Fifa alega falta de acordo para investigar Qatar
De acordo com a Fifa, os pedidos exagerados de um delator por proteção a testemunhas e outras exigências impediram que a investigação sobre as acusações à candidatura do Qatar como país-sede da Copa do Mundo de 2022 avançasse. O país é acusado de ter distribuído US$ 1,5 milhão em propinas para ser escolhido.
O “delator” seria um ex-empregado da federação catariana que teria prometido um depoimento à Fifa para como contar como foi o processo de obtenção de votos para que o Qatar vencesse os Estados Unidos na disputa. “Ele pediu condições que eram impossíveis de ser aceitas pela Fifa”, afirmou a entidade.
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou que aguardava ansiosamente pelas evidências e queria que essa questão tivesse sido resolvida antes das eleições de 1º de junho, que o confirmaram no poder pelo quarto mandato consecutivo.
“Um dos problemas foi que o delator não nos deu garantias da precisão e da correção que ele estava fornecendo, pediu que a informação não se tornasse pública e exigiu o direito de poder destruí-la a qualquer momento”, disse a Fifa que, em nota, ainda afirmou que o delator pediu que a entidade cobrisse os custos do processo.
Tanto a federação catariana quando os presidentes da federação de Camarões, Issa Hayatou, e de Costa do Marfim, Jaques Anouma, negaram as acusações.


