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“Estrangeiro precisa demonstrar mais”

Com 27 anos, o atacante argentino Gustavo Savoia já passou por diversos clubes da América do Sul. Começou no Colón e depois rodou por Peru, Colômbia, Equador e Chile. Foi contratado no início do ano pela Ponte Preta, após os dirigentes do clube campineiro receberem um DVD com seus gols e irem a Calama ver o Cobreloa jogar. Gostaram do que viram e trouxeram “El Potro”, como é conhecido, para atuar no Brasil.

Recém recuperado de problemas no púbis, Savoia luta para reconquistar o espaço perdido na Ponte Preta – que também conta com o meia argentino Juan Marchisio, ex-Nueva Chicago. Sabe que precisa se esforçar muito para isso, ainda mais sendo estrangeiro. Nesta conversa com a Trivela, o atacante falou um pouco sobre sua carreira.

Você já jogou na Argentina, Peru, Colômbia, Equador, Chile e agora no Brasil. Onde gostou mais de jogar?
De todos esses, gostei mais de jogar na Argentina e no Chile.

Entre os campeonatos nacionais que você disputou, qual é o mais difícil?
O Argentino e o Brasileiro. Principalmente por causa da pressão que existe dos torcedores e porque são duas das ligas mais importantes do mundo.

E sobre as torcidas, qual é a mais fanática?
Em todos os lugares que estive sempre havia torcidas muito fanáticas, mas como as da Argentina e do Brasil não existem. São maneiras diferentes de se viver o futebol. Mais entre os argentinos.

Como classifica o futebol brasileiro?
Um dos melhores do mundo pelos jogadores que têm.

É muito difícil para um argentino jogar no Brasil? Como foi sua adaptação?
Sim, acredito que um jogador estrangeiro precisa sempre demonstrar mais do que os outros que estão em casa. Ainda mais sendo argentino, por toda rivalidade que existe entre os países. Minha adaptação foi boa. Poderia ter sido melhor e isso só se consegue jogando, não existe segredo.

No Cobreloa você teve a melhor fase da carreira. É muito complicado enfrentar os grandes clubes do Chile?
Sou muito agradecido ao Cobreloa e ao Chile, que me deram a oportunidade de jogar muito bem. Eu, particularmente, sempre fui muito bem contra os grandes, nunca tive problemas.

Como foi sua passagem pelo futebol equatoriano? Achava que a LDU teria condições de ser campeão da Libertadores?
Foi boa, gostei de jogar a Copa Sul-Americana pelo Olmedo, quando marquei alguns gols. Sobre a LDU, eu tinha fé na conquista deles, porque eles tinham bons jogadores e um treinador muito capaz, o Edgardo Bauza.

E no Peru e na Colombia, como foi?
Nesses dois países foi mais ou menos, não gostei muito de jogar lá.

Agora você está disputando a segunda divisão brasileira, mas já atuou na segunda argentina. São duas competições muitos diferentes?
São duas competições muito parecidas. As duas são extremamente competitivas e com boas equipes participantes.

A Ponte Preta teve outro atacante argentino há poucos anos, Darío Gigena, que marcou três gols em um Dérbi contra o Guarani em 2003. Chegou a falar com ele antes de se mudar para Campinas?
Sim, Darío é um grande amigo e antes de chegar em Campinas conversei muito com ele, que me deu todas as dicas para vir e me incentivou bastante.

Onde você ganhou o apelido “El Potro”?
Quem me colocou esse apelido foi justamente o Darío Gigena. Ele disse que minha forma de jogo lembra um cavalo!

Você tem cidadania italiana. Seu próximo objetivo é uma transferência para a Europa?
Sim, seria um sonho, mas sou consciente que tenho que voltar a jogar regularmente na Ponte.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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