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Guia da 2ª divisão inglesa – Parte I

“The Championship”. O Campeonato. Assim é conhecida a segunda divisão inglesa, que atrai mais público aos estádios que a maioria das primeiras divisões da Europa. Para a temporada 2009/10, há nomes de destaque, como os rebaixados Newcastle, quatro vezes campeão inglês, e Middlesbrough, finalista da Copa Uefa há quatro anos.

O Championship ainda conta com outros nomes gloriosos, como Sheffield Wednesday, Derby County e Preston North End, todos com títulos nacionais no currículo, além do Nottingham Forest, bicampeão europeu, e o Ipswich, campeão da Copa Uefa.

A Trivela apresenta, em quatro partes, o guia da segundona inglesa. Confira!

Scunthorpe United

Entram:
Adam Boyes (York City) – atacante
Josh Wright (Charlton) – meio campo
Michael O’Connor (Crewe Alexandra) – meio campo
Rob Jones (Hibernian-ESC) – zagueiro

Saem:
Michael Lea (Chester City) – lateral-esquerdo

Breve Histórico: Foi fundado em 1899, em 110 anos de atividade, nunca participou da 1º Divisão.

Estádio: Glanford Park com capacidade para 9.088 pessoas, recebeu média de 5.020 na temporada passada.

Técnico: Nigel Adkins

Destaque: Gary Hooper

Briga: Rebaixamento

O Scunthorpe volta a disputar o Championship depois de passar uma temporada na League One (3ª divisão). O curto período na League One foi um dos mais emocionates dos 110 anos da equipe. Depois de empatar, com um gol no último minuto da última rodada com o Tranmere Rovers no Galford Park, em jogo que entrou para história do clube, a equipe tirou a sexta colacação que era do Tranmere e assegurou sua vaga nos play-offs. Nos play-offs passou por MK Dons, 3º colocado, e na final no Wembley, derrotou o Millwall, conquistando a promoção de volta para o Championship. Depois de subir, cair e subir novamente, o técnico Nigel Adkins espera dar estabilidade ao clube, que brigará para não cair mais uma vez.

Atual Elenco: Gol: Joe Murphy, Sam Slocombe, Josh Lillis e Kevin Pressman; Defesa: Rob Jones, Jake Picton, David Mirfin, Cliff Byrne, Andy Crosby, Marcus Williams, Kenny Milne; Meio Campo: Matthew Sparrow, Garry Thompson, Ian Baraclough, Martyn Woolford, Grant McCann, Sam Togwaell, Kevan Hurst, Andrew Wright, Ian Morris, Michael O’Connor e Josh Wright; Ataque: Adam Boyes, Ben May, Peter Winn, Jonathan Forte, Gary Hooper e Paul Hayes;

Pitaco: Scunthorpe ioiô United. Assim ficará conhecido, já que nas últimas temporadas subiu, desceu, subiu de novo e, agora deve descer mais uma vez.

Peterborough United

Entram:
Toumani Diagouraga (Hereford United) – volante
Tommy Rowe (Stockport County) – meio campo
[Lee Freckington (Lincoln City) – meio campo]

Saem:
Alfie Potter (Oxford United) – meio campo
Liam Hatch (Luton Town) – atacante

Breve Histórico: Considerado um clube novo, foi fundado em 1934 e nunca disputou uma 1º divisão. O time passeou por diversas divisões, e o máximo que conseguiu foi uma décima colocação na 2º divisão, em 92/93.

Estádio: London Road tem capacidade para 15.152, temporada passada, na 3º divisão, recebeu uma média de 7.598 por jogo.

Técnico: Darren Ferguson

Destaque: Craig Mackail-Smith

Briga: Metade de cima da tabela

A história do Peterborough pode ser dividia em duas partes? antes de Darragh MacAnthony e depois dele. Antes da aquisição pelo magnata irlandês dono da MRI Organisation, em 2006, o Peterborough disputava a quarta divisão, sem perspectivas de melhoras. MacAnthony investiu mais de 2 milhões de libras na pequena equipe, trouxe jogadores promissores, que vem dando certo, como é o caso de Mackail-Smith, artilheiro da equipe na última temporada. Como resultado do investimento, os Posh subiram da quarta para a terceira e, da terceira para a segunda consecutivamente.

A equipe está entrosada, e tem boas opções no banco para todos os setores do campo, além de ser treinado por Darren Fletcher, filho de Sir Alex Ferguson. Darren teve um ótimo começo no Peterborough, em sua primeira temporada inteira como técnico da equipe, ele conseguiu o vice-campeonato da League Two (4ª Divisão), conseguindo a promoção para a League One, uma temporada depois foi promovido novamente, dessa vez ao Championship. Será difícil para Darren conseguir sua terceira promoção consecutiva, mas, com a equipe que tem, deve dar trabalho.

