Fifa investiga corrupção e não descarta nova eleição para 2022

A Fifa irá analisar as provas enviadas por um jornal britânico que denúncia que o Qatar teria comprado dois votos de membros do comitê executivo da entidade para garantir que seria sede da Copa do Mundo de 2022.
“Nós organizamos e o jornal concordou em trazer quem fez a denúncia a Zurique para então termos uma discussão, uma investigação”, afirmou o presidente Joseph Blatter nesta quinta-feira.
“Temos que ver as provas e então iremos intervir. Nós temos recebido as declarações no parlamento britânico, mas não recebemos qualquer prova”, disse Blatter.
“Todo o precedimento não pode ser feito em 11 dias, mas antes dos 11 dias nós temos que saber se as alegações são verdadeiras ou não – ou que não são provadas. Se não são verdadeiras, o caso está encerrado”, declarou.
“O comitê de ética já está em alerta – eles não estão descansando na praia – e os membros irão para o congresso e podem ser convocados em um período muito curto”, declarou ainda o dirigente máximo do futebol.
Blatter ainda preferiu não excluir a possibilidade de refazer a votação para a eleição da sede da Copa do Mundo de 2022. “Essa é uma ideia que já está circulando ao redor por todo o mundo, o que é alarmante. Não me pergunte sim ou não, iremos passo a passo”, declarou o suíço, que concorre para se reeleger presidente da Fifa.
Em um inquérito no parlamento britânico sobre as razões da Inglaterra não ter conseguido ficar coma Copa de 2018, Damian Collins, membro da casa, declarou que havia provas do jornal Sunday Times que Issa Hayatou, de Camarões, e Jacques Anouma, da Costa do Marfim, foram pagos pelo Qatar.


