Henry admite toque de mão: “Não sou eu o árbitro”

O atacante Thierry Henry, capitão da seleção francesa, admitiu ter usado o braço para dominar a bola na jogada que culminou com gol da classificação para a Copa do Mundo de 2010, no jogo desta quarta-feira contra a Irlanda no Stade de France.
O jogador do Barcelona evitou a saída da bola pela linha de fundo com o braço antes de passar para William Gallas, que marcou na prorrogação o gol que decretou o empate por 1 a 1, depois de a Irlanda devolver no tempo normal o placar de 1 a 0 do primeiro jogo.
“Sim, houve a mão na bola, mas não sou o árbitro”, declarou Henry. “Estou na área, com dois defensores na minha frente. A bola rebateu na minha mão, o árbitro não viu e eu segui a jogada. Não muda o fato de eu estar feliz com a classificação”.
Trapattoni protesta
Do lado irlandês, o técnico Giovanni Trapattoni admitiu sua frustração com o equívoco do árbitro sueco Martin Hansson.
“Disse ao árbitro que é possível cometer grandes erros. É uma noite amarga”, afirmou o italiano. “Estou chateado porque ele (Hansson) teve tempo para consultar o assistente, e estou certo de que ele também deveria ter perguntado a Henry”.
“Todo o povo europeu viu o que aconteceu. A França fez um bom jogo em Dublin, mas desta vez jogamos melhor, e ao longo dos dois jogos merecíamos ir para a África do Sul”, concluiu.
O treinador francês Raymond Domenech parabenizou os irlandeses, mas desconversou sobre o lance polêmico.
“Não vi a repetição. De onde eu estava, não pude ver nada. Só sei que o árbitro deu o gol. Gostaria de homenagear a Irlanda e seus torcedores. De certa forma é uma pena não se classificarem, porque eles mereciam ir à Copa do Mundo”, disse.


