Sem categoria

LC 2006/07: Grupo F

Manchester United

por Caio Maia

Os adversários devem temê-los porque…
Ainda que tenha perdido para o Chelsea o status de “mais rico”, o Manchester United ainda é um dos clubes mais poderosos do planeta. O status e o dinheiro que tem em caixa servem para montar um esquadrão poderoso, que, não fosse a fortuna de Abramovich, poderia continuar dominando a cena inglesa mesmo sem se reforçar tanto nos últimos anos. Wayne Rooney está entre os melhores atacantes do mundo, pode jogar tanto como definidor quanto mais recuado, buscando a bola, e tem momentos de pura genialidade. Além disso, jogadores importantes que estiveram em baixa nos últimos tempos, principalmente por causa de lesões, parecem ter entrado em forma de novo, caso de Giggs, Scholes e Solskjaer.

O mapa da mina
O United contratou muito pouco. Perdeu Ruud van Nistelrooy, que Alex Ferguson deixou sair para o Real Madrid, e não o substituiu. Trouxe apenas Michael Carrick, ex-Tottenham, contratação mais bombástica pelo preço pago do que pela categoria do meia propriamente dita. Se ninguém se contundir, pode não fazer tanta diferença, mas, como é muito pouco provável que isso aconteça, os Red Devils devem sofrer por causa do elenco reduzido em comparação aos principais rivais.

O bendito esquema tático
Nos primeiros jogos da temporada inglesa, o United atuou com quatro defensores, três meias e três atacantes. Bom, isso se considerarmos que Cristiano Ronaldo é atacante. Os laterais sobem pouco, o que permite uma formação com som um meia de contenção. No meio, O’Shea ou Carrick fazem o trabalho defensivo, e Giggs e Scholes costumam subir mais ao ataque.

O trava-línguas
Quase todos os nomes de jogadores dos Red Devils são fáceis de dizer, mas o norueguês Ole Gunnar Solksjaer certamente causará problemas aos narradores. Pelo que diz a Katherine, estagiária da Trivela, que diz que fala norueguês, até na Noruega tem jeitos diferentes de dizer o nome do cara.

O astro
Wayne Rooney é um dos melhores jogadores do mundo sem sombra de dúvida. Rápido, habilidoso, forte e corajoso. O problema é que seu temperamento, muitas vezes, pode pôr tudo a perder. A isso soma-se uma marcação cerrada ds juízes, que, com ele, são sempre mais rígidos, e Rooney acaba perdendo muito mais partidas do que deveria por suspensão.

Adoro te odiar
O rival local do United é o Manchester City, mas, nacionalmente, o maior inimigo é o Liverpool. Mais recentemente, depois da criação da Premier League, o Arsenal também entrou na lista dos maiores inimigos dos Red Devils.

Caminho para a LC
Vice-campeão da Premier League (classificação automática)

Benfica

por Zeca Marques

Os adversários devem temê-los porque…
Na LC passada, o Benfica surpreendeu ao superar o Manchester United e o Liverpool, e pode repetir a dose no Grupo F diante de dois britânicos (o mesmo Manchester e o Celtic, da Escócia). A equipe é praticamente a mesma da última temporada, com dois bons laterais (Nélson e Léo) e uma zaga brasileira em que se destacam Luisão e Anderson. O time recebeu ainda o reforço de Rui Costa, que voltou assim a seu time de origem após deixar o Milan. Apesar da idade, Rui Costa poderá dar mais consistência ao meio-de-campo e permitir maior liberdade de ação para Simão Sabrosa, que não acertou sua transferência para o exterior. No ataque, se conseguir evitar as constantes contusões, Nuno Gomes é sempre garantia de gols.

O mapa da mina
Com a saída do jovem volante Manuel Fernandes, o meio-campo defensivo do Benfica ficou mais vulnerável, já que Petit não consegue dar conta do recado sozinho. A defesa conta com bons valores individuais, mas sempre bate cabeça e não consegue um entrosamento efetivo. Para piorar, os três goleiros da equipe – Moreira, Quim e Moreto – são inconstantes e travam uma luta acirrada pela titularidade, o que só serve para contaminar os ânimos do grupo. Por último, é pouco provável que Simão Sabrosa permaneça na equipe após a abertura do mercado de transferências do meio da temporada. Trata-se de um jogador que só rende bem quando motivado, coisa que deverá lhe faltar com a camisa encarnada nos próximos meses.

