Egito atribui eliminação a “mentiras” sobre prostitutas

Após a surpreendente eliminação da Copa das Confederações, com a derrota por 3 a 0 para os Estados Unidos, o chefe da delegação do Egito que viajou à África do Sul, Mahmoud Taher, criticou a repercussão dada pela imprensa ao boato de que os jogadores da seleção relacionaram-se com prostitutas na noite anterior ao jogo contra os norte-americanos.
Em entrevista coletiva concedida nesta segunda, antes do retorno da seleção ao país, Taher afirmou: “Os jogadores têm sido submetidos a danos terríveis no Egito, e estão de muito mau humor, devido às falsas alegações que foram publicadas em jornais sul-africanos.”
O egípcio foi além nas críticas à imprensa: “A mídia causou todos esses danos, com os quais nos chocamos. As acusações foram publicadas nos jornais, no sábado e no domingo, pela manhã, e, infelizmente, os jogadores ouviram isso de pessoas no Egito. As mentiras começaram aqui [na África do Sul], se disseminaram, e isso afetou nossos atletas. Não foi a única razão da derrota, já que havia alguns desfalques e outros se contundiram durante a partida, mas foi uma das razões.”
Finalmente, Taher afirmou que os 19 mil randes (moeda sul-africana, valor equivalente a 2330 dólares) não encontrados teriam sido, na verdade, roubados da delegação: “Voltamos para o hotel, os jogadores foram para seus quartos e descobriram que haviam seus pertences e seu dinheiro. Reclamaram à recepção do hotel, que relatou ao seu superior, que por sua vez contou à polícia. Estou dizendo: nenhum estranho, nem mulher, nem garota, ninguém veio ao hotel com a nossa concordância.
Taher concluiu com: “Não questionamos o roubo, porque a polícia está investigando. O que queremos da mídia é proteção à honra e à dignidade dos nossos jogadores, devido à cultura no Egito.”


