Guia da Libertadores 2009 – Grupo 3

O favorito
O River Plate pode não ter terminado 2008 em alta – muito pelo contrário, já que foi o último colocado do Apertura argentina –, mas ainda é tecnicamente superior aos rivais no grupo da Libertadores. A mudança de técnico, com a chegada do ex-jogador do time Néstor Gorosito, pode dar novo ânimo ao elenco, apesar da falta de reforços. O ataque, com Falcao García e Salcedo, artilheiro em 2005 pelo Cerro Porteño, é um ponto forte dos Millonarios.
O coadjuvante
Lidando com a falta de recursos para investir no elenco, o Nacional-URU apela à tradicional raça que caracteriza os times uruguaios para se superar. Uma vitória por 2 a 1 sobre o rival Peñarol na fase de preparação gerou alguma empolgação, mas a derrota por 4 a 1 para o Cruzeiro no jogo seguinte ajudou a redimensionar as expectativas. O técnico Gerardo Pelusso tem no meia Diego Arismendi seu principal jogador.
As zebras
O nome do Deportivo Universidad San Martín pode não impressionar, mas o time é o atual bicampeão peruano – o que depõe a favor do clube, mas também contra o nível do futebol no país. O San Martín é uma equipe sem torcida, que mesmo na Libertadores joga para estádios semidesertos. Contra rivais mais populares, este tipo de apoio pode fazer falta.
O Nacional-PAR é uma surpresa só por ter chegado até a fase de grupos, depois de aplicar uma goleada de 5 a 0 no El Nacional na altitude de Quito. O time se classificou à frente dos tradicionais Cerro Porteño e Olimpia, mas perdeu alguns jogadores que conquistaram o Apertura no ano passado. O elenco tem um nome conhecido do público brasileiro: o veterano zagueiro Espínola, ex-Internacional e Cruzeiro.
O craque do grupo
O colombiano Radamel Falcao García tem nome de craque e vive um momento decisivo. Aos 23 anos, está em uma fase crucial para se tornar realidade e chamar a atenção dos grandes clubes europeus. Ágil com a bolas nos pés e bom pelo alto, é um atacante de muito potencial e pode ajudar o River a chegar longe na competição.
O jogo-chave
A visita do River Plate ao Universidad San Martín, dia 5 de março, pela segunda rodada, tem sabor de vingança para os argentinos. No ano passado, os dois times também ficaram no mesmo grupo. O River foi ao Peru convencido de que sairia com uma fácil vitória, mas perdeu por 2 a 0. Desta vez, como deve vencer o Nacional-PAR em casa na estréia, o time de Buenos Aires pode deixar sua classificação encaminhada em Lima.
Eles têm história
O Nacional-URU perdeu as três finais de Libertadores que disputou, em 1964, 1967 e 1969, mas venceu as três seguintes, em 1971, 1980 e 1988. O River Plate tem uma história semelhante: foi vice em 1966 e 1976, antes de levantar o troféu em 1986 e 1996.


