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“É mais difícil se adaptar à Rússia se vier sozinho”

Depois de um primeiro semestre de muito sucesso no Flamengo, Vagner Love voltou ao CSKA Moscou e já começou bem: logo na reestreia pelo Campeonato Russo marcou o gol da vitória no clássico contra o Spartake e pela Liga Europa, no primeiro jogo do Exército Vermelho, anotou mais dois.

Love já tem 99 gols pelo clube russo em 189 jogos, com média pouco maior do que 0,5 por partida – ótima para um atacante. Em entrevista exclusiva à Trivela, o jogador falou sobre as expectativas para a temporada e planos de voltar a ser convocado para a Seleção Brasileira. Confira a entrevista.

Você voltou muito bem para a Rússia, marcando gols no Campeonato Russo e na Liga Europa. Qual sua expectativa para o resto da temporada?
Quero continuar marcando gols no CSKA Moscou, que é o meu time hoje, porque é o que eu gosto de fazer, jogar futebol. Eu queria ter ficado no Flamengo, mas não foi possível, então vou continuar fazendo o meu trabalho no CSKA e marcando meus gols.

Em 2005 vocês conseguiram o primeiro título europeu com o CSKA Moscou ao vencer a Copa da Uefa. Dá para repetir o feito esse ano?
Acredito que podemos repetir sim, já começamos bem com uma vitória e acho que podemos ganhar novamente esse título pelo CSKA, como em 2005.

Alguns jogadores brasileiros têm dificuldade de se adaptar na Rússia. O que foi mais difícil na sua adaptação quando você chegou ao CSKA, em 2004?
Acho que o mais difícil é quando o jogador vem sozinho. Quando vem sozinho, é muito difícil se adaptar, você fica com a cabeça no Brasil, pensando em voltar. Eu vim com a minha família para a Rússia, então eu podia trabalhar tranquilo, estava com eles ao meu lado. Mas se vier sozinho, é muito difícil mesmo.

Como você se vira com o idioma? Fala alguma coisa de russo?
Olha, entendo alguma coisa, mas falar é muito difícil. Depois de cinco anos, consigo me virar. De fome eu não morro, com certeza! Quando vou para alguma coisa importante, levo o tradutor, mas quando é algo que não é tão importante, eu me viro, sem problemas.

Desde que você foi para a Rússia, em 2004, vocês ganharam uma Copa da Uefa. O Zenit também venceu, e os clubes russos têm conseguido contratar muitos jogadores, inclusive algumas estrelas. Você sente que mudou o reconhecimento internacional do futebol aí hoje?
Mudou sim de quando eu vim para cá. Os clubes estão mais fortes, fazendo um bom papel na Europa. Você vê o Spartak Moscou e o Rubin Kazan na Liga dos Campeões, o CSKA Moscou e o Zenit na Liga Europa. Tem clube médio que já está brigando pelo título, jogadores chegando. Isso aumenta a força do Campeonato Russo.

Você foi convocado para a Seleção jogando pelo CSKA Moscou. Novamente se destacando, você tem expectativa de ser chamado novamente?
Tenho, tenho expectativa sim de voltar à Seleção jogando aqui no leste europeu. Espero que o Mano Menezes possa me assistir e voltar a me chamar. Vou trabalhar, fazer meus gols pelo CSKA Moscou, que é o meu time, e esperar que possa ter uma chance.

Você vai estar com 30 anos na Copa de 2014. É seu objetivo estar lá?
É um sonho sim, ainda mais pela Copa sendo no Brasil. Eu vou trabalhar para conseguir voltar à Seleção, me firmar e conseguir estar no grupo. É um sonho disputar uma Copa do Mundo e eu vou trabalhar para isso.

Muitos brasileiros jogam na Rússia hoje. Do que você tem visto, quem você destacaria?
Aqui se fala muito do Welliton [do Spartak Moscou], que foi artilheiro do Campeonato no ano passado e já foi inclusive cogitado para se naturalizar para jogar pela Rússia.

No seu início de carreira, você passou pelas categorias de base do Bangu, Campo Grande e Vasco. Como foi mudar, ainda muito novo, do Rio de Janeiro para São Paulo?
Eu tive muito medo quando fui para São Paulo, uma cidade grande, pela primeira vez, sozinho. Nunca tinha saído do Rio de Janeiro, que também é uma cidade grande, mas ir para São Paulo deu um pouco medo. Primeiro eu fui fazer teste no São Paulo, fiquei seis meses lá, depois que fui para o Palmeiras e graças a Deus deu tudo certo e consegui começar minha carreira lá. No começo foi difícil, mas deu tudo certo.

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Equipe Trivela

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