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Elenco: Manchester United

Goleiros

1-Edwin van der Sar (29/out/1970, Voorhout-HOL)

Seleção: 130 jogos

Após um princípio de temporada irregular, o experiente goleiro, já aposentado da seleção holandesa, voltou a trazer segurança no gol do United. Estabeleceu, nesta temporada, novo recorde de invencibilidade em competições na Inglaterra (1311 minutos sem sofrer gols).

12-Benjamin Anthony “Ben” Foster (3/abr/1983, Leamington Spa)

Seleção: 2 jogos

Recuperado de problemas no joelho direito e no tornozelo, Foster conseguiu impor respeito nas chances que recebeu para atuar – principalmente na final da Copa da Liga Inglesa, quando foi fundamental na decisão por pênaltis. Já é apontado como futuro titular do Manchester. Porém, uma lesão num tendão do polegar direito o tirará da decisão em Roma.

29-Tomasz Kuszczak (20/mar/1982, Krosno Odrzanskie-POL)

Seleção: 6 jogos

Reserva principal de Van der Sar na temporada passada, o polonês acabou perdendo espaço no elenco da equipe, principalmente devido às boas atuações que impulsionaram o nome de Ben Foster. Mas, pela lesão de Foster em um dedo, Kuszczak estará no banco na final desta LC.

Defensores

2-Gary Alexander Neville (18/fev/1975, Bury)

Seleção: 85 jogos

Há muito tempo, o capitão do Man Utd sofre com contusões que o impedem de desenvolver certa sequência de jogos. Inclusive, as lesões o tiraram de boa parte da Liga dos Campeões passada – e até justificam que ele não tenha sido relacionado para a final contra o Chelsea. Mas, agora, mesmo sendo constantemente revezado com O'Shea, sua presença em Roma é garantida.

22-John Francis O'Shea (30/abr/1981, Waterford-IRL)

Seleção: 51 jogos, 1 gol

Reserva na final passada da LC, o irlandês virou a opção constante na lateral-direita durante a temporada, com as contusões de Gary Neville e Wes Brown. Sua polivalência também pode ser de grande valia a Alex Ferguson: pode atuar nas duas laterais e no miolo de zaga. O gol da vitória contra o Arsenal, na ida das semifinais, também contribuiu para que a decisão de colocá-lo desde o começo na final fosse sacramentada.

6-Wesley “Wes” Michael Brown (13/out/1979, Longsight)

Seleção: 21 jogos, 1 gol

Terceira opção para a lateral-direita dos Red Devils, Brown parecia ter se isolado como alternativa a Gary Neville, até por ter sido titular na decisão da LC passada. Mas uma cirurgia no tornozelo o deixou de fora de boa parte desta temporada.

21-Rafael Pereira da Silva (9/jul/1990, Petrópolis-BRA)

Vindo do Fluminense, o jovem brasileiro causou boa impressão nas oportunidades que teve ao longo da temporada. Porém, voltando de contusão, não deve ser relacionado para a final. Até pelo excesso de opções para Alex Ferguson, na lateral-direita.

15-Nemanja Vidic (21/out/1981, Titovo Uzice-SER)

Seleção: 39 jogos, 2 gols

“Vida” foi um dos pilares da temporada do United. Suas atuações cresceram muito, na zaga central. A dupla do miolo de zaga formada com Rio Ferdinand pode ser considerada a melhor da Europa, algo comprovado pelo longo tempo sem sofrer gols. Titular inquestionável, contra o Barcelona.

5-Rio Gavin Ferdinand (07/nov/1978, Peckham)

Seleção: 72 jogos, 3 gols

Uma prova da importância de Rio para a defesa do Man Utd foi a inconstância do setor, contra o Porto, no jogo de ida das quartas-de-final, quando lá não esteve. Ou o problema nas costelas, no jogo de ida das semifinais, que quase o tira da volta. Ou a preocupação com uma lesão na panturrilha, que pode fazê-lo chegar à final sem ritmo de jogo – ou até tirá-lo dela. Um pequeno sinal de aptidão e certamente formará a dupla com Vidic em Roma.

