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Kaká, de ponta a ponta

Era a crônica de uma morte anunciada. A Fifa anunciou nesta segunda-feira, em Zurique, que Kaká é o melhor jogador da temporada no mundo. Há quem não concorde? Sempre haverá. Mas dificilmente alguém pode encontrar argumentos críveis para desmerecer os prêmios e a condição do brasileiro. Nesta temporada, ele fez tudo.

Ricardo Izecson dos Santos Leite chegou ao Milan em 2003 para “amadurecer”, mas imediatamente virou titular. A maturidade que ele mostrou desde seu primeiro minuto na Europa foi um dos sustentáculos da sua consagração. Kaká, além de um craque sob todos os aspectos, é de uma regularidade assombrosa.

É possível apontar em quase todos os craques mundiais algum aspecto da personalidade que deixa a desejar. Robinho é inconstante e ainda valoriza demais o drible pelo drible; Cristiano Ronaldo eventualmente deixa o seu ego ofuscar seu imenso talento; Rooney tem um temperamento que costuma colocá-lo em problemas.

Tecnicamente, a concorrência de vez em quando também tem algumas lacunas, como um fundamento menos apurado ou pouco sentido de equipe. Kaká, nesta temporada, não. Foi perfeito.

O brasileiro arrastou um Milan incolor pela Liga dos Campeões enquanto todo mundo ainda estava fora de forma, fazendo passes, ditando o ritmo do jogo, fazendo gols. Em algumas partidas, como as duas semifinais contra o Manchester United na LC, sua atuação foi simplesmente épica. No domingo passado, contra o Boca, mais uma vez ele provou sua majestade.

Há quem defenda que na Seleção Kaká não brilhou. Se ele não brilhou, é difícil saber quem o fez. Exceção feita à Copa América (que ele deixou de disputar), Kaká sempre decidiu quando a responsabilidade caiu sobre ele. O jogo contra o Equador, no Maracanã, é sintomático nesse sentido.

É difícil imaginar um outro ano tão bom para Kaká quanto o de 2007, em termos de performance. Ele raramente se machucou, teve poucas partidas opacas e sempre decidiu quando a responsabilidade pesou. A unanimidade de todos os prêmios de “Melhor do Mundo” endossa o merecimento da consagração.

Talvez os elogios a Kaká soem um pouco como uma babação de ovo, e de fato é o caso. Só que ela é global e inconteste (claro, com as exceções que confirmam a regra). Mas num ano com uma Liga dos Campeões, um Mundial de Clubes, uma Supercopa Européia, prêmios de Melhor da jogador e Artilheiro Liga dos Campeões, “Balon D’Or”, Melhor do Mundo para a revista “World Soccer” e Melhor do Mundo da Fifa, é possível não se desmanchar em elogios? Sinceramente, não.

Veja a ficha completa do craque

Leia uma entrevista exclusiva de Kaká para a Trivela.

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Equipe Trivela

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