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Felipe Martins: “Na Suíça a força física é maior”

Na segunda divisão da Suíça, o campeonato pega fogo. São duas vagas para a elite e três times na disputa. Vaduz e Lausanne estão na frente. Lugano na luta pelo acesso. Neste time, o brasileiro Felipe Martins arrisca a sorte na Europa.

Desconhecido no Brasil, o meia paranaense conversou com a Trivela sobre a carreira, o Campeonato Suíço e seu clube, que já teve vários brasileiros, entre eles, o goleiro Dida.

Você saiu muito cedo do Brasil. Como foi seu início de carreira?
Iniciei no Centro de Treinamento de Futebol do Paraná, em Londrina. Lá fiquei aproximadamente dois anos, e depois fui para o Casalar em Santa Catarina, quando surgiu a oportunidade de ir para o Centro de Treinamento do Pedrinho Vicençote, em Itaguaí, no Rio de Janeiro.

Foi lá que surgiu a oportunidade de jogar na Europa?
O trabalho realizado no Centro de Treinamento em Itaguaí é direcionado aos clubes italianos, com os quais o Pedrinho Vicençote tem um ótimo relacionamento, já que jogou na Itália. Então, os clubes mandam representantes ao Brasil, e no meu caso o Padova me deu a oportunidade de ir para a Itália, onde tive o privilégio e oportunidade de jogar e me profissionalizar aos 17 anos. Estávamos na Série C, e felizmente joguei algumas partidas no time que subiu à Série B do Campeonato Italiano.

O Lugano há anos não conquista um torneio nacional. Como está a equipe para essa temporada?
O clube oferece uma estrutura muito boa, no ano passado não subimos por detalhes, ficamos um ponto atrás do Thun, time que subiu para a Super Liga. Mas neste ano estamos bem, temos alguns jogos a mais que foram adiados por motivo da neve, vamos tirar esta diferença.

E você?
Graças à Deus estou bem, trabalhando duro para conquistar o meu espaço, tive uma ótima adaptação ao país, e a língua favorece pois se fala italiano. Tenho apoio da diretoria e dos companheiros, por ser o mais jovem da equipe estou aprendendo muito com os mais experientes.

O clube vem atuando na segunda divisão e estão perto de voltar para a elite. Quais são os principais adversários?
Nosso objetivo é voltar à primeira divisão este ano, e estamos caminhando bem. Hoje os nossos concorrentes direto são Vaduz e Lausanne.

Quais são as principais diferenças entre o futebol jogado na Itália e na Suíça?
A diferença está no esquema tático e também no condicionamento físico. Na Itália o esquema de jogo é mais tático e a qualidade técnica é maior, enquanto na Suíça a força física é maior, usando muito o toque de bola.

O dono do seu clube é o mesmo do Genoa. Como é essa relação? Existe um intercâmbio de atletas?
Sim, na temporada passada tínhamos alguns jogadores cedidos pelo Genoa. No atual elenco não temos nenhum.

Ottmar Hitzfeld já passou pelo time. Fale um pouco mais da história do clube.
Sim, o atual técnico da seleção suíça jogou no Lugano na década de 1980. Eu nasci dez anos depois, e pelo que sei foi um grande jogador, e como técnico já foi o melhor do mundo duas vezes. Também passaram outros grandes jogadores, como o zagueiro Mauro Galvão e o goleiro Dida, que defenderam a nossa Seleção.

Já está adaptado ao país? E em relação à língua?
Sim, hoje me sinto adaptado ao clube, ao país, que é muito diferente da nossa cultura no Brasil. Quanto à língua, não tenho problema, como disse anteriormente predomina o italiano, e domino bem, graças à Deus, embora jogamos contra times de regiões que falam alemão e francês.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

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