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João Carlos: “Ainda não conheci a Rússia”

O zagueiro João Carlos foi um dos primeiros reforços do Anzhi Makhachkala para a temporada. Após ele chegaram Roberto Carlos, Jucilei, Diego Tardelli, Mbark Boussoufa… E após cinco rodadas, a surpreendente equipe russa é a sexta colocada do campeonato nacional. Só que o defensor brasileiro nem entrou em campo pela competição.

Na decisão da Copa da Rússia, machucou o joelho e ficará algumas semanas afastado dos gramados. Não conseguiu, nem ao menos, conhecer a Rússia. Confira entrevista exclusiva com o jogador.

Como está sendo a adaptação à Rússia?
Ainda não tive a oportunidade de conhecer a Rússia. O elenco estava hospedado em Antalia, na Turquia. Quando cheguei, fomos à Russia jogar contra o Zenit, pela Copa da Rússia, e me machuquei. Vim me tratar na Bélgica agora. Estou ansioso para conhecer o Daguestão, onde fica o estádio do Anzhi.

O frio está atrapalhando?
Eu estou na Europa há bastante tempo, então o frio não é muito problema. Mas, como falei, ainda não fiquei na Rússia para sentir a diferença do frio. Espero que não atrapalhe o trabalho.

Como você avalia os escândalos de racismo que vem ocorrendo aí e em outros lugares da Europa?
É uma situação delicada e muito desagradável. É preocupante e espero que essas pessoas sejam punidas.

Com a chegada dos brasileiros você acredita que o time tem condições de brigar pelo título do Campeonato Russo?
Acredito sim, mas o nosso primeiro objetivo nessa primeira temporada é chegar entre os oito primeiros colocados que se classificam para os play-offs. Nosso time foi formado há pouco tempo e ainda faltam algumas peças para poder buscar o título. Mas vamos trabalhar forte.

Como foi sua experiência na Bélgica e na Bulgária?
Na Bulgária foi muito difícil, até porque eu era muito jovem e falava somente o português. A adaptação ao frio foi bem complicada, pois cheguei a pegar menos vinte graus no inverno. Mas no geral foi muito bom e serviu de experiência para a minha carreira. Já na Bélgica, falando o inglês básico e conhecendo o frio europeu, foi mais fácil. Hoje eu e minha família, vivemos bem na Bélgica e todos temos a nacionalidade belga. Agradeço muito, pois aqui despontei para o mercado europeu e hoje estou no Anzhi, da Rússia.

Passou por alguma situação curiosa nestes países?
Muitas, principalmente na Bulgária. Mas prefiro não contar essas derrotas. Se for parar e contar tudo vamos precisar de dez páginas (risos).

Você começou no Vasco. Como foi seu início de carreira?
Como pra maioria dos jogadores é sempre difícil e pra mim não foi diferente. Peguei um grupo com quase todos os jogadores renomados, como Romário, Euller, Juninho Pernambucano, Felipe e outras feras. Consegui me firmar ao lado do Odvan e fui vendido em pouco tempo.

Tem vontade de voltar para o Brasil?
Vontade eu tenho muita, mas preciso pensar também no meu futuro. Eu e minha família estamos muito felizes na Europa. Antes de receber a proposta do Anzhi eu conversei muito com meu empresário Alexandre Bastos, pois tiveram algumas outras conversas, mas pesou a proposta da Rússia.

Quando recebeu a proposta do Anzhi, já sabia que o time ia investir pesado?
Sabia sim, mas sinceramente não acreditei muito, até porque eu fui a primeira contratação de peso do novo presidente. Fiquei muito feliz com a chegada de todos os brasileiros. Roberto Carlos, Jucilei e Diego Tardelli.

Como é jogar ao lado de Roberto Carlos?
Pra mim é um sonho realizado, pois o Roberto é um ídolo do futebol mundial. Poder jogar ao lado desse grande jogador é um orgulho. Fiquei impressionado com a humildade e a pessoa que ele é. Não é à toa que ele chegou aonde chegou.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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