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Euro 2008 – Rússia

Como se classificou?
Com muito sofrimento. Tudo parecia tranquilo após a vitória sobre a Inglaterra, por 2 a 1, em Moscou, mas um tropeço contra Israel quase acabou com as pretensões russas no Grupo E. No entanto, graças à incompetência dos ingleses, que perderam para a Croácia no último jogo em Wembley, a Rússia assegurou o segundo lugar da chave com um triunfo, sofrido, por 1 a 0 sobre a fraquíssima Andorra. O que vier daqui para frente já é lucro.

Time-base
Akinfeev, Anyukov, V. Berezutski, Sergei Ignashevich e A. Berezutski; Bilyaletdinov, Zyrianov, Semshov e Zhirkov; Arshavin e Sychev (Kerzhakov).

Técnico
Guus Hiddink é um dos poucos técnicos no mundo que fazem a diferença. Basta analisar o currículo do holandês para verificar seus feitos – os dois últimos, fora a classificação da Rússia para a Euro, foram as semifinais com a Coréia do Sul na Copa de 2002 e as oitavas-de-final com a Austrália em 2006. Adepto de um futebol ofensivo, Hiddink deu padrão de jogo ao bom time russo e devolveu o orgulho aos jogadores e torcedores, além do respeito dos adversários – sumido desde o fim da União Soviética.

Expectativa local
A classificação emocionante e o excelente trabalho realizado por Guus Hiddink deram confiança aos russos. Prova disso foi o jogo contra a Inglaterra, que levou 80 mil pessoas ao Luzhniki Stadium. No âmbito local, a expectativa é de uma boa campanha. No entanto, a imprensa está ciente de que o projeto da federação russa com Hiddink é a longo prazo e visa, fundamentalmente, a Copa de 2010.

Retrospecto nas últimas competições
Na última Eurocopa, em 2004, a Rússia foi eliminada logo na primeira fase. Pelo Grupo A da competição, estreou com derrotas para Espanha e Portugal, mas foi a única seleção a carimbar a futura faixa de campeã da Grécia: 2 a 1 no derradeiro jogo da fase inicial. A última participação da seleção numa Copa do Mundo foi em 2002, quando também caiu na primeira fase. Em 2006, a seleção russa ficou pelo caminho nas eliminatórias.

Jogador-chave
Igor Akinfeev, goleiro do CSKA Moscou

Maior virtude
Chega a ser repetitivo, mas é Guus Hiddink. Como já foi dito, o treinador holandês é um dos poucos no planeta que consegue transformar uma equipe. A evolução da seleção russa nos últimos dois anos é impressionante, principalmente pelo técnico ter inserido ao cenário nacional uma geração renovada e talentosa de jogadores, entre os quais se destacam, além do goleiro Akinfeev, os meias Bilyaletdinov e Zhirkov e os atacantes Arshavin e Kerzhakov.

Calcanhar de Aquiles
Curiosamente, o setor defensivo, ponto forte do time na primeira metade das eliminatórias da Euro, decaiu assustadoramente e se tornou um problema para Hiddink. Tudo começou com a séria lesão de Akinfeev (já de volta aos gramados) e a má temporada do CSKA Moscou (base da defesa). No segundo turno das eliminatórias, os zagueiros falharam muito e entregaram pontos preciosos aos adversários. Apesar do entrosamento, os irmãos Berezutski e Ignashevich precisam recuperar a confiança.

Cotação William Hill
25/1

Alemanha
Áustria
Croácia
Espanha
França
Grécia
Holanda
Itália
Polônia
Portugal
República Tcheca
Romênia
Rússia
Suécia
Suíça
Turquia

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