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Lucas Sotero: “Aprendi outra cultura de jogo”

O Atlético Paranaense mantém uma parceria o Dynamo Minsk, de Belarus. Por causa dela, emprestou alguns jogadores ao clube bielorrusso. Um destes é o jovem atacante Lucas Sotero, de apenas 19 anos.

No ano passado, ele foi emprestado pelo time brasileiro e em 2011 vai para sua segunda temporada no Dynamo, um dos clubes mais tradicionais do país. Nesta entrevista, o jogador fala sobre seu atual momento, as expectativas para o futuro e a diferença do futebol praticado no Campeonato Bielorrusso.

Seu empréstimo termina em junho, qual é sua vontade: voltar ao Atlético Paranaense ou continuar na Europa?
Eu não sei sobre meu futuro. Se eu voltar para o Atlético, vou procurar meu espaço dentro do clube como procurei aqui no Dynamo e tenho vontade de mostrar meu futebol à torcida que não me conhece ainda. Mas uma transferência para a Europa agora seria bem vinda, porque já estou mais adaptado.

Você foi emprestado junto com mais dois atletas (Bruno Furlan e Bruno Pires). Isso facilitou a adapatação?
Sim, isso me ajudou muito. Como nos conhecíamos, então podíamos conversar sem problemas com a língua, já que no começo não sabíamos de nada, e ainda sobre algum possível problema que poderia acontecer.

Como você avalia essa experiência internacional?
Está sendo uma experiência muito positiva. Foi meu primeiro ano como profissional e jogar um campeonato, como o daqui, que é duro e muito pegado, me ajudou a crescer e aprender outra cultura de jogo. Aliás, aprendi coisas fora de campo e também a ter mais responsabilidade por morar sozinho, estar em outro tipo de cultura, língua. É tudo um aprendizado e crescimento.

Quais são as principais dificuldades que você tem enfrentando?
As principais são a saudade de casa, da minha familia e amigos, e outras como a língua, que é muito difícil, e a alimentação, que é um pouco diferente. Mas já estou bem mais adaptado do que no começo.

O futebol de Belarus é muito diferente do jogado no Brasil?
É diferente sim. Aqui é mais corrido e mais pegado, sempre tem um ou dois em cima de você. Eles são bem disciplinados taticamente também, e no Brasil é um futebol mais técnico.

Além dos dois brasileiros que foram contigo, há outros quatro no elenco. Eles estão ajudando você?
Sim, estão, os brasileiros são muito solidários onde quer que voce vá, e aqui eles nos ajudaram e nos ajudam até hoje, pois já sabem bem a língua, conhecem bem a cidade. Foram importantes na minha adaptação junto com as dos outros também.

Em qual jogador você se espelha?
Eu me espelho muito no Kaká. Além de ser um grande jogador, ele é um atleta que sempre mostra postura, disciplina dentro e fora de campo, além do seu caráter.

Na última temporada, o Dynamo não fez um bom campeonato, terminou em quarto. O que faltou?
Realmente não fomos bem, faltou ser mais regular. Em um campeonato de pontos corridos, isso é fundamental, e sempre quando ganhávamos um jogo importante e que nos dava força, perdíamos os jogos seguintes por falhas nossas.

A torcida prestigia os jogos no país?
Sim, prestigia, mas ainda não é igual ao Brasil. No nosso país o futebol é paixão e aqui não é ainda, mas os que gostam são fanáticos e sempre vão assistir.

Como você chegou ao Atlético Paranaense?
Eu cheguei ao Atlético Paranaense através do treinador Marquinhos Santos. Eu jogava futsal no Paraná Clube e ele olhou uma partida que eu estava jogando entre os mais velhos e me chamou.

Outras matérias deste colaborador, no blog: http://brasileirosdabase.blogspot.com

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