Espanha – Cinco perguntas

Que colocação no torneio seria considerada um sucesso?

Chegar às semifinais já seria um resultado acima da média e de bom tamanho pelo time que a Espanha tem. Mas, pela ilusão dos espanhóis de que a Fúria é uma potência futebolística, a queda nas semi só seria aceita sem problemas se ocorresse de forma honrosa.

Um sucesso na Euro pode impulsionar o futebol no país?

De certa forma, sim. Fará o espanhol acreditar mais em seus próprios jogadores e dar um novo ânimo à liga local, que anda meio melancólica.

Quem, entre os 23, que está no seu primeiro grande torneio e pode arrebentar?

David Silva teve uma temporada fraca como todo o Valencia. Isso pode até lhe custar a vaga de titular, mas, se recuperar o futebol de 2005/6 e 2006/7, pode ser uma eliz surpresa em um meio-campo que já tem Fàbregas, Iniesta e Xavi. O meia esquerda valencianista é muito bom na armação e conclusão de jogadas como elemento-surpresa.

Esse grupo tem qualidades para chegar em 2010?

Muita. Aliás, os principais talentos dessa geração (Fernando Torres, Fàbregas, Xavi, David Silva, Iniesta e Sergio Ramos) estarão no auge entre a Copa de 2010 e a Euro 2012. A Euro 2008 pode ser importante para dar experiência e confiança a esse time no futuro.

Qual a média de público do campeonato nacional?

29.124 na temporada 2007/8

Campanha

12J, 8V, 2E, 2D, 23GP, 9GC

TÉCNICO

Luis Aragonés Suárez
28/07/1938, Hortaleza

Luis Aragonés foi um dos principais atacantes espanhóis da década de 1960 e 1970. Defendeu Oviedo e Betis antes de estourar no Atlético de Madrid. Nos colchoneros, Aragonés ganhou o apelido de Zapatones pelo forte chute e conquistou um troféu Pichichi, dado ao artilheiro do Campeonato Espanhol. Além disso, ajudou o clube a chegar ao vice-campeonato da Copa dos Campeões de 1973/4 e ao título mundial de 1974. Ainda na temporada 1974/5, encerrou a carreira de jogador para assumir o comando do Atlético. Levou o clube a um título da Copa do Rei e um do Campeonato Espanhol. Esses títulos deram fama ao treinador, que passou a ser chamado de Sábio de Hortaleza. No entanto, sua carreira não foi muito longe. Realizou bons trabalhos, com virtudes na motivação dos jogadores e menos no conhecimento tático, mas sem jamais repetir o sucesso dos primeiros anos no Vicente Calderón. Chegou à seleção espanhola em 2004. Seu início de trabalho foi polêmico, pois foi flagrado chamando Thierry Henry de “negro de merda” como parte de um discurso para motivar Reyes. Esperava-se que ele se aposentaria depois da Copa do Mundo, mas a boa campanha da Espanha na primeira fase motivou a federação espanhola a pedir para ele continuar até a Eurocopa.

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