O bendito esquema tático
Um dos maiores problemas do Benfica tem sido a constante troca de treinadores nos últimos anos. O holandês Ronald Koeman saiu em maio passado e deu lugar a Fernando Santos, que ainda não acertou a equipe. O esquema tático, de todo modo, deverá permanecer o mesmo, ou seja, um 4-5-1 que mantém Nuno Gomes isolado no ataque e procura preencher o meio-de-campo – nesta temporada, o mais provável é que seja formado por Petit, Beto (ou Katsouranis), Rui Costa, Miccoli e Simão Sabrosa. Vez ou outra, poderá ser usado um 4-4-2, com o angolano Mantorras na frente ao lado de Nuno Gomes.

O trava-línguas
Dois gregos do atual elenco poderão representar a pedra no sapato dos locutores brasileiros. Mas parece que não chega a ser tão difícil dizer os nomes de Katsouranis e Karagounis. Será?

O astro
Simão Sabrosa tem sido, nos últimos anos, o maior emblema do Benfica. A malograda transferência do jogador para o Valencia, no último mês de agosto, acabou por desgastar o atleta junto aos torcedores encarnados, que já perceberam que o jogador não quer ficar no clube. Por essas e outras razões, o veterano Rui Costa deverá chamar a atenção da imprensa e da torcida ao longo da temporada, ainda mais por ter sido revelado no próprio Benfica – ao contrário de Simão, que despontou no rival Sporting.

Adoro te odiar
Historicamente, o Sporting sempre foi o grande adversário dos benfiquistas, que costumam chamar os torcedores rivais de “lagartos” (devido às listras verdes do uniforme leonino). Nas últimas duas décadas, porém, o Porto passou a ser a grande potência do futebol português e, assim, transformou-se em inimigo mortal do clube da Luz. Prova disso é a frase presente em vários cachecóis erguidos por torcedores do Benfica no Estádio da Luz: “Porto é m…”.

Caminho para a LC
O Benfica ficou em terceiro lugar no campeonato nacional e foi obrigado a disputar a 3ª e última Pré-eliminatória da LC. Empatou fora de casa em 1 a 1 com o Áustria Viena e garantiu a vaga no jogo de volta, no Estádio da Luz, quando venceu por 3 a 0.

Celtic

por Ubiratan Leal

Os adversários devem temê-los porque…
O Celtic não é uma potência internacional, mas conta com um time experiente. Zurawski e Vannegoor of Hesselink formam uma dupla de ataque de respeito (apesar de ser muito pesada), Thompson e Jarosik dão algum talento ao meio-campo e Gravesen tenta recuperar o bom futebol que apresentou no Everton há duas temporadas. Além disso, os Bhoys têm tradição e uma torcida fanática que, juntos, impedem o time de se diminuir mesmo diante dos adversários mais fortes.

O mapa da mina
O time é sólido, mas falta brilho técnico. A dupla de ataque é muito pesada e não há um grande homem de criação no meio-campo. Assim, o time depende muito de jogadas aéreas e chutes de fora da área, um pouco no estereótipo do futebol britânico. O goleiro polonês Boruc é uma incógnita, pois varia grandes atuações com falhas tolas. Por fim, a equipe de Glasgow pode sentir falta de Hartson e Petrov, duas referências na temporada passada que foram negociadas com o futebol inglês.

O bendito esquema tático
Os Bhoys jogam em 4-4-2, com duas linhas de quatro. Wilson, Caldwell, McManus ou Balde e Naylor formam a defesa, com Lennon, Pearce e Gravesen brigando por duas posições no meio-campo. Jarosik e Nakamura disputam uma, com o tcheco ainda precisando se enturmar melhor no elenco (acabou de chegar do Birmingham). Zurawski e Vannegoor of Hesselink são os prováveis titulares de Gordon Strachan par ao ataque, com Riordan e Miller na reserva imediata.