Atual Elenco: Gol: Joe Lewis e James McKeown; Defesa: Daniel Blanchett, Danny Andrew, Sam Gaughran, Craig Braham-Barrett, Gabriel Zakuani, Chris Westwood, Craig Morgan, Shane Blackett e Russel Martin; Meio Campo: Charlie Lee, Lee Frecklington, Dean Keates, Paul Coutts, Jamie Day, Chris Whelpdale, Tom Willians, Sergio Torres, Billy Crook, Dominic Green e Lewis Webb; Ataque: Kwesi Appiah, Bem Wright, Shaun Batt, Aaron Mclean, George Boyd, Craig Mackail-Smith;

Pitaco: Será a surpresa da temporada, assim como foi o Swansea em 08/09. Se depender dos investimentos do magnata irlandês, logo, logo Darren Ferguson fará um duelo familiar-escocês com seu pai na Premier League.

Leicester City

Entram:
Robbie Neilson (Hearts) – lateral direito;
Chris Weale (Bristol City) – goleiro;
Dany N’Guessan (Lincoln City) – atacante;
Richie Wellens (Doncaster) – meio campo;
[Astrit Ajdarevic (Liverpool) – atacante];

Saem:
Joe Cobb (Wycombe) – zagueiro;

Breve Histórico: Fundado em 1884, o Leicester City Football Club foi rebaixado da Premier League em 2003/04, desde então caiu para a 3ª divisão na temporada 2007/08 e na seguinte conquistou o título e a promoção. Embora tenham participações internacionais e grandes nomes como Gordon Banks, Peter Shilton e Gary Lineker na sua história, nunca ganharam um campeonato inglês.

Estádio: Walkers Stadium que substituiu o Filbert Street, onde o clube jogou a maior parte de sua história, tem uma média de 20.253 torcedores, com capacidade para 32.500. (Football League, 08/09)

Técnico: Nigel Pearson

Destaque: Matt Oakley

Briga: Metade de cima da tabela.

O Leicester foi uma vítima da crise financeira que abala os ex-Premier League quando são rebaixados, acabou caindo para a 3º divisão em 07/08. O clube tinha acabado de ser vendido a Milan Mandaric, ex-dono do Portsmouth, aquele mesmo que estava envolvido no escândalo de corrupção em transferências de jogadores que abalou o futebol inglês em 2007. Para a sua primeira participação no terceiro nível inglês em 124 anos, o clube promoveu algumas mudanças: primeiro foram atrás de Nigel Pearson, que quase havia caído com o Southampton no mesmo ano, também vítima da crise dos ex-Premier League. No elenco promoveram uma renovação, já que quase a metade do elenco era emprestado, parte dos remendos promovidos por várias administrações que passaram pela equipe, seis técnicos em dois anos. O clube ainda conseguiu um padrão acima do dos clubes da League One, foi considerado, junto com o Leeds, candidato ao título. A campanha do Leicester, sob comando de Pearson, foi intocável, conquistando o título, da 3ª divisão, com apenas 4 derrotas, além do melhor ataque e a melhor defesa da competição.

Para esta temporada há estabilidade no comando técnico, a diretoria manteve o elenco, que já está mais que bem entrosado sob ordens de Pearson, com destaque para a dupla de ataque Fryatt/Howard, na temporada passada marcaram 41 gols. No ano que completa 125 anos de existência esperam os torcedores dos Foxes, ver o time voltar a se estabelecer no cenário inglês, pelo menos no Championship.

Atual Elenco: Gol: Chris Weale, Conrad Logan e Alex Cisak; Defesa: Aleksandar Tunchev, Michael Morrinson, Harry Worley, Joe Mattock, Jack Hobbs, Luke O’Neil, Bruno Berner, Wayne Brown, Robbie Nielson e Lathanial Rowe-Turner; Meio de Campo: Stephen Clemence, Matt Oakley, Lloyd Dyer, James Wesolowski, Nicky Adams, Levi Porter, Max-Alain Gradel, Andy King, Aman Verma e Richard Wellens; Ataque: Ricky Sappleton, Dany N’Guenssan, Astrit Ajdarevic, Craig King, Paul Dickov, Ashley Chambers, Matt Fryatt e Steve Howard;

Pitaco: O Leicester terá um começo de temporada ruim. Tudo vai depender do dono da equipe, Milan Mandaric, que costuma se desentender com técnicos quando estes não vão bem. Se o dono da equipe não se intrometer, e der liberdade para Pearson fazer seu trabalho, o Leicester deve terminar na parte de cima da tabela.

