Lúcio: “Quem quer ganhar não pode ser mole”
O capitão da Seleção Brasileira, o zagueiro Lúcio, respondeu aos jornalistas na coletiva desta quarta-feira na concentração brasileira e respondeu sobre o nervosismo do time contra Costa do Marfim, dizendo que não dá para esperar “moleza”.
“Quem quer conquistar não vai encontrar moleza pela frente, não pode ser mole também”, disse o zagueiro, ao responder sobre o nervosismo dos jogadores brasileiro. “Tem que buscar sempre o equilíbrio, é uma competição, é um jogo, é uma disputa, tem que procurar defender o seu país da melhor forma possível, claro, sempre com lealdade”, tratou de explicar o zagueiro.
“A gente sabe que os juízes estão aplicando muitos cartões, a gente espera sempre falar com o juiz. Sabemos que a gente veio aqui para jogar futebol. Acredito que [juiz] não tava em um bom posicionamento [na expulsão de Kaká], porque depois vimos na TV e ele não fez nada”, disse Lúcio.
O jogador repetiu diversas vezes a palavra “foco”, em um discurso mostrando estar alinhado ao técnico Dunga. “O nosso foco principal é alcançar o nosso sonho, que não tem preço. Não há dinheiro que pague ser campeão do mundo”, disse Lúcio. “Estamos muitos focados no nosso trabalho”.
Perguntado sobre as falhas nos dois gols sofridos pelo Brasil na Copa, o capitão afirmou que os jogadores conversam sobre isso após os jogos. “Sim, conversamos, principalmente depois dos jogos. Ninguém gosta de sair de uma partida sofrendo os gols. Nos dois jogos sofremos o gol quando estávamos vencendo bem. Temos que buscar melhorar, buscar a perfeição”, disse o zagueiro, sem dar detalhes.
Luisão, reserva da zaga brasileira, também falou na coletiva. Jogador e capitão do Benfica, de Portugal, foi perguntado se o resultado do último jogo contra Portugal, 6 a 2 em Brasília em 2009, poderia criar um clima de revanche nos portugueses.
“Não, é um jogo totalmente diferente, resultado que não é muito fácil de acontecer. O espírito não é esse não. Eles têm uma meta também de uma possível classificação, então é outro jogo”, disse o zagueiro.
Perguntado sobre o tratamento aos brasileiros naturalizados, o zagueiro disse que os portugueses tratam todos da mesma maneira. “Pelo que eu vi lá, é o mesmo carinho que eles têm pelo Cristiano Ronaldo. É o mesmo tratamento, o mesmo apoio”, disse.
Questionado se concorda com a naturalização de jogadores, Luisão não quis tomar partido. “Eu consegui meu sonho de jogar na seleção brasileira. A gente sabe que tem jogadores que saíram cedo do país e criam essa identidade [com outro país]. É válido desde que o naturalizado se sinta feliz”.