O trava-línguas
Jan Vannegoor of Hesselink parece nome de personagem de fábulas medievais. Por isso, muita gente acha que há algo errado com o nome do holandês e tenta modificá-lo, chamando só de Vannegoor, por exemplo.

O astro
Alan Thompson está longe de ser um dos principais talentos do futebol inglês. De fato, o meia disputou apenas uma partida pelo English Team, em 2004 contra a Suécia. Ainda assim, o jogador está há seis temporadas no Celtic, onde se tornou um dos jogadores preferidos da torcida. Com 32 anos, é o jogador mais experiente do time-base dos Bhoys.

Adoro te odiar
O clássico entre Celtic e Rangers é considerado um dos que carregam maior rivalidade e ódio mútuo no futebol mundial. Os Gers representam os protestantes que apóiam a união com a Inglaterra, enquanto que os Bhoys são símbolo da comunidade irlandesa católica que vive na Escócia.

Caminho para a LC
Como campeão escocês, teve vaga automática na fase de grupos.

Kobenhavn

por Ubiratan Leal

Os adversários devem temê-los porque…
O Kobenhavn joga sem responsabilidade alguma e pode ser menosprezado pelos adversários. Mas o time não tem jogadores experientes e de talento para tirar proveito disso, como fez contra o Ajax na terceira fase preliminar da Liga dos Campeões. Por exemplo, o meio-campo conta com Linderoth e Gronkjaer e o ataque tem o sueco Allback e o ganense Pimpong, que estiveram na última Copa.

O mapa da mina
O goleiro Christiansen é considerado o segundo melhor da Dinamarca na posição. Considerando que o melhor é Sorensen, número 1 do Aston Villa que é chegado em engolir um galináceo de tempos em tempos na Premiership, isso não é propriamente um elogio. Para piorar a situação do goleiro, a defesa como um todo não é das mais seguras. Além disso, os adversários do Kobenhavn podem contar com uma certa limitação de talento no time, sobretudo na falta de algum jogador com capacidade de decisão.

O bendito esquema tático
O técnico Stale Solbakken monta o Kobenhavn em um 4-4-2 tradicional europeu, com quatro defensores em linha, dois laterais tímidos no apoio (Jacobsen e Bergdolmo). No meio-campo, os quatro jogadores também ficam em linha, sendo que Linderoth e Hutchinson se posicionam no meio e Silberbauer e Gronkjaer abrem pelas laterais. Allback é o centroavante fixo e principal responsável pela conclusão das jogadas, comBerglund e Pimpong disputando a segunda vaga no ataque.

O trava-línguas
Pronunciar “Gronkjaer” não parece ser o maior desafio do mundo, mas, se a transmissão da Uefa escrever seu nome corretamente em dinamarquês, os narradores verão que o “o” é cortado ao meio e o “a” é grudado no “e”. E, daí, haja teorias para desvendar a pronúncia correta do nome do meia.

O astro
Com passagens por Chelsea, Atlético de Madrid, Ajax e Stuttgart, o meia Jesper Gronkjaer é a referência para a disputa da LC. O jogador, que também é conhecido por ser o maior esportista nascido na Groenlândia,

Adoro te odiar
O Kobenhavn foi fundado em 1992, mas já tinha história. O clube é resultado da fusão do KB (criado em 1876, o clube mais antigo da Europa continental) e o 1903. Assim, carregou para si a rivalidade de seus precursores. No caso, o Brondby. O Kobenhavn representa o centro de Copenhague e a população aristocrática, enquanto que seu rival é símbolo dos trabalhadores que moram nos subúrbios da capital dinamarquesa. Pelo fato de essa rivalidade ser nova, o clássico é chamado de “New Firm”.

Caminho para a LC
Atual campeão dinamarquês, entrou na segunda fase preliminar da LC. Passou pelo MyPa, da Finlândia, (2 a 2 e 2 a 0) e enfrentou o Ajax na terceira etapa. Perdeu em casa por 2 a 1 e estava praticamente desclassificado. Mas surpreendeu os holandeses e, mesmo em Amsterdã fez 2 a 0 para assegurar a classificação para a fase de grupos.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo