“Estou reformulando o time”

Único treinador brasileiro na Liga do Kuwait, Robertinho, ex-Fluminense, vem conduzindo o Kazma na vice-liderança, atrás apenas do Al-Qadsiya. O comandante carioca mantém viva a esperança do clube de quebrar o jejum de 13 anos sem o título nacional. Dono de muita credibilidade no norte da África e no Oriente Médio, o técnico de 48 anos conta sobre a realidade dos ‘laranjas’ da capital kuwaitiana e do futebol neste país, um dos mais ricos campos de petróleo do mundo.
Como está sendo trabalhar no Kazma?
Está sendo uma experiência muito positiva e singular. Estou sendo responsável pela reformulação da equipe formando jovens de talento como o Yousef, o Mishimoun e o goleiro Kankouni. Tenho futebolistas experientes no plantel também como o zagueiro Khaled Al-Shammari e o meia Abdullah Al-Dowaisan. Tenho ótimo relacionamento com os dirigentes, me respeitam muito.
O Kazma teve seis técnicos de países diferentes nos últimos cinco anos. Isso é ruim para o desenvolvimento dos jogadores locais?
Sim, o correto seria deixar um treinador desenvolver uma boa reformulação e um padrão tático para a equipe em três anos. Todas as equipes que mantiveram seus treinadores por esse período foram bem-sucedidos. Posso citar eu no Stade Tunisien e o Manuel José no Al-Ahly, do Egito, que levou o clube para o Mundial da FIFA duas vezes.
O futebol jogado no Kuwait é atrativo para os padrões do Oriente Médio?
Existem excelentes jogadores aqui, o problema é que muitos possuem outras profissões e isso dificulta a preparação. Geralmente eles contratam muitos profissionais estrangeiros ao longo da competição e é difícil ter um padrão.
A vantagem do líder Al-Qadsiya sobre os outros clubes é financeira e estrutural?
Existem cinco grandes clubes aqui que mais ou menos se equivalem: Al-Qadsiya, Al-Kuwait, Al-Arabi, Al-Salmiya e nós do Kazma. Espero que consigamos ganhar pelo menos um dos quatro títulos disputados. Já fomos vice-campeões da Copa da Federação.


