse o atacante.
O camisa 9 da Seleção Brasileira, porém, acha que o Brasil está entre os candidatos a chegar à final e que pode vencer. “Confia muito nesse grupo, é muito unido. Com certeza todo mundo vai dar a vida para ganhar os jogos e chegar á final”, afirmou. “A gente sabe a responsabilidade que tem. Vamos tentar chegar à final e vencer”.
Perguntado sobre sua condição física, disse que está pronto, já recuperado da lesão que o assolou antes da Copa – e que atrapalhou seu desempenho na temporada. “Estou [bem] sim. É a hora da verdade, eu vou mostrar que estou bem, jogar o que estava jogando, se Deus quiser os gols vão sair e vou mostra que estou bem”, disse.
Sobre Kaká, o atacante afirmou que sa presença é “importantíssima”. “O Kaká é uma peça importantíssima no esquema da Seleção. Com o Kaká bom, a gente sabe que tem grande chance de ganhar jogos, de marcarmos gols”, declarou. O atacante se mostrou tranquilo sobre a estreia de Júlio César, apesar do problema físico que o tirou dos treinos nos últimos dias. “O Júlio César está bem, treinou bem, acho que não terá problemas para a estreia”.
Ao saber que Diego Maradona disse que a Argentina é “uma limosine sob a direção de Lionel Messi”, o atacante afirmou: “O que seria o Brasil? Um jato. Um jato que tá aí, voando baixo. Com certeza vai surpreender muita gente”, disse, rindo.
Camisa não basta
O zagueiro Juan também deu entrevista aos jornalistas e afirmou que, para as grandes seleções, apenas a camisa de tradição não basta. “Só camisa não basta. É preciso jogadores e jogar bem para fazer valer essa camisa”, disse o ogador da Roma.
Perguntado se a confiança era a mesma de 2006, mesmo sem o Brasil ter o mesmo favoritismo, Juan afirmou: “A confiança é sempre grande, pelo grupo que a gente tem, pelo trabalho que fizemos. Em 2006 éramos mais favoritos, pelo que o time apresentava do meio para frente. Sempre quando o Brasil foi muito favorito, as coisas não deram certo. Que a gente possa surprendeer e chegar à final”.
Sobre os elogios recebidos pela defesa, o jogador afirmou que é pelo reconhecimento no exterior. “Todo mundo já é acostumado a elogiar os atacantes brasileiros. Sempre aconteceu isso. O fato de hoje alguns falarem da nossa defesa é porque nós atuarmos em grandes times da Europa, ser admirado por outros torcedores, fora do Brasil”.