23-Jonathan “Jonny” Grant Evans (02/jan/1988, Belfast-NIR)

Seleção: 16 jogos, 1 gol

Mesmo sendo considerado como um zagueiro promissor, há certa preocupação com Evans. Sua juventude, bem como a atuação hesitante contra o Porto, tirou parte do respeito obtido com as performances seguras na primeira fase. Uma eventual escalação para a final, na impossibilidade de Ferdinand atuar, seria controversa.

3-Patrice Latyr Evra (15/mai/1981, Dakar-SEN)

Seleção – França: 17 jogos

As atuações de Evra foram bastante ascendentes na temporada. Antes temerário na marcação, o francês nascido no Senegal passou a ter mais cuidado na detenção dos ataques adversários. O que não significou deixar de contribuir com as subidas sempre insinuantes pelo ataque.

20-Fábio Pereira da Silva (9/jul/1990, Petrópolis-BRA)

Lateral-esquerdo que pode ser adiantado à ponta, pelo mesmo setor, o irmão gêmeo de Rafael foi mais frequente em jogos da FA Cup, tendo mais oportunidades até na equipe B do Manchester. Provavelmente, não deve ser relacionado.

Meio-campistas

13-Park Ji-Sung (25/fev/1981, Seul-COR)

Seleção: 77 jogos, 10 gols

O sul-coreano esteve bem em suas participações no título da LC 2007/08, notadamente nas semifinais, contra o mesmo Barcelona que será adversário na final. A opção de Alex Ferguson em não relacioná-lo para a final em Moscou foi bastante debatida. De qualquer modo, agora não há dúvidas: a suspensão de Fletcher e a necessidade de uma marcação veloz no meio tornam sua escalação bastante provável.

8-Anderson Luís de Abreu Oliveira (13/abr/1988, Porto Alegre-BRA)

Seleção: 8 jogos

Após sua chegada a Old Trafford, em 2007, o meia completou, pelas mãos de Alex Ferguson, sua transição de posição em campo. O meia-atacante lépido do Grêmio colocou sua velocidade e sua habilidade a serviço de um maior auxílio na marcação. Nesta temporada, afirmou-se como titular. Sua relativa experiência em jogos decisivos também faz crer em escalação na final.

18-Paul Aaron Scholes (16/nov/1974, Salford)

Seleção: 66 jogos, 14 gols

Caso Alex Ferguson necessite de uma maior experiência a auxiliar Park e/ou Anderson no setor de marcação do meio, o nome está neste que é tão “símbolo” do Manchester United como Giggs ou Gary Neville. Outra utilidade que Scholes pode ter é em seus avanços ao ataque, bem como nos chutes de longa distância.

16-Michael Carrick (28/jul/1981, Wallsend)

Seleção: 17 jogos

Carrick tem importante papel na transição da bola para o ataque. Com bom porte físico e estilo de jogo seguro, o meia é importante no começo da armação ofensiva. Além disso, sua condição física o colocaria em vantagem, no caso de necessidade de prorrogação e pênaltis (converteu o seu, na disputa da final da LC passada). Presença certa entre os titulares.

4-Owen Lee Hargreaves (20/jan/1981, Calgary-CAN)

Seleção – Inglaterra: 42 jogos

Nascido no Canadá, o filho de britânicos optou por representar a Inglaterra. Poderia ser uma ótima alternativa a Park Ji-Sung, na marcação, pelo meio. Poderia, não fossem renitentes problemas nos dois joelhos (principalmente uma tendinite patelar) que exigiram intervenção cirúrgica. Está fora da temporada, desde o início do ano, quando teve operado o joelho esquerdo.

24-Darren Fletcher (1/fev/1984, Dalkeith-ESC)

Seleção: 42 jogos, 4 gols

Está aí outra alternativa que “poderia” estar no meio-campo alinhado para entrar em campo no Estádio Olímpico de Roma. Aliás, mais do que “poderia”, “estaria”, pois o escocês vinha sendo titular, nas últimas partidas da Liga. Porém, veio o pênalti sobre Fàbregas, no jogo de volta das semifinais, contra o Arsenal. E o cartão vermelho que o tirará da final. Nem um recurso do Manchester junto à Uefa ajudou.

