Justificando o injustificável

Depois da polêmica decisão do árbitro de validar o gol de Van Nistelrooy na partida de ontem, causa bastante surpresa a declaração pública de apoio da Uefa. A argumentação de que Panucci, mesmo fora de campo, participava da jogada e, portanto, dava condição ao atacante holandês, é incoerente com o texto do código de arbitragem da Fifa.
Não havia dois jogadores entre Van Nistelrooy e a linha de fundo no momento do cruzamento. O defensor italiano estava atrás da linha por causa de um choque com Buffon, e não por ação deliberada. Ele não procurou tirar vantagem de sua posição.
Este é o texto do código de arbitragem sobre a Lei 11 (Impedimento), página 27 (clique aqui para conferir na íntegra):
“Se um jogador de defesa dá um passo para trás de sua linha de gol para colocar um adversário em posição de impedimento, o árbitro deve permitir que a jogada continue e advertir o jogador por deliberadamente deixar o campo de jogo sem permissão da arbitragem, quando a bola estiver fora de jogo da próxima vez”.
Não era de se imaginar que partisse de dentro da Uefa algum tipo de condenação pública à arbitragem. Mas apoiá-la por uma decisão tão controversa é um pouco demais.


