Libertadores 2010: Grupo 4

Lanús
O Lanús não é considerado um dos grandes da Argentina, mas desde o título nacional de 2007, o time tem se destacado no cenário nacional. Tanto que, a partir de 2008, El Grana conseguiu classificação para todas as edições da Libertadores da América. Em seu debute, o time foi desclassificado pelo Atlas, nas oitavas de final.
No ano seguinte, a equipe decepcionou e terminou em último no seu grupo. Para fazer uma boa campanha em 2010, El Grana não contará com o atacante Sand, símbolo da equipe e transferido para o futebol árabe.
Para o seu lugar foi contratado o garoto Gonzalo Castillejos, de 23 anos, que marcou três gols nos primeiros 92 minutos com a camisa do time na temporada. Em um grupo sem grandes adversários, o time argentino tem tudo para se classificar para as oitavas de final. Mas a partir daí, qualquer avanço será lucro.
Blooming
Quando se fala em times bolivianos, a altitude sempre aparece como fator de desequilíbrio. Mas no caso do Blooming, esse não é um aspecto diferencial. O time está localizado na cidade de Santa Cruz de La Sierra, a mais populosa do país, mas apenas 439 metros acima do nível do mar.
Além de não poder contar com a altitude, o Blooming não aparece sequer como o principal time boliviano da Libertadores. Posto que cabe ao Bolívar. Apesar da base do time formada por bolivianos, são os estrangeiros que aparecem como principais figuras do time.
Dentre eles, dois brasileiros, Fabrício Brandão e Luis Carlos Vieira. Os argentinos também aparecem com destaque: Luis Sillero e Andrés Imperiale foram contratados para essa temporada. Sillero, aliás, terá como companheiro de ataque outro argentino, Damián Akerman. Mesmo com os estrangeiros, porém, as chances de passar da fase de grupos é pequena.
Universitario
Depois de ser eliminado por ter um gol a menos de saldo na fase de grupos da Libertadores de 2009, o Universitario apostou na manutenção da base da equipe para tentar algo melhor na competição continental deste ano.
Mas a perda de um jogador diminuiu a esperança dos torcedores da “U”. Nolberto Solano, conhecido como “Maestrito”, era um dos principais atletas da equipe e deixou o Peru para jogar na Inglaterra. Para tentar reparar a ausência, o clube trouxe o Rodolfo Espinoza e Luis Hernández.
O Universitario é uma das equipes mais tradicionais do Peru e, ao lado do Sporting Cristal, foi o clube do país que chegou mais longe na Libertadores. Em 1972, perdeu a final para o Independiente. Mas em 2010, passar para as oitavas de final do torneio já será algo para ser comemorado.
Libertad
Nos últimos anos, o Libertad tem deixado para trás rivais de tradição como Olimpia e Cerro Porteño e aparecido como o principal time paraguaio na Libertadores da América. Em 2010, a expectativa é a mesma.
Com um ataque bastante rápido e eficiente, comandado por Pablo Velázquez e Rodolfo Gamarra, o time tentará superar a campanha de 2006, quando foi semifinalista.
Possibilidade para isso há, principalmente pelo sorteio favorável. Mesmo tendo dificuldade para vencer o Deportivo Táchira da Venezuela na “pré-Libertadores”, o time de Nicolás Leoz, presidente da Conmebol, entra como favorito, ao lado do Lanús, para passar às oitavas de final do torneio.


