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Fifa aprova proposta do '6+5'

A Fifa aprovou nesta sexta-feira a proposta conhecida como ‘6+5’, na qual os clubes terão a obrigação de escalar pelo menos seis jogadores nascidos no próprio país e no máximo cinco estrangeiros. No 58º congresso da entidade, realizado em Sidney, deu-se o primeiro passo para a adoção de um sistema de cotas em cada equipe.

“Nosso objetivo não é o de transgredir as leis em vigor. No quis diz respeito à Europa, nós nos apoiamos na base jurídica do Tratado de Lisboa, que entrará em vigor em 1º de janeiro de 2009. Por ele, fica reconhecida a especificidade do esporte, suas estruturas e organizações. Não buscamos o confronto, mas sim uma consulta”, afirmou Joseph Blatter, presidente da Fifa.

No começo deste mês, o Parlamento Europeu votou contra os planos do dirigente. O ‘6+5’ fere o livre movimento de trabalhadores, um dos principais preceitos estabelecidos pela União Européia. “A regra do ‘6+5 é considerada ilegal na UE. No entanto, a Uefa compartilha completamente a filosofia e os objetivos desta proposta. Portanto, a Uefa sustenta plenamente a resolução apresentada. Faremos tudo para ajudar o presidente da Fifa a defender os objetivos mostrados hoje”, afirmou Michel Platini, presidente da Uefa.

“O futebol repousa sobre um equilíbrio harmonioso entre o futebol das seleções e dos clubes. A perde da identidade nacional dos times coloca em perigo as equipes nacionais e provoca um crescente distanciamento entre os clubes, acentuando o abismo financeiro e esportivo entre eles, reduzindo a competitividade dos torneios e a incerteza de seus resultados. A defesa da educação e da formação de jovens jogadores, dos clubes formadores e dos valores do esforço e da motivação no futebol, em particular para os atletas mais novos, é um elemento fundamental da proteção das seleções e do restabelecimento de alguns equilíbrios, esportivos e financeiros, em relação aos clubes”, disse a Fifa em sua resolução.

Segundo os planos de Blatter, a introdução da regra ‘6+5’ será feita de forma gradativa. Em 2010, a cota mínima de jogadores ‘nacionais’ será de quatro atletas; em 2011, cinco; e em 2012 será aplicada a fórmula completa. A proposta foi aprovada com 155 votos a favor e cinco contra.
 

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Equipe Trivela

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