Holanda e Rússia prometem grande jogo

Holanda e Rússia duelam neste sábado, em Basiléia, pelas quartas-de-final da Eurocopa. As duas seleções mostraram na fase de grupos que são capazes de protagonizar uma grande partida.
Os holandeses, que não apareciam entre os favoritos antes do início do torneio, atropelaram os dois finalistas da última Copa do Mundo – 3 a 0 sobre a Itália e 4 a 1 na França – com um futebol vistoso e convincente.
A força do elenco de Marco van Basten foi comprovada na última rodada do grupo C, quando, jogando com apenas dois titulares, a Oranje venceu a Romênia por 2 a 0. Entre os reservas que atuaram, estavam jogadores como Arjen Robben e Robin van Persie, que neste sábado devem voltar a ser armas importantes para o segundo tempo.
A Rússia começou perdendo por 4 a 1 para a Espanha, mas se recuperou vencendo a Grécia na segunda rodada e conquistou a classificação ao bater a Suécia por 2 a 0. Na partida contra os suecos, os russos mostraram um futebol que não ficava devendo às atuações da Holanda.
A boa partida da Rússia se deve em grande parte à entrada de Andrei Arshavin, meia-atacante que havia perdido os dois primeiros jogos por suspensão. Jogando com Arshavin, o atacante Roman Pavlyuchenko cresceu de rendimento e se mostrou uma ameaça constante à defesa adversária.
À frente da seleção russa está alguém que conhece como poucos o adversário deste sábado: o holandês Guus Hiddink, que levou a equipe de seu país às semifinais da Copa do Mundo de 1998. Desde então, ele obteve ótimos resultados com recursos limitados, como a semifinal da Copa de 2002 com a Coréia do Sul e a segunda fase da Copa de 2006 com a Austrália.
Não por acaso, o estilo de jogo da Rússia com Hiddink se espelha muito no holandês, valorizando as trocas de passes e dando espaço à individualidade dos atletas.
A Holanda bateu seus adversários na primeira fase com contra-ataques letais, uma arma que a Rússia também é capaz de usar com precisão. Destacam-se os dois laterais – Alexander Anyukov, pela direita, e Yuri Zhirkov, meia de origem, pela esquerda.
A principal vantagem da Holanda no confronto diz respeito à condição física, já que a maioria dos titulares teve uma semana de descanso desde o jogo contra a França, enquanto a Rússia vem de jogar na quarta-feira contra a Suécia. Por outro lado, um fato trágico abalou a preparação da Oranje: a morte da filha recém-nascida do lateral-direito Khalid Boulahrouz, na quinta.
Quem vencer a partida deste sábado pega nas semifinais o classificado do confronto entre Espanha e Itália, domingo.


