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Ferguson exalta Scholes decisivo na classificação

O técnico do Manchester United, Alex Ferguson, não escondeu a satisfação por ter sido de Paul Scholes o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Barcelona que classificou o time para a final da Liga dos Campeões. Da última vez que os Red Devils chegaram à decisão, em 1999, o meia estava suspenso e não pôde atuar na dramática vitória por 2 a 1 sobre o Bayern, que deu o segundo título europeu ao clube.

Scholes, de 33 anos, marcou um belo gol de fora da área para selar o resultado desta terça-feira em Old Trafford, que garante a primeira final inglesa da história do torneio. Nesta quarta, Chelsea e Liverpool definem o adversário do United.

“Foi um gol fantástico”, disse Ferguson após a partida sobre o tento, apenas o segundo de Scholes nesta temporada. “Não acho que possamos esperar que Scholes marque de 10 a 15 gols em uma temporada, como quando era mais jovem, mas ele certamente resolveu com um para nós hoje. Compensa todos os gols que ele já não marca pela idade. Foi um momento maravilhoso”.

“Ele (Scholes) foi revelado aqui, e é um dos maiores jogadores que este clube já teve”, lembrou o treinador escocês.

Ferguson lembrou ainda que, a exemplo do que fez no Camp Nou, o United foi competente ao manter a concentração na defesa nos momentos de pressão do Barcelona. Para o técnico, a classificação poderia ter sido garantida de forma mais tranqüila, já que houve chances de mais gols.

“Estamos muito felizes. Precisávamos de uma atuação fantástica, e conseguimos. Muitas coisas nos ganharam esse jogo, obviamente a concentração atrás, e na frente poderíamos ter feito mais três ou quatro gols. O importante é que estamos na final e temos uma grande chance, independente de quem seja o adversário. Este clube merece estar na final, por sua história. É fantástico”, concluiu.

O Barcelona, com a derrota, já não tem mais como evitar a segunda temporada consecutiva sem títulos. No Campeonato Espanhol, o time pode pensar no máximo em terminar como vice-campeão. Ainda assim, o técnico Frank Rijkaard afirma que não entregará o cargo.

“Não penso em sair”, declarou. “O clube e o time precisam de ajuda e apoio. É a hora de nos unirmos e ficarmos juntos. Seria diferente se os jogadores estivessem dizendo que é hora de eu sair, mas não é o caso. O Barcelona é um grande clube, com pessoas capazes de tomar decisões no fim da temporada se necessário. A hora de tirar conclusões é no fim da temporada”.

“Seria repetitivo dizer que a temporada foi um fracasso. Seria fácil chutar as pessoas no chão, e agora não é a hora de fazer isso. Você pode se perder nesta enxurrada de críticas que pode criar amargura e falta de confiança”, justificou o treinador holandês.

Rijkaard acredita que o único pecado do time nos dois jogos contra o Manchester United foi não ter conseguido chegar às redes: “Fizemos de tudo, menos gols. Foi um jogo equilibrado. Possivelmente, jogamos melhor, mas as regras dizem que quem marca o gol se classifica”.

“É uma derrota difícil de acertar, mas podemos deixar Old Trafford de cabeça erguida, e é importante que no resto da temporada o time jogue com orgulho e caráter, para fazer o melhor nos jogos que faltam”, resignou-se.

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Equipe Trivela

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