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Herói luso no Vietnã

Vem de Matosinhos, litoral de Portugal, o homem que conduziu o Vietnã ao primeiro título do país na AFF Suzuki Cup (antiga Tiger Cup, principal torneio de seleções do sudeste asiático). Trata-se do treinador Henrique Calisto, que há oito anos trabalha em território vietnamita e tem larga experiência em clubes portugueses. O técnico de 55 anos nos conta como desbancou o favoritismo da Tailândia e levou seu grupo – com média de quase 25 anos – a maior conquista da história do futebol nacional. Confira!

Confiança foi a chave para conquistar a AFF Suzuki Cup?
A confiança é sempre importante no futebol, quem não confia que pode ganhar é melhor não competir. Somente com uma atitude ganhadora se conquistam vitórias, mas acima de tudo é no trabalho que reside o segredo de todos os êxitos em qualquer área de atividade.

O time aprendeu muito com a derrota na estréia para os tailandeses? Isso fez a equipe crescer ao longo da competição?
Aprende-se sempre tanto nas derrotas como nas vitórias, mas quando perdemos o primeiro jogo sofremos um gol de falta e um outro proveniente de um erro crasso do nosso goleiro, por isso, esse jogo não foi fácil para a Tailândia. Além disso, já tínhamos empatado com eles em 2 a 2 vinte dias antes. Não foi esse jogo que nos fez crescer, mas sim a confiança que fomos adquirindo jogando na fase preparatória contra equipes mais fortes, mesmo perdendo e empatando. Ganhamos confiança na preparação, pois corremos riscos jogando amistosos com equipes como Indonésia, China, time olímpico do Brasil, Cingapura, Coréia do Norte, Tailândia e Turcomenistão. Só assim pudemos conhecer nossas possibilidades de fazer algo de bonito na Suzuki Cup.

Você estava balançando no cargo, como foi suportar a pressão da “feroz” imprensa vietnamita?
Difícil, mas nós que entendemos de futebol não comentamos só os resultados, tem que olhar para os adversários com quem joga, onde joga e como joga, se há melhorias na qualidade do jogo e se há uma atitude positiva por parte dos jogadores. Por isso continuamos sempre a acreditar no grupo de trabalho sabendo o que estávamos a fazer, sabendo que o importante era nos apresentarmos na Copa em boa forma para sermos competitivos e para termos hipóteses. Além disso, já trabalhamos no Vietnã há 8 anos e ganhei tudo o que se pode ganhar com o meu clube e as criticas quando se perde são sempre dos mesmos, por isso só quem vive aqui sabe porque escrevem.

O atacante Le Cong Vinh, destaque da sua seleção, tem potencial para atuar em ligas menos expressivas da Europa?
É um jogador jovem com grande potencial e margem de progressão. É rápido, pensa bem o jogo com boa técnica e é bom finalizador. Tem hipóteses e seria bom para a sua progressão jogar em campeonatos mais exigentes.

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Equipe Trivela

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