LC 2006/07: Grupo G

Arsenal
por Caio Maia
Os adversários devem temê-los porque…
Mesmo não tendo tid uma boa temporada doméstica em 2005/6, os Gunners chegaram à final da LC pela primeira vez em sal história. A equipe tem um dos melhores jogadores do mundo na atualidade, Thierry Henry. Além disso, a “nova geração”, que vem sendo formada pelo competente e vitorioso Arsène Wenger, começou a florescer no ano passado, e jogadores como Van Persie, Fábregas e Eboué podem ter nesta temporada seu momento de explosão. A chegada do ótimo Tomas Rosicky só ajuda o clima de otimismo.
O mapa da mina
A temporada 2006/7 pode ser a temporada em que os jovens Gunners vão desabrochar. Ou não. E é aí que reside a maior ameaça à campanha da equipe na LC. O úncio jogador “acima de qualquer suspeita” do elenco é Henry, que também foi acusado na temporada passada de “amarelar” na decisão. Além disso, a defesa titular é boa, embora inexperiente, mas absolutamente não tem reservas de bom nível. Some-se a isso, a insatisfação de Ashley Cole, que tentou até o último minuto se transferir para o Chelsea, e as conseqüências para os Gunners podem ser funestas.
O bendito esquema tático
O Arsenal atuou durante um bom tempo com Henry isolado no ataque, mas isso começou a mudar com a contratação de Adebayor. Com freqüência, o togolês é trocado por Van Persie, que joga mais pela ala do que pelo meio. No meio-campo, Gilberto Silva e Fábregas devem ter como companhia mais freqüente Hleb e Rosicky, dois meias ofensivos. Que papel exercerá Julio Baptista nesta história é algo que ainda não se sabe.
O trava-línguas
Hleb ou Rosicky, pode escolher. O primeiro nome é impronunciável. O segundo parece fácil, mas esse C antes do K guarda mistérios que um simples lusófono pode não ser capaz de desvendar.
O astro
Thierry Henry é um finalizador excepcional, que tem também habilidade e precisão nos passes, lançamentos e cruzamentos. Depois de carregar a equipe nos ombros durante as últimas temporadas, deve passar a ter ajuda com a chegada de Rosicky e o desenvolvimento dos jovens Van Persie e Fábregas.
Adoro te odiar
O maior rival do Arsenal em Londres é o Tottenham, a outra equipe do norte londrino. Embora há muito tempo os Spurs não representem ameaça, na temporada passada o Arsenal só ultrapassou o rival e garantiu a vaga na LC na última rodada, depois que o Tottenham perdeu para o West Ham com metade do time sofrendo sintomas de uma infecção estomacal. Por outro lado, a última vez que os Spurs venceram os Gunners foi em 1999 – a última vitória na casa do Arsenal foi em 1992.
Caminho para a LC
Quarto colocado na Premier League, venceu o Dínamo Zagreb duas vezes na terceira eliminatória.
Hamburg
por Carlos Eduardo Freitas
Os adversários devem temê-los porque…
O Hamburg tem em seu elenco alguns dos jovens mais promissores e cobiçados do futebol Europeu. Primeiro trouxe Rafael van der Vaart, destaque no Ajax. Pouco depois, Nigel de Jong. Nesta temporada, foi a vez do belga Vincent Kompany. Três jogadores com talento de sobra, que são desejados por clubes do porte de Milan e Real Madrid, entre outros. Por mais difícil que seja prever o que será de Sorín no clube, trata-se de um reforço respeitável por seu poder ofensivo pelo lado esquerdo.
O mapa da mina
À primeira vista, o ponto mais crítico do Hamburg é o ataque. As possibilidades ao alcance de Thomas Doll são Benjamin Lauth, José Paolo Guerrero e Boubacar Sanogo são as opções principais. Isto é, nenhum nome que inspire confiança a técnico e torcida. Outrora ponto forte, a defesa que conquistou o título de “melhor da Europa” no primeiro semestre da temporada passada foi desmanchada. Van Buyten foi para o Bayern e Boulahrouz para o Chelsea na última hora. Por melhores que sejam, Kompany e Mathijsen devem demorar para encontrar o entrosamento da dupla anterior.
