Sem categoria

“Faltou mais gente de qualidade”

Na sua primeira temporada na Q-League – a liga do Catar – o Al-Kharitiyath foi rebaixado. Para explicar a má campanha falamos com o atacante Wilton, ex-São Paulo. O jogador de 27 anos estava emprestado pelo Al-Rayyan e conta que fez o que pôde.
“Uma equipe não é apenas quatro jogadores, é o plantel todo e esse foi um dos grandes motivos do Al-Kharitiyath ter tido um ano ruim” relata.
Dias depois de nos conceder esta entrevista, ele assinou com o Malmo FF, retornando ao futebol sueco.

Mesmo com você, Job, Lamouchi e o Fábio Santos, o Al-Kharitiyath caiu. Como você explica a má campanha?
Infelizmente tivemos um ano ruim mesmo com bons jogadores e nomes expressivos. Um time não é apenas quatro jogadores, é o plantel todo e esse foi um dos grandes motivos do Al-Kharitiyath ter tido um ano ruim.

Como é trabalhar com o técnico francês Bernard Simondi?
Um grande técnico que trabalha bastante a parte psicológica do atleta e extremamente motivador. Tive uma ótima relação com ele.

A Federação ajuda o Al-Kharitiyath cedendo jogadores ou melhorando a estrutura?
A Federação ajudou tanto que temos até um ótimo centro de treinamento cedido por ela. O problema é que as equipes grandes levam grande vantagem, pagam em dia, tem salários maiores e contratam melhores jogadores locais.

Porquê você não ficou no Al-Rayyan?
Essa é uma questão que até hoje eu me pergunto, pois fui artilheiro da equipe com 12 gols. Penso que fiz um bom campeonato, mas o futebol no Golfo tem suas burocracias e muitas vezes não entendemos.

Como é sua relação com o Paulo Autuori?
Tranqüila, além de ser um dos melhores treinadores do mundo até hoje mantenho um bom relacionamento com ele.

O clube investe muito, mas não tem conseguido ganhar o título. O que falta para o Al-Rayyan conseguir superar Al-Sadd e Al-Gharafa?
Isso é realmente impressionante. Eu não sei, pois esse ano eles montaram um ótimo time.

Porquê você não acertou com o Sport Recife?
Não recebi nenhuma proposta oficial do clube, só sondagem.

Já viu um jogador tão alto quanto o zagueiro Fabio Santos, seu companheiro de clube que tem 2,06 m? Ele é alvo de piadas o tempo todo?
Não, nunca vi ninguém tão alto, eu ri muito quando o vi pela primeira vez (gargalhadas). Todos aqui o chamam de gigante.

O campeonato do Catar é um dos melhores da Ásia e o país já tem alguns bons jogadores como o Khalfan Ibrahim. Acha que a seleção vai crescer ou falta muito ainda?
Falta muito ainda, acredito que vai levar alguns anos. Com a chegada de vários brasileiros para trabalhar na base dos clubes acredito que a melhora vai ser muito boa em um tempo mais curto.

Para um jogador técnico é fácil brilhar na Suécia?
Não é fácil, pois é um futebol totalmente diferente do nosso. É mais parecido com o futebol inglês, muita força e toques rápidos, além do frio que faz no país, passamos boa parte do ano com temperaturas abaixo de zero, durante quatro meses faz 4 graus negativos. Realmente o futebol sueco foi uma grande escola aonde aprendi muito e evolui como jogador e como pessoa.

Como é jogar o clássico entre AIK e Djurgarden?
Fiquei impressionado quando cheguei e vi os estádios cheios com média de 25 mil pessoas e jogar o clássico é fantástico, uma experiência maravilhosa.

Você esteve num clube de imensa torcida como é o caso do AIK e no Catar as arquibancadas estão quase sempre vazias. Você sente falta da pressão e de um ambiente mais festivo dos torcedores?
Com certeza, isso é uma motivação maior para o atleta, todo jogador que chega aqui se espanta com a falta de público.

Você imaginava que o Kaká atingiria esse nível? Quais as lembranças que você tem dele nos tempos de São Paulo FC?
Sim, além de ser uma boa pessoa, o São Paulo FC fez um excelente trabalho de preparação para ele ser o jogador que é hoje. Ele merece, é um craque do futebol moderno.
 

Mostrar mais

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo