“Federação leva muito sério a base”

A Copa do Mundo já começou, mas antes da Suíça – foi uma das três últimas seleções a chegar a África do Sul – desembarcar em terras africanas, o volante Gokhan Inler concedeu uma entrevista exclusiva à Trivela.
O jogador da Udinese, que tem descendência turca falou rapidamente sobre esta seleção e um pouco de sua carreira.
Você tem dupla nacionalidade. Antes de defender a Suíça pensou em atuar pela Turquia?
Sim, cheguei a jogar alguns jogos com a seleção turca Sub 21, porém não me chamaram mais, por isso optei pela seleção suíça.
Na Turquia quase jogou pelo Fenerbahçe, porque não deu certo?
Na época fiz um teste no Fenerbahçe. O treinador Christoph Daum gostou, mas depois me mandaram embora sem dizer o motivo.
Como está o ambiente da seleção para esta Copa do Mundo?
Está muito bom, realmente um grupo unido. Tenho certeza que faremos um bom mundial.
Qual o ponto forte do time?
Como falei acima, creio que a união da equipe poderá fazer a diferença.
Na sua visão quem são os favoritos?
Brasil e Espanha.
A Suíça vem vivendo um excelente momento nas divisões de base. O que a federação local está fazendo?
Realmente estão vivendo um excelente momento. A federação leva muito a sério a base, faz um trabalho profissional, com treinadores com boas formações. Os jogadores recebem bastante apoio.
Você vem atuando com regularidade na Udinese. Esse é seu melhor momento?
Para falar a verdade o meu melhor momento foi no meu primeiro ano. Essa temporada o time não foi muito bem, tanto que chegamos a brigar na reta final para não sermos rebaixados. Mas no geral não chegamos a correr tanto risco assim.
O prêmio de melhor estrangeiro do Campeonato Italiano (Gazzetta dello Sport) e de melhor jogador suíço, em 2008, foram suas maiores conquistas?
Pessoais, sim. Fui também campeão duas vezes do campeonato suíço pelo FC Zurich.
Quais são seus planos para o futuro?
Fazer um bom mundial. Um passo de cada vez.
O que sabe sobre o futebol o brasileiro?
Eu estive de férias em 2005 no Brasil, no Rio de Janeiro, onde conheci o Flamengo. Nessa viagem, inclusive, conheci o Romário. Guardo boas recordações do Brasil.
Tem intenção de atuar no Brasil?
Por que não? Falam que eu tenho jeito de brasileiro (risos).
O que faltou para a seleção na Euro 2008?
Um pouco de sorte.
Outras matérias deste colaborador, no blog: guilhermepannain.wordpress.com