O bendito esquema tático
Thomas Doll arma sua equipe com um 4-4-2 que muitas vezes se assemelha a um 4-3-3 – algo como 4-1-2-1-2. Guy Demel é o volante, Jarolim e De Jong os dois meias e Van der Vaart o homem que chega para auxiliar a dupla de ataque.Os laterais costumam apoiar pouco o ataque. A única dúvida é se Sorín jogará oficialmente como defensor ou como meio-campista – o que é o mais provável.
O trava-línguas
Nomes de holandeses costumam pegar narradores e comentaristas de jeito. Falar o nome de Van der Vaart como se lê em português, está beleza (o correto seria “Fan der Faart”). Pode esperar, porém, por problemas com o nome do zagueiro Mathijsen: a pronúncia correta é “Matáissen”. Sorte que o juvenil Bem-Hatira não está inscrito para ouvirmos piadinhas infames com seu nome.
O astro
Van der Vaart é o craque do time. Quando ele joga, o time geralmente vence. O problema é que seus problemas no tornozelo e no joelho mais o deixam no departamento médico do que dentro de campo.
Adoro te odiar
O “grande” rival local do Hamburg é o St. Pauli, time da periferia de Hamburgo, famoso por seus torcedores da contra-cultura. Regionalmente, o mais tradicional rival dos “calças-vermelhas” (Rothosen) é o Werder Bremen.
Caminho para a LC
O HSV se classificou para a Liga dos Campeões por ser o terceiro colocado da última Bundesliga. Na fase preliminar, eliminou o Osasuna com dois empates: 0 a 0 na AOL-Arena e 1 a 1 em Pamplona, no jogo de volta.
Porto
por Zeca Marques
Os adversários devem temê-los porque…
O Porto já conquistou a LC por duas vezes, feito que alguns bichos-papões como Arsenal e Chelsea, por exemplo, nunca sonharam alcançar. O time não sofreu grandes alterações com relação ao campeonato passado e ainda ganhou mais consistência no apoio ao ataque com a promoção ao time titular do jovem Anderson (ex-Grêmio). Ao lado de Quaresma, o brasileiro tem sido neste início de temporada o destaque da equipe, que conta ainda com múltiplas opções de formação no ataque. No gol, o imprevisível Vítor Baía deu lugar ao também brasileiro Helton (ex-Vasco), que vem repetindo as boas atuações de seu começo de carreira.
O mapa da mina
Na última LC, o Porto demonstrou uma apatia sem precedentes sob o comando do técnico holandês Co Adriaanse (ficou em último em seu grupo e sequer ganhou o consolo de disputar a Taça Uefa). Agora que tinha a chance de se redimir à frente dos Dragões, Adriaanse surpreendeu ao deixar a equipe duas semanas antes do início da temporada. A troca de comando na última hora é o que pode desnortear a equipe, já que o novo técnico, Jesualdo Ferreira, nunca mostrou grandes resultados à frente de um clube grande. Além disso, com a saída do sul-africano McCarthy, o Porto deverá ressentir-se da falta de um goleador nato.
O bendito esquema tático
Jesualdo Ferreira afirmou que não mudaria logo de cara o esquema tático definido na pré-temporada por Adriaanse. Pode ser que, no decorrer do campeonato, haja alguma alteração. Por ora, o time vem atuando num heterodoxo 3-4-3, cujo meio-de-campo (formado por
Paulo Assunção, Raul Meireles, Lucho Gonzales e Anderson) tem liberdade para ir ao ataque e circular por todo o gramado. Isso dá mais movimentação para Quaresma, Adriano e Lisandro Lopez, que jogam soltos no ataque e possibilitam diferentes variações no esquema.
O trava-línguas
Bosingwa, embora não pareça, é português (seu nome completo é José Bosingwa da Silva), o que não impede as estranhezas na pronúncia. Mas ninguém ganha do marroquino Tarik Sektioui. Conseguiu dizer sem gaguejar?
