Em busca do tri, Inter encara surpresa africana

Neste sábado, às 15h, no Zayed Sports City, em Abu Dhabi, duas equipes entrarão em campo e disputarão o título de campeã mundial de 2010. Mas, ao contrário do que todos imaginavam há alguns meses, não será um confronto entre “Inters”. Afinal, somente a Internazionale, que eliminou o Seongnam Ilhwa, da Coreia do Sul, cumpriu o seu papel na história, tendo sido acompanhada da surpresa TP Mazembe, do Congo, que eliminou o Internacional – a equipe brasileira disputa o terceiro lugar mais cedo, às 12h, com os sul-coreanos.
Após superar as semifinais, a Inter vai à final com o favoritismo ampliado, dado o nível técnico do adversário. E o técnico Rafael Benítez fez questão de enaltecer a importância da competição.
“É uma honra e algo muito desafiador para nós. Isso é muito importante para nós, porque fará parte da história do clube”, afirmou o treinador espanhol. A Internazionale já é bicampeã mundial (1964 e 65).
Benítez também elogiou a equipe adversária. “Jogar contra o melhor time africano é uma razão para estarmos orgulhosos. É um grande momento para a Africa, mas para a Inter também, porque esta será lembrada para sempre como uma final do Mundial de Clubes histórica”, completou.
Do elenco levado para a disputa nos Emirados Árabes Unidos, somente um jogador não estará apto a disputar a final: Wesley Sneijder. O meia holandês sofreu uma lesão muscular com apenas um minuto de jogo, na vitória sobre os sul-coreanos. Mas terá, mais uma vez, Júlio César, Maicon Cristian Chivu e Diego Milito – todos recém-recuperados de problemas físicos.
“É uma grande final e uma grande oportunidade de levar a Inter novamente para o topo. No jogo, não há favoritos”, finalizou o capitão, Javier Zanetti.
Do outro lado o discurso humilde predomina, mas sem desprezar as chances de vitória. “Temos que fazer uma boa partida e representar o continente africano. Não importa qual seja o resultado, eu estarei orgulhoso dos meus jogadores por suas conquistas e atuações que tiveram nos últimos quatro meses de trabalho e lindos resultados”, afirmou o técnico do Mazembe, o senegalês Lamine N’Diaye.
A equipe, que também superou o Pachuca nas quartas de final por 1 a 0, não terá desfalques. “Conseguimos superar todos os desafios que colocaram para nós. Agora nos deparamos com o último. Nunca se sabe…”, finalizou, esperançoso, N’Diaye.


