Jack Warner: “Chegou a hora da Inglaterra”

O vice-presidente da FIFA e presidente da Concacaf, Jack Warner, declarou estar convencido de que “chegou a hora da Inglaterra”, numa reunião em Trinidad & Tobago com o primeiro ministro britânico, Gordon Brown, sobre a candidatura inglesa à sede da Copa do Mundo de 2018.
Warner, que controla três dos 24 votos do Comitê Executivo da FIFA, no mês passado havia criticado a candidatura inglesa, a chamando de “peso leve”, mudou de ideia após o encontro com Gordon Brown.
“Fiquei impressionado com sua humildade, sinceridade, conhecimento de futebol, e especialmente sua convicção de que a Inglaterra não tem nenhum 'direito divino' de sediar o Mundial. Concordei com ele que a Inglaterra tem a melhor intraestrutura para sediar o torneio e, após 52 anos, será, sim, a vez dos ingleses”, disse Warner.
Os comentários negativos de Warner causaram uma crise no comitê organizador da candidatura inglesa, com o chefe da Premier League, Sir Dave Richards, pedindo demissão de seu cargo no comitê. Após a crise, Gordon Brown foi acionado.
“Encontrei o primeiro ministro ontem e na semana que vem terei um encontro com David Beckham na Cidade do Cabo. Estas são as armas que a Inglaterra está usando para sua candidatura e fico feliz em vê-los apoiando a causa”, disse Warner.
Entretanto, a Austrália, que também é candidata a sede de 2018, também tem suas armas. O primeiro ministro Kevin Rudd também está em Trinidad & Tobago, que sedia encontro da comunidade britânica, e aproveitou para fazer campanha junto a Jack Warner. “O encontro de Rudd e Warner serviu para enfatizar a importância do esporte no crescimento da comunidade como um todo, e o aumento da popularidade do futebol em nosso país”, declarou o chefe executivo da Federação Australiana, Ben Buckley.
Na mesma declaração, Buckley atesta que uma Copa na Austrália serviria para aumentar ainda mais a consolidação do futebol na Ásia e na Oceania.