O astro
Ricardo Quaresma foi considerado o melhor jogador do último campeonato português – e com justiça. Extremamente habilidoso e com ótima visão de jogo, o jovem revelado pelo Sporting vem adquirindo a maturidade que não teve em sua malograda passagem pelo Barcelona. Entretanto, o gênio explosivo do atleta ainda desperta desconfiança de seus críticos (como é o caso de Felipão, que o deixou de fora do grupo seleção que foi à Copa de 2006). Ao lado de Quaresma, o jovem Anderson é outro que tem tudo para brilhar nesta temporada com a camisa dos Dragões.
Adoro te odiar
A cidade do Porto fica ao norte de Portugal e tem uma rivalidade histórica (semelhante à que opõe Rio x São Paulo) com a capital Lisboa, que fica ao sul. Maior potência do futebol luso nos últimos 20 anos, o Porto acirrou assim a rivalidade com o Benfica, maior vencedor da história no país. As relações entre os dois clubes e suas torcidas estão longe de ser pacíficas
Caminho para a LC
O Porto chegou à fase de grupos da LC por ter sido campeão nacional na temporada anterior.
CSKA Moscou
por Gustavo Hofman
Os adversários devem temê-los porque…
O CSKA tem um excelente setor ofensivo. Daniel Carvalho vive um ótimo momento e tem à sua frente um ataque que marca muitos gols. Jô é titular absoluto e artilheiro do Campeonato Russo. Vagner Love e o croata Ivica Olic se alternam ao lado do ex-corintiano no time titular, mas sempre que estão em campo são um perigo constante para os adversários, além dos talentosos meias Zhirkov e Krasic. Outro fator importante foi a experiência adquirida com a conquista da Copa Uefa em 2005.
O mapa da mina
O time depende muito das jogadas criadas pelo alas do time e pelo meia responsável pela armação, já que os atacantes não têm características para voltar e buscar o jogo. Jô, Vagner Love e Olic são jogadores de área e que precisam que a equipe jogue para eles. A defesa da equipe, apesar da presença do bom goleiro Akinfeev, não inspira muita confiança também, principalmente contra adversários do porte de Arsenal, Porto e Hamburg.
O bendito esquema tático
Gazzaev arma o CSKA no 3-5-2. Ignashevich é o líbero e Vassili Berezutski joga pela direita e Alexey pela esquerda. Nas alas, Gusev e Zhirkov apóiam muito e são cobertos pelos volantes Aldonin e Rahimic. Daniel Carvalho é o encarregado de armar as jogadas para Jô e Vagner Love ou Ivica Olic. No banco, o zagueiro Semberas, Dudu Cearense e Krasic completam “o time titular”.
O trava-línguas
Os nomes em russo, traduzidos para o alfabeto latino, não são complicados, mesmo assim, os irmãos gêmeos e defensores Berezutskis – Vassili e Alexey – podem deixar alguns narradores brasileiros embaralhados.
O astro
Daniel Carvalho é o grande jogador do CSKA há três temporadas. Meia talentoso, marca muitos gols e é ídolo da torcida moscovita. Foi um dos heróis na inédita conquista da Copa Uefa em 2005. Com a convocação para a seleção brasileira neste ano, o jogador voltou a ter grandes atuações, após uma pequena má fase pela equipe. Tem tudo para fazer desta temporada a melhor de sua carreira e brilhar na LC.
Adoro te odiar
Em Moscou, existem muitos times e todos com importância no futebol russo. Destes, o maior rival da ex-equipe do exército soviético é o Spartak Moscou, até mesmo pelo histórico de conquistas da equipe, maior vencedora do atual Campeonato Russo. Além do Spartak, os torcedores do CSKA também não possuem muita simpatia com os rivais do Dínamo, Torpedo e Lokomotiv, todos de Moscou.
Caminho para a LC
O CSKA conquistou o título do Campeonato Russo com folga na temporada 2005 e entrou na terceira e última fase preliminar da LC. Eliminou o Ruzomberok, da Eslováquia, com duas vitórias fáceis: 3 a 0 em casa e 2 a 0 fora.