11-Ryan Joseph Giggs (29/nov/1973, Canton-GAL)

Seleção: 64 jogos, 12 gols

Chega a ser heresia duvidar da representatividade que o galês pode ter em Roma. Só o fato de ser o atleta com mais partidas envergando a camisa vermelha – já são 805 – já deixaria Giggs como presença garantida no elenco da final. Mas sua calma em momentos decisivos (marcou o último pênalti, na disputa da decisão passada) e a aura que tem para os torcedores confirmam ainda mais que, sendo titular ou reserva (deve ser reserva, entrando no decorrer do jogo), Giggs é sempre útil aos Red Devils. Sempre.

7-Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro (5/fev/1985, Funchal-POR)

Seleção: 64 jogos, 22 gols

O melhor jogador do mundo em 2008, segundo a Fifa, pode não estar tendo as mesmas performances exuberantes da temporada passada. Em contrapartida, mostra mais poder de decisão em horas importantes, como provam o gol contra o Porto, no jogo de volta das quartas, que desafogou o Manchester em pleno Estádio do Dragão, e a cobrança de falta precisa contra o Arsenal, na volta das semifinais, que abriu 2 a 0 no placar e deixou o Manchester na rota da final. Não há dúvida: novamente, Ronaldo tem todas as condições de ser o nome da decisão.

Atacantes

10-Wayne Mark Rooney (24/out/1985, Croxteth)

Seleção: 50 jogos, 21 gols

Quando Cristiano Ronaldo não é decisivo nem aparece o bastante para desequilibrar a partida, é em Rooney que as esperanças de vitória são depositadas. Mesmo não sendo tão decisivo quanto foi no título inglês da temporada, o atacante foi fundamental para evitar riscos de “zebra” na fase de grupos, ao marcar nas vitórias contra Aalborg e Celtic. Sem contar o gol de empate no jogo de ida das quartas, quando o Porto dominava as ações em Old Trafford. Sua rapidez nos contra-ataques pode ser letal, enfrentando uma defesa improvisada e desfalcada do lado do Barcelona. Outro candidato a protagonista.

9-Dimitar Ivanov Berbatov (30/jan/1981, Blagoevgrad-BUL)

Seleção: 67 jogos, 41 gols

Em sua chegada, no início desta temporada, Berbatov foi recebido como a solução definitiva para a falta de um finalizador nato na área que vitimava o United (tanto que nem houve lamento na liberação de Louis Saha para o Everton). Porém, as atuações, até agora, foram discretas demais para alguém por quem o clube despejou 40 milhões de euros. Mesmo alternando a titularidade com Tevez, nas últimas partidas, tem boa chance de começar a final.

32-Carlos Alberto Tevez (5/fev/1984, Buenos Aires-ARG)

Seleção: 48 jogos, 8 gols

Dizendo-se “maltratado” dentro do Manchester United, é quase certo que Tevez deixará Old Trafford ao fim da temporada. Mas nem a perspectiva quase assegurada do adeus faz com que “Carlitos” demonstre menos raça e velocidade em campo. E o crescimento de produção nas últimas partidas só fez aumentar a já grande simpatia da torcida pelo argentino. Sua utilidade torna provável uma atuação na final.

17-Luís Carlos Almeida da Cunha “Nani” (17/nov/1986, Praia-CPV)

Seleção – Portugal (19 jogos, 4 gols)

Com um desempenho mais opaco do que a última temporada, quando era opção importante no elenco e converteu um dos pênaltis na final da LC, Nani acabou sendo engolfado pela contratação de Berbatov e pelo crescimento de Tevez. Ainda assim, pode estar no banco em Roma.

41-Federico Macheda (22/ago/1991, Roma-ITA)

Até este ano, o jovem era apenas uma promessa tirada da Lazio para ser maturada no time B do Manchester, e, quem sabe, tornar-se titular daqui a pouco tempo. Mas dois gols decisivos pela Premier League, consolidando as viradas contra Aston Villa e Newcastle, importantes na recuperação da equipe, mudaram a situação do romano. Ficou no banco em algumas partidas da Liga e está em vantagem na briga com Nani pelo posto de reserva na decisão.

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