Plymouth Argyle

Entram:
Bradley Wright-Phillips (sem clube) – atacante
Carl Fletcher (Crystal Palace) – zagueiro

Saem:
Jermaine Easter (MK Dons) – atacante
Yannick Bolasie (Barnet) – meio campo

Breve Histórico: Surgido em 1886, é um dos quatro clubes do Campeonato que nunca participaram do “Top Flight”.

Estádio: Home Park, teve média de 11.533 torcedores por jogo, com capacidade para 19.500.

Técnico: Paul Sturrock

Destaque: Romain Larrieu

Briga: Rebaixamento

O Plymouth disputa o Campeonato desde 04/05, quando subiu da League One. Nas últimas temporadas os Argyle brigam somente para não cair e na última temporada foi o 21º colocado, sendo o primeiro depois da zona do rebaixamento. Para este Campeonato o clube não se movimentou e, trouxe apenas Carl Fletcher, ex-zagueiro, dos londrinos do Crystal Palace e apostam em Bradley Wright-Phillips, irmão adotivo de Shaun Weight-Phillips do Manchester City e filho de Ian Wright, que estava sem clube depois de não renovar com o Southampton. O clube da Cornuália aposta na sua torcida para decidir os jogos no Home Park. Plymouth é hoje a maior cidade da Inglaterra que nunca teve um representante na primeira divisão.

Atual Elenco: Gol: Romain Larrieu, Graham Stack e Lloyd Saxton; Defesa: Ben Gerring, Ryan Brett, Marcel Seip, Chris Barker, David McNamee, Craig Noone, Gary Sawyer, Kisztian Timar e Mathias Doumbe; Meio de Campo: Karl Duguid, James Paterson, Chris Clark, Yoann Folly, Luke Summerfield, Jame Mackie, Yannick Bolasie, Carl Fletcher, Damien McCrory, James Puncheon e Simon Walton; Ataque: Bradley Wright-Phillips, Joe Mason, George Donnelly, Ashley Barnes, Rory Fallon, Steven MacLean;

Pitaco: Sem muito que fazer, os Argyles vão garantir vitórias em casa. Mesmo assim brigarão até a última rodada para não serem rebaixados, depois de cinco temporadas no Campeonato. Destaque para Wright-Phillips, que fará o gol da salvação, no último minuto, do último jogo, de pênalti.

Barnsley

Entram:
Onome Sodje (York City) – atacante

Saem:
Heinz Muller (Mainz-ALE) – goleiro

Breve Histórico: O Barnsley Football Club foi fundado em 1887. Em 122 anos de atividade, o clube, esteve apenas uma temporada na 1º Divisão, pelo ponto de vista de que apenas 65 clubes marcaram presença no topo da pirâmide, o Barnsley pode se considerar privilegiado. A temporada no “Top Flight”, foi a de 97/98, haviam completado 110 anos, porém nem tudo foi festa para os Tykes, foram rebaixados com a pior defesa da competição, se orgulham até hoje de não terem sido lanterna, esse feito é do Crystal Palace.

Estádio: Oakwell Stadium, capacidade de 23.009 pessoas. Na temporada passada, teve média de 13.189 por jogo.

Técnico: Simon Davey

Destaque: Jonathan Macken

Briga: Rebaixamento.

Os Tykes subiram em 06/07, com um orçamento baixo, brigou contra o rebaixamento nas três temporadas que vem disputando no Campeonato. Na temporada passada, se livraram do rebaixamento na última rodada. Neste mercado o time perdeu o goleiro alemão Heinz Müller e só trouxeram o, desconhecido, atacante Sodje dos non-leaguers do York City. Sem muita esperança, pois nesta temporada o Campeonato está muito mais forte que nas temporadas anteriores, a torcida deposita sua confiança nos gols do artilheiro da equipe, Jon Macken, e nos comandos de Simon Davey, para não fazer feio. O clube conta ainda com o paulista Adriano Silva, que, embora brasileiro, nunca atuou em nenhum clube do país. Começou como profissional no Uruguai, teve passagens pela Espanha, além de ter atuado no Everton.

Atual Elenco: Gol: Luke Steele; Defesa: Bobby Hassel, Robert Kozluk, Darren Moore, Steven Foster, Jacob Butterfield e Luke Potter; Meio de Campo: Simon Heslop, Mounir El Haimour, Jordan Hibbert, Anderson Silva, Martin Devaney, Jamal Campbell-Ruce, Hugo Colace; Ataque: Iain Hume, Kayode Odejayi, Daniel Bogdanovic, Onome Sdje, Jamil Adam, Reueben Noble-Lazarus, Michael Couson e Jonathan Macken;

Pitaco: O Barnsley não participou do mercado de transferências, com o mesmo elenco que se salvou na última rodada da temporada passada, deve ir mal, do começo ao fim, sendo rebaixado para a League One depois de três temporadas no Campeonato.

