Espanha e Itália fecham as quartas da Euro

De um lado, tradição para dar e vender. Do outro, um futebol indiscutivelmente agradável de se ver, mas que nos últimos tempos só traz decepções na hora de definir. É essa a marca do duelo de domingo em Viena, a última quarta-de-final, envolvendo a atual campeã mundial Itália e a Espanha, dona de três vitórias em três partidas da primeira fase.
O vencedor do duelo entre italianos e espanhóis terá pela frente, na próxima quinta-feira, a Rússia de Guus Hiddink. Na história, são 27 confrontos entre as duas seleções, com oito vitórias para a Fúria e outras nove para a Azzurra, além de dez empates. No último jogo memorável, há 14 anos, foi a Itália que levou a melhor, avançando para as semifinais da Copa do Mundo.
Desde então, a Espanha foi só decepção. Em 1998, caiu na primeira fase com o time que era tido como o melhor da Europa e, dois anos depois, Raúl desperdiçou pênalti e os espanhóis foram eliminados nas quartas pela campeã França. Em 2002, a Fúria ficou entre os oito finalistas da Copa, mas foi eliminada pela anfitriã Coréia do Sul, em arbitragem infeliz. Na última Euro, não foi além da primeira fase e, em 2006, perdeu novamente para os franceses, nas oitavas.
A Espanha chega às quartas-de-final com o discurso decorado de que é preciso uma vitória sobre a campeã do mundo para apagar o histórico recente de decepções. O clima ficou quente após as declarações de Luis Aragonés, técnico espanhol, que disse que “se Gattuso é craque, eu sou um padre”. Buffon, capitão da Azzurra, preferiu declarar respeito à Seleção Espanhola e não polemizou.
Aragonés ainda não confirmou o time, mas deve mandar uma Espanha sem mudanças em relação ao time dos dois primeiros jogos na Eurocopa, com Fàbregas no banco. Para fazer frente à Itália, a Espanha aposta na dupla de ataque formada por Torres e Villa, destaques no Valencia e no Liverpool, respectivamente. Experiente, Panucci admitiu o respeito pelos jogadores, mas lembrou que a defesa italiana está preparada e parou Henry e Benzema no último jogo.
Pelos lados italianos, Roberto Donadoni tem dois grandes problemas para armar a equipe: Pirlo e Gattuso estão suspensos. Sem a dupla milanista à disposição, o técnico deve apostar em outro rossonero, Ambrosini, para reposição. O outro substituto é a principal incógnita, mas deve ser Aquilani, da Roma. Correndo por fora, o experiente Camoranesi pode ganhar espaço. No ataque, Cassano segue como titular e recebeu elogios do elenco após a partida contra a França.


