Escândalo volta à pauta na Itália com novas acusações

O escândalo de manipulação de resultados que abalou o futebol italiano no ano passado voltou à pauta no país com o anúncio de novas acusações por parte da procuradoria de Nápoles. Os promotores, que lidam apenas com a questão legal, indicaram os nomes de 48 envolvidos, dos quais cinco não estavam na investigação inicial.
O CalcioCaos culminou com o rebaixamento da Juventus, cujos dirigentes estavam no centro do esquema, para a Série B. O time de Turim ainda perdeu os títulos das duas últimas temporadas – o de 2004/05 foi mantido vago, e o de 2005/06 atribuído à Internazionale. Milan, Lazio, Fiorentina e Reggina permaneceram na Série A, com penalizações em pontos para a atual temporada.
A novidade nas novas denúncias é a suspeita de participação do Messina, que curiosamente só permaneceu na primeira divisão por causa do rebaixamento da Juventus. Em declarações à imprensa local, o presidente do Messina, Pietro Franza, nega que o clube tenha se envolvido em qualquer irregularidade.
O pivô do escândalo era o então diretor geral da Juventus, Luciano Moggi, apontado como responsável pelo desenho do esquema de manipulação de partidas.
De acordo com a procuradoria, há 25 árbitros e assistentes, dos quais 18 ainda trabalham no Campeonato Italiano, sob suspeita. A comissão de arbitragem agiu imediatamente, substituindo dois árbitros que estavam escalados para partidas da Série B neste fim de semana: Paolo Bertini e Paolo Tagliavento.
Os jogos colocados em dúvida são 39, 15 a mais que os questionados no ano passado. Todos eles foram realizados entre 2004 e 2005. Uma das partidas foi o empate sem gols entre Juventus e Milan, que manteve os bianconeri com quatro pontos de vantagem na liderança.
Entre os atos suspeitos dos árbitros, estão a exibição de cartões amarelos para que jogadores ficassem suspensos – em vários casos para jogos contra a Juventus, e a marcação de pênaltis ou impedimentos para os times favorecidos pelo escândalo.


