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Felipe Santana: “Götze é uma mistura de Ganso com Neymar”

O zagueiro Felipe Santana, ex-Figueirense, defende o Borussia Dortmund desde 2008. Próximo de conquistar o título da Bundesliga, o jogador de 25 anos aponta o entrosamento e o futebol ofensivo como pontos fortes da equipe.

Nesta entrevista exclusiva à Trivela, o jogador brasileiro elogiou os companheiros de equipe Dedê, a quem o definiu como a lenda do Borussia Dortmund, e Mario Götze, comparando o alemão com Paulo Henrique Ganso e Neymar. O jogador também falou sobre os treinadores Jürgen Klopp e Mário Sérgio. Confira a entrevista:

O Borussia Dortmund tem larga vantagem sobre os adversários na Bundesliga. O que vocês precisam fazer para não perder o título?
Continuar jogando o nosso futebol alegre e ter sorte, com a bola entrando, já que o ataque é o nosso forte. Estamos confiantes. O Borussia Dortmund está com esse elenco há três anos. Nós já nos conhecemos e estamos entrosados.

O time está muito bem no Campeonato Alemão, mas foi eliminado na fase de grupos da Liga Europa. O que houve na LE?
Falta de sorte. A gente perdeu um jogo e empatou três. No último, contra o Sevilla, quando empatamos, o fator experiência pesou.

Quem é o melhor jogador do Campeonato Alemão na sua opinião atualmente?
É difícil citar apenas um nome. Mas eu destacaria o Mario Götze. Ele é rápido, tem uma tranquilidade na hora de jogar e uma habilidade única, que lembra muito o Ganso. O Götze é uma mistura de Ganso com Neymar. Ele parece com o Ganso pela calma que tem ao jogar e pelos passes precisos. Com o Neymar por causa da velocidade. O jogador alemão mais parecido com ele é o [Mesut] Özil, que hoje está no Real Madrid. 

O que você acha dos jovens jogadores do Borussia Dortmund?
O Borussia Dortmund achou peças de reposição. São jovens que buscam o seu lugar ao sol e vêm fazendo um ótimo trabalho.

O Shinji Kagawa teve uma rápida adaptação no futebol alemão. Vinha marcando muitos gols pelo time, mas se machucou. Vocês estão sentindo falta dele?
Ele é uma pessoa quieta, mas sempre está brincando com a gente. O Borussia Dortmund contratou um ótimo jogador. Espero que, depois que se recuperar, ele volte a ser o que era antes. A gente está conseguindo se virar sem ele por causa das peças de reposição.

Qual a importância de Dedê no time?
A gente brinca que ele é a “legende”, a lenda no clube. Ele está há 13 anos no Borussia Dortmund e é o grande ídolo e símbolo da torcida. Sempre é ovacionado onde vai.

Como foi a sua adaptação à Alemanha?
Foi rápida. O Tinga e o Dedê me ajudaram muito quando eu cheguei. Me ajudavam com a língua, deixavam eu usar o telefone e ficar na casa deles. Aliás, eu vivia na casa deles. Às vezes, a gente se reunia com o Rafinha [quando ele defendia o Schalke 04] e o Zé Roberto e assistia aos jogos do Campeonato Brasileiro, escutava pagode…

Sentiu muita diferença no futebol jogado aí?
Muita. Foi da água para o vinho. Aqui o futebol é mais rápido, assim que você pega a bola tem que passar. O futebol alemão é mais veloz. Depois de três, quatro meses eu consegui mostrar o meu futebol.

Como é o trabalho de Jürgen Klopp no dia a dia?
É um treinador que busca conversar bastante com os jogadores e nos dá muito apoio. É uma excelente pessoa. Sempre nos incentiva, dizendo que a gente pode ganhar uma oportunidade a qualquer hora e, por isso, devemos estar preparados.

Ele foi o melhor treinador com quem já trabalhou?
Eu diria que foi o Mário Sérgio, porque ele conseguiu extrair o melhor de mim. Confiou no meu trabalho e até me colocou como capitão. Depois vim para a Alemanha.

Como foi a sua passagem pelo Figueirense?
No Figueirense fui finalista da Copa do Brasil em 2007 e realizei o sonho de jogar no Maracanã. Foi bom enquanto durou.

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Equipe Trivela

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