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Liga dos Campeões da África

Nome oficial: MTN CAF Champions League
Disputada como LC desde: 1997
Antes, foi: Copa dos Campeões Africanos de Clubes (1964-1996), disputada no sistema de mata-matas.
Principais campeões: Al Ahly-EGI (6 títulos), El Zamalek-EGI (5), Canon Yaoundé-CMR, Hafia Conakry-GUI e Raja Casablanca-MAR (3 cada)
Atual campeão: Al Ahly-EGI
Quem disputa: o campeão da edição anterior, os campeões e vices-campeões dos doze primeiros países do ranking da competição e os demais campeões das outras federações

A final da Liga dos Campeões africana, disputada entre Al Ahly e Coton Sport no último domingo, refletiu, de certa forma, a história de todo o torneio. Se hoje os egípcios e seus pares do norte do continente têm construído uma supremacia na competição, que, nos últimos anos, só foi interrompida por fenômenos como o endinheirado Enyimba e os garotos do ASEC Mimosas, no passado eram os camaroneses e os times da África subsaariana que davam as cartas no campeonato.

Criada em 1964 sob o nome de Copa dos Campeões Africanos de Clubes, a LC teve um desenvolvimento lento, assim como todo o futebol da região. Em sua primeira fase, ela adotou como formato de disputa o sistema de mata-matas, que consagraram algumas equipes que, hoje em dia, não demonstram mais a mesma força. Casos de Canon Yaoundé, de Camarões, e Hafia Conakry, de Guiné, com três conquistas, cada um. A partir da década de 80, os clubes da parte árabe do continente assumiriam as rédeas do torneio.

Até então, com apenas um título, faturado pelo Ismaili, do Egito, em 1969, as equipes da região tirariam proveito de sua maior organização fora de campo para firmarem uma dinastia que, por poucas vezes, seria ameaçada ao longo do tempo. Nesse embalo, nomes como Al Ahly, Zamalek e Raja Casablanca viriam a se tornar verdadeiras referências da competição, tendo sido o primeiro destes homenageado pela CAF como o time africano do século.

Na esteira dessas mudanças que marcaram o percurso da Liga dos Campeões, a maior delas se deu em 1997, quando a atual marca foi anunciada, com assumida inspiração em sua versão européia, e passou-se, ainda, a distribuir, pela primeira vez, premiações financeiras. Também foi introduzida, a partir de então, uma fase de grupos, disputada por oito equipes que, antes, precisam passar por três etapas eliminatórias, em que geralmente surgem as zebras tão comuns no torneio.

Mesmo com os US$ 3,5 milhões que, hoje, são distribuídos entre os participantes, ainda se percebem na LC muitas características de sua era semi-profissional. Desistências por falta de dinheiro para viagens, gramados em que grama é o que menos há, falta de segurança nos estádios, pressão de políticos, são todos detalhes que compõem a Liga dos Campeões africana e a tornam tão especial, se comparada as suas “primas” de outros continentes.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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