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Futebol como um todo

Nesta semana, voltando de uma viagem de Salvador, onde fui fazer uma audiência, me deparei com uma matéria do Sportv a bordo do avião. Diga-se, de passagem, que fique extremamente contenta com a tecnologia nos vôos nacionais. Pois bem, a reportagem tratava do agenciamento da carreira de jogadores de futebol. Os agentes/empresário falavam como trabalhavam, o que entendiam do mercado, estratégias de atuação e marketing, dentre outras coisas.

Entretanto, um ponto me chamou a atenção e me fez refletir, e muito, sobre essas reportagens e as constantes mudanças na legislação brasileira e até mesmo mundial.
Tudo o que é feito em torno do futebol tem como referência o futebol de alto nível, os grandes clubes, jogadores, agentes e diretores.

Para deixar mais claro isso, basta vermos as recentes mudanças do futebol. E não estou falando somente de Leis, mas de regras, principalmente suas propostas. Muitos falam que o futebol é moderno e a bola deve conter um chip para assinalar se foi gol ou não. Mas todos se esquecem que o futebol é um esporte mundial, praticado pelas milionárias ligas inglesa, espanhola, italiana, mas também por população mais carente, como pequenos países africanos, cuja pobreza assola toda a comunidade.

Aliás, não precisa ir tão longe. Será que todos os estaduais brasileiros teriam condições de ter bola com chip em todas as partidas? É óbvio que não.

A mesma coisa pode ser dita para as mudanças de leis e regulamentos. A preocupação sempre é no sentido de proteger as grandes estrelas ou clubes, deixando de lado os jogadores com menor expressão, bem como os clubes que não possuem grande estrutura. Infelizmente, essas mudanças são feitas para poucos!

Voltando a reportagem que citei no começo deste texto, os agentes que devam suas opiniões representavam atletas renomados, como Ganso, Neymar, Ronaldinho Gaúcho. Por que ninguém citou algum jogador, que não tem tanta qualidade como esses atletas e, justamente por essa razão, precisam de um agenciamento mais intenso? Por que o futebol não é pensado em sua totalidade?

Essas são algumas questões, dentre várias, que devem ser ponderadas pelos dirigentes do futebol nacional e internacional.

No Brasil, por exemplo, a maioria dos atletas – mais de 90% – ganha menos que um salário mínimo. Também o futebol recebe o ingrato título de atividade com o maior índice de desemprego no país. E isso é fácil de constatar, com campeonatos estaduais que duram em média quatro meses, fazendo com que o jogador fique desempregado o resto do ano.

Em um passado não muito distante, as pessoas tinham filhos para ajudar a trabalhar na lavoura, aumentando a produtividade e, conseqüentemente, a renda das famílias. Hoje em dia, por conta de tudo o que é exposto pela mídia, as famílias fazem filhos para tirar a sorte grande de ter um novo craque, uma nova fonte de renda, o arrimo de toda a família.

É preciso que os dirigentes se atentem a esses fatos, antes que seja tarde e o futebol seja o grande perdedor.

Treinadores despreparados

Com os recentes resultados negativos da Inter de Milão, muitos estão falando que o Leonardo é jovem, sem experiência e não tem condição de treinar um time grande.
Concordo em parte com os que pensam assim.

Acredito que o Leonardo não seja inexperiente para treinar somente times grandes. Acho que times pequenos também. E para aqueles que defendem a tese de que ele foi um grande jogador, que jogou muito tempo e por diversos times, fica minha impugnação, pois o fato de ter jogado muito tempo não o gabarita para ser treinador.

Se essa premissa fosse verdadeira, o paciente que fica no hospital por muito tempo poderia ser considerado médico especialista na sua doença, e daí por diante.
É preciso encarar a profissão do treinador com maior seriedade, sendo mais rigoroso, pois as responsabilidades são enormes.

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Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

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