Libertadores 2010: Grupo 6

Banfield
O Taladro viverá mais um momento de apogeu. Após ter conquistado o título do Apertura, em 2009, o primeiro na divisão de elite, nos 103 anos de história do clube, a equipe de Julio Cesar Falcioni segue para a Copa Libertadores esperando um desempenho, no mínimo, satisfatório.
O problema é que nada disso será fácil. Em grande parte, pela saída daquele que foi, talvez, o principal responsável na campanha do título nacional: o uruguaio Santiago “El Tanque” Silva, agora no Vélez Sarsfield. Possível reserva, Daniel Ruben Bilos se aposentou. Resta, agora, depender do uruguaio Sebastián Fernandez, também ativo na conquista do troféu.
Contudo, Falcioni ainda conta com boa parte do elenco que conquistou o Apertura, como o goleiro Christian Lucchetti e os meias Marcelo Quinteros e James Rodriguez – este último, colombiano. Com o entrosamento conquistado, o Banfield chega em boas condições de disputar uma vaga nas oitavas de final.
Nacional (URU)
Após um longo período sem participar das fases decisivas, os Albos voltaram a brilhar, na Libertadores de 2009. Levada por uma nova geração, que tinha como principal estrela Nicolás Lodeiro, a equipe de Gerardo Pelusso chegou até as semifinais. Mesmo derrotada pelo futuro campeão, o Estudiantes, ficou um sentimento de que a campanha havia sido honrosa. E havia mesmo.
E a equipe chegava para esta Libertadores contando com suas novidades. Mas elas se foram. As perdas mais sentidas foram as de Diego Arismendi, que foi-se para o Stoke, além de, claro, Lodeiro, transferido para o Ajax. Todavia, o time, agora treinado por Eduardo Acevedo, conseguiu conservar a maioria dos jogadores que fizeram a ótima campanha no ano passado continuaram.
A única diferença é que, agora, a equipe tricolor se ancora mais na experiência de Alejandro Lembo, Gianni Guigou, Gustavo Varela e Mario Regueiro. Ainda há gente nova, como o zagueiro Martin Galain, mas, agora, é com os veteranos que Acevedo vai. Para, quem sabe, sonhar em levar o Nacional ainda mais alto, ao quarto título da Libertadores. Afinal, o time ainda é o favorito do grupo.
Deportivo Cuenca
O clube equatoriano experimenta um avanço interessante, nas últimas duas temporadas. Desde 2004, quando conseguiu o título equatoriano, a equipe jamais ficou abaixo das três primeiras posições – como no ano passado, quando foi vice-campeã. Na Libertadores, já participa da terceira edição em sequência – conseguindo feitos como a vitória sobre o Boca Juniors, na primeira fase, no ano passado.
Mesmo assim, a equipe de Paúl Vélez deu o azar de cair num grupo em que os três adversários mostram condições iguais de classificação. Contando bastante com o meio-campista Holger Matamoros e o atacante Luis Miguel Escalada, ex-Botafogo, a equipe tentará dar prosseguimento ao crescimento que protagoniza nesta década.
Morelia
A boa campanha no Apertura mexicano, em 2009, quando foi o terceiro lugar na classificação geral do torneio, ajudou ainda mais a impulsionar o já bem falado nome do Morelia. Afinal de contas, a equipe do técnico Tomás Boy, que defendeu o México na Copa de 1986, conta com vários valores capazes de levar a equipe às oitavas de final.
A maior estrela, obviamente, é o atacante Miguel Sabah, experiente e com presenças frequentes na seleção mexicana. Entretanto, há ainda jogadores que formam um bom meio-campo, como o chileno Hugo Droguett e o mexicano Luis Fernando Silva. Não bastasse, ainda há mais experiência no ataque, com Jared Borgetti. Com um elenco bastante forte, as chances de classificação são ótimas.


