Itália, por mais sossego, pega Egito

Depois da difícil vitória contra os Estados Unidos, que a colocou, com o critério do saldo de gols, na primeira posição do grupo B da Copa das Confederações, a Itália volta a campo nesta quinta-feira. A tarefa da Squadra Azzurra, no entanto, não parece mais fácil: caso queira assegurar a vaga nas semifinais do torneio, o time comandado por Marcello Lippi terá de vencer, no Ellis Park de Johannesburg, o Egito, que teve elogiada a atuação na derrota por 4 a 3 para o Brasil.
E o treinamento da seleção transalpina mostrou que a provável equipe titular deve ter algumas diferenças, em relação ao time que entrou em campo contra os norte-americanos. Uma delas já era prevista: recuperado de lesão na panturrilha, Fabio Cannavaro deve voltar a formar dupla de zaga com Giorgio Chiellini. Porém, o jovem Davide Santon treinou entre os titulares e pode substituir Zambrotta contra os egípcios.
No ataque, mais duas alterações: dois jogadores do setor que entraram durante a estreia podem começar o jogo. Luca Toni deve substituir Gilardino, no centro do ataque, enquanto Giuseppe Rossi, respaldado pelos dois gols feitos contra os norte-americanos, deve ganhar a vaga. Há ainda a possibilidade de que Simone Pepe e Iaquinta sejam os avantes pelos lados, enquanto Gilardino atuaria no meio.
Em entrevista coletiva, Marcello Lippi afirmou não estar surpreso com o potencial apresentado pelos egípcios: “Os jogadores deles têm boa técnica. Além disso, gosto da maneira com que o treinador faz as coisas.” Lippi, no entanto, enfatizou a necessidade de um resultado positivo na partida desta quinta: “Haverá mudanças, mas só serão vistas amanhã. Falei com os jogadores, somos capazes de jogar melhor do que na estreia. Ainda não penso na partida contra o Brasil, porque, se perdermos contra o Egito, o jogo contra os brasileiros ficará dramático.”
Motivada pelos elogios recebidos, a despeito da derrota para a equipe de Kaká e Dunga, a seleção do Egito fala em repetir o bom desempenho contra a Azzurra. O capitão dos Faraós, Ahmed Hassan, afirmou: “Nossa estreia mostrou que não estamos aqui para participar. Provamos nosso valor e, a despeito do resultado, ainda estou satisfeito com nossa performance. Este segundo jogo contra a Itália não será fácil, deve ser ainda mais duro do que o primeiro, mas iremos a campo com o desejo de ir bem.”


