Europeu Sub-19: Grupo A

GRUPO A
Alemanha
Pode um time da categoria sub-19 ter o luxo de ignorar o talentoso meia Toni Kroos e, mesmo assim, realizar uma campanha de sucesso? A resposta é positiva e o melhor exemplo para a questão é o time alemão que irá à República Tcheca na condição de favorito para conquistar uma das vagas para o Mundial Sub-20 do ano que vem.
O técnico Horst Hrubesch optou por subutilizar os atletas da geração /90, dona do melhor futebol da temporada passada entre os sub-17 em âmbito continental e mundial. Com isso, além de Kroos, ficam na espera por uma chance Kevin Wolze e Dennis Dowidat. O atacante Richard Sukuta-Pasu, do Bayer Leverkusen, é a exceção e o único convocado daquele grupo.
A Alemanha também não terá o maior nome da geração /89, o meia-atacante Marko Marin, destaque da 2.Bundesliga pelo Borussia Mönchengladbach. O jogador pulou etapas, foi pré-convocado para a Eurocopa adulta e ficou grande demais para os sub-19, tanto que não foi utilizado em nenhuma das fases classificatórias do torneio.
Mesmo sem os garotos sub-18 e Marin, Hrubesch aposta em um elenco bastante talentoso, que tem como pontos fortes os irmãos gêmeos Sven e Lars Bender, ambos volantes do 1860 Munique, o meia Timo Gebhart, também do clube bávaro, o lateral-direito artilheiro Dennis Diekmeier (Werder Bremen) e o atacante Dennis Naki (Bayer Leverkusen).
Técnico: Horst Hrubesch
Artilheiros: Timo Gebhart (M, 1860 Munique) e Deniz Naki (A, Bayer Leverkusen) – 5 gols
Campanha: 4v, 1e, 1d, 24GP e 9GC
Títulos: 2 (1981, 1986)
Na temporada passada: semifinalista
Bulgária
Classificada pela primeira vez em 20 anos para a fase final do Campeonato Europeu da categoria, a Bulgária é um time de poucos gols a favor e também contra. Em seis jogos, o ataque funcionou somente seis vezes. Em compensação, a defesa foi furada em apenas três oportunidades.
O avanço búlgaro às finais pode ser considerado uma grande surpresa, já que o país conseguiu a segunda vaga do Grupo 9 da primeira eliminatórias apenas no saldo de gols – terminou empatado com a Dinamarca e atrás da Turquia. Na segunda fase classificatória, a Elite Round, o time passou com surpreendente facilidade, vencendo os três jogos que disputou.
Os búlgaros colocam toda a fé no meia-atacante Mikhail Aleksandrov, capitão do time, que atua nas categorias de base Borussia Dortmund. O “alemão”, que só não foi para o Liverpool por problemas na obtenção de visto de trabalho, é o cérebro da seleção e também o homem das bolas paradas.
Com exceção de Aleksandrov, a seleção do Leste Europeu não tem muito a mostrar para os fãs de um futebol bem jogado. Entre os outros nomes de certa relevância estão os atacantes Radoslav Vasilev, que atua no Readind, da Inglaterra, e Momchil Tsvetanov, do Litex Lovech, que marcou dois gols nas eliminatórias.
Técnico: Mihail Nikolov Badanski
Artilheiros: Momchil Tsvetanov (A, Litex Lovech) e Mihail Aleksandrov (MA, Borussia Dortmund-ALE) – 2 gols
Campanha: 4v, 1e, 1d, 6GP e 3GC
Títulos: 0
Na temporada passada: eliminada na Elite Round
Espanha
Atual bicampeã européia da categoria, a Seleção Espanhola tenta na República Tcheca o seu sexto título, o que a colocaria de maneira isolada como equipe mais vitoriosa da história da competição. Atualmente, os ibéricos dividem esse posto com a França. Ambos têm cinco troféus no currículo.
O forte time comandado por Ginés Melendez já nasceu vitorioso. A sua base mescla o elenco campeão sub-19 da temporada passada e a geração que conquistou a Europa e foi vice mundial sub-17 do último ano.
Do primeiro grupo, destacam-se o meia Daniel Parejo (Real Madrid), o lateral-direito Cezar Azpilicueta (Osasuna) e os atacantes Aaron Ñiguez (Iraklis Thessaloniki-GRE) e Emilio Nsue (Mallorca). O goleiro David de Gea (Atlético de Madrid), o volante Nacho Camacho (Atlético de Madrid) e os meias Fran Mérida (Real Sociedad) e Dani Aquino (Murcia) compõe o segundo time, que também poderia ter Bojan.
Apesar do elenco estrelar, a Espanha esteve longe de realizar uma campanha brilhante nas fases eliminatórias do torneio. Apesar de ainda estar invicta, a Fúria teve empates contra Sérvia e Liechtenstein (!) na primeira fase e só cresceu no segundo quadrangular, quando bateu Ucrânia, Turquia e Armênia.
Técnico: Ginés Melendez
Artilheiros: Emilio Nsue (A, Mallorca) – 3 gols
Campanha: 4v, 2e, 13GP e 4GC
Títulos: 5 (1995, 2002, 2004, 2006 e 2007)
Na temporada passada: campeã
Hungria
A melhor geração húngara das últimas décadas. A alcunha mostra a empolgação do país com o time de geração nascida em 89, comandados por Tibor Sisa. Equipe, que antes de classificar para a fase final do Europeu sub-19 desta temporada, já havia conseguido o feito igual no sub-17, há dois anos.
Aquela classificação apresentou ao continente Kristzian Nemeth, maior nome dessa geração. O atacante, que então defendia o MTK Hungria, acabou negociado com o Liverpool no último mercado de verão e, rapidamente, tornou-se a maior promessa da base de Anfield Road.
Devido a uma lesão, Nemeth atuou somente nove vezes com os reservas do Liverpool, mas anotou oito gols e ganhou a admiração do técnico Rafa Benítez, que deve lançá-lo entre os profissionais na próxima temporada. Em maio, ele foi convocado pela primeira vez para a seleção adulta, mas não entrou em campo.
No entanto, a Seleção Húngara não se resume a Nemeth. Há outros nomes interessantes, sendo que dois deles são companheiros do astro no Liverpool, o goleiro Peter Gulacsi e o atacante András Simon. O meia-esquerda Vlagyimir Koman, que estreou entre os profissionais da Sampdoria na última temporada e já deu, logo em seu primeiro jogo, uma assistência para gol, é o maior desfalque do time no torneio.
Técnico: Tibor Sisa
Artilheiro: Kristztian Nemeth (A, Liverpool) – 5 gols
Campanha: 5v, 1e, 16GP e 5GC
Títulos: 1 (1984)
Na temporada passada: eliminada na Elite Round
Euro Sub-19: Introdução
Grupo B: Apresentação


