Libertadores 2010: Grupo 1

Corinthians
Pronto. Chegou a hora. O time brasileiro que promete ser o mais falado (até de modo exagerado) deste 2010 partirá mais uma vez em busca do único título de vulto que ainda não tem. Mas isto também já é falado à exaustão. A questão é que a equipe de Mano Menezes chega à Libertadores tendo de se dividir entre dois cenários.
O primeiro é dos mais otimistas. Ao contrário de outros anos, a equipe parece mais madura para a disputa do torneio sul-americano. O trabalho na contratação de reforços foi centrado para formar um bom elenco – algo mostrado pela contratação de Leandro Castan e Paulo André, na defesa, Tcheco e Danilo, para o meio-campo, e Iarley, para o ataque. Além disso, a contratação de Roberto Carlos só contribui para que a equipe imponha respeito.
Entretanto, há outros fatores, que também colocam a campanha sob suspense. O fato da pressão pela vitória continental no centenário estar aparentemente controlada não significa que ela não existe. Está aí – e deverá aumentar quanto mais longe o Corinthians for na competição. Sem contar que o grupo da primeira fase não é tão fácil quanto aparenta ser. Será um teste já apropriado para ver quão longe o time paulista poderá ir.
Cerro Porteño
O Ciclón voltou a estar em boas condições para a disputa de uma Libertadores. A equipe chega para 2010 animada, após a boa campanha na Copa Sul-Americana. Em que pese o desempenho mediano no Torneo Clausura de 2009, quando ficou apenas na sexta posição, as esperanças de classificação existem.
E existem porque a equipe de Pedro Troglio tem alguns bons jogadores. A começar pelo gol, onde Diego Barreto exibe o talento que o faz ser considerado nome certo para estar entre os três goleiros da seleção paraguaia na Copa do Mundo. No meio-campo, o centro das jogadas recai sobre Roberto Nanni e Julio dos Santos.
Finalmente, no ataque, Cesar “El Tigre” Ramírez ganhou a concorrência (ou será a companhia?) do argentino Sebastian Ereros, vindo do Gimnasia La Plata. No todo, o elenco é bastante consistente, e a equipe parece apta a brigar por uma das duas vagas. Para, assim, tentar afastar o estigma de equipe que mais vezes disputou a Libertadores sem nunca ter conquistado o torneio.
Independiente Medellín
O DIM chega para a disputa com apenas um objetivo: tentar melhorar o desempenho da última competição, quando ficou nas oitavas de final. E, quem sabe, igualar o mesmo desempenho de 2003, quando alcançou as semifinais da Libertadores, parando apenas no Santos. Será difícil: afinal, Corinthians e Cerro Porteño também são capazes de conseguir a classificação. Mas o time também tem elenco bom o suficiente para sonhar com a vaga.
A oportunidade de disputar a Libertadores chega justamente quando o técnico Leonel Álvarez (sim, o mesmo meio-campista que disputou as Copas de 1990 e 1994 pela Colômbia) vê seu nome, em ascensão após a conquista do Torneo Finalización, ser cogitado como futuro treinador da seleção.
No time em si, o goleiro paraguaio Aldo Bobadilla, que impressionou na partida contra o São Paulo, na primeira fase da Libertadores-2009, ainda é o destaque. No meio, a dupla formada por John Javier Restrepo e Tressor Moreno cuida da armação. O problema será esperar por um novo finalizador, após ver Luis Fernando Mosquera e Jackson Martínez (este, artilheiro do Finalización, com 18 gols) irem rumo ao Jaguares, do México.
Racing (URU)
Mesmo pequena, eis aí uma equipe que conseguiu um 2009 elogiável. Tendo encerrado o Apertura uruguaio na nona posição, a equipe conseguiu, ainda assim, um lugar na liga de classificação para a Libertadores. E não decepcionou, sendo derrotada apenas na final, pelo Cerro, e conseguindo a oportunidade de disputar vaga na “pré-Libertadores”.
E a vaga conquistada foi apenas um prêmio para os racinguistas. Principalmente para a defesa, principal setor da equipe de Juan Verzeri. Uma das principais contratações, Ignacio Pallas, já tornou-se pilar do miolo de zaga, junto com Hector Hernández.
No meio-campo, a equipe sofreu a perda de Diego Scotti, que ajudava na contenção. Todavia, a dependência principal é de Nestor Silva, principal armador para a dupla de ataque, formada por Román Cuello e Matías Mirabaje. É um time que não ameaça muito, e não deve se classificar. Mas ir à fase de grupos já é um grande feito.