Modo Galvão Ativado: O Barnsley pode ser frágil, não ter contratado para a temporada, mas em um campeonato cheio de ingleses e escoceses, conta com o talento brasileiro de Anderson Silva, que salvará a equipe do rebaixamento e a levará à conquista do título. Que venha o Manchester United, amigo!

Nottingham Forest

Entram:
Dele Adebola (Bristol City) – atacante;
Paul McKenna (Preston) – volante;
David McGoldrick (Southampton) – atacante;
[Lee Camp (Queen’s Park Rangers) – goleiro];
[Paul Anderson (Liverpool) – meio Campo];
[Chris Gunter (Tottenham) – lateral direito];

Saem:
Hanza Bencherif (Macclesfield Town) – volante;
Ian Breckin (Chesterfield) – zagueiro;
James Reid (Rushden & Diamonds) – meio campo;
Shane Redmond (Burton Albion) – goleiro;
Joe Heath (Lincoln City) – lateral esquerdo;

Estádio: The City Ground, com capacidade de 30.576 torcedores, teve média de 22.299 na última temporada. (Football League, 08/09)

Técnico: Billy Davies.

Destaque: Lewis McGugan.

Breve histórico: Fundado em 1865, o Nottingham Forest Football Club já conquistou um título inglês da primeira divisão (1979) com Brian Clough. Sua última participação no topo da “pirâmide do futebol inglês” foi em 1996/97, depois de passar três temporadas na elite. Sua melhor campanha neste período foi uma boa 3ª posição em 94/95.

Briga: Metade de cima da tabela.

Famoso por conquistar um fantástico bicampeonato da antiga Copa dos Campeões da Europa, o Forest tem pela frente, sua segunda temporada no “Campeonato” depois de ter subido da League One.

Com um time que mistura jogadores bastante rodados, com jovens talentos revelados pelo clube, o Forest briga por uma vaga no play-off. O ataque é um bom exemplo da mistura do Forest, enquanto o jovem promissor Nathan Tyson, leve e rápido, tenta fazer uma temporada para se estabelecer, de vez, no cenário dos jovens talentos ingleses, seu companheiro de ataque, o galês Robert Earnshaw, já passou por diversos clubes, dentre eles o Norwich, rebaixado da Premier League em 2004/5, e o Derby County em 2007/8, fazendo parte da pior campanha da historia da competição, com apenas 11 pontos e conquistando apenas uma vitória em 38 jogos. O atual técnico Billy Davies estava no comando do Derby no começo da temporada.

Depois que subiu da League One, o Nottingham era considerado um dos favoritos para subir à Premier League, no mínimo ficar na parte de cima da tabela, não foi o que aconteceu, o time brigou apenas para não ficar na lanterna. Em dezembro de 2008 a diretoria demitiu Colin Calderwood, que havia assumido a equipe em 2006, quando estava na 3º divisão, duas temporadas mais tarde alcançaram a promoção. Billy Davies assumiu o clube no meio da temporada passada, quando o Nottingham estava na zona de rebaixamento, ex-Derby County, o técnico conseguiu evitar o descenso nas ultimas rodadas.

No papel, o elenco é forte, mas faltava certa experiência no meio campo, muito jovem, da equipe. Eu disse, faltava, porque a diretoria trouxe o experiente meia Paul McKenna de 31 anos, que vai dar mais controle de bola à equipe. Para o ataque chegaram Dele Adebola e McGoldrick, sendo duas boas opções. Por fim a defesa não foi bem reforçada, na temporada passada, foi a 5º mais vazada do Campeonato, esse é o ponto fraco do Nottingham, que ainda vendeu o experiente Ian Breckin, o defensor estava na equipe desde 2005.

Atual Elenco: Gol: Lee Camp e Paul Smith; Defesa: James Perch, Wes Morgan, Kelvin Wilson, Lucke Chambers, Brendan Maloney, Julian Bennet e Chris Gunter; Meio Campo: Paul Anderson, Lewis McGugan, Chris Cohen, Guy Moussi, Arron Davies, Paul McKenna e Matt Thornhill; Ataque: Nathan Tyson, David McGoldrick, Joe Garner, Garath McCleary, Robert Earnshaw e Dele Adebola;

Pitaco: O Nottingham começa o campeonato bem, conseguindo ficar na parte de cima da tabela, mas no meio da temporada, quando começa uma verdadeira maratona de jogos, a defesa, que não tem muitas opções, deve ficar sobrecarregada. Isto significa mais erros e menos apoio dos laterais, Julian Bennet e Chris Gunter, ao ataque. A equipe cai um pouco, mas no final do campeonato, se fizer boas contratações no inverno, tende a melhorar graças à qualidade de seu elenco, e considerando que todos os clubes também estarão desgastados. A parte de cima da tabela está de bom tamanho.

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Equipe Trivela